Por que não crescer?


Alguns meses atrás eu me deparei com uma pergunta (que dá nome a esse post) que infelizmente ainda não possui resposta 100% definida. Eu gostaria de entender por que, deliberadamente, empresas resolvem parar de crescer e quais as consequências dessa decisão para o futuro delas.

Ao conversar com alguns empresários “adeptos” dessa teoria eu percebi que na maioria das vezes essa condição acontecia por duas razões:

  1. Falta de Competência;
  2. Falta de Vontade;

A primeira razão é simples e justifica-se sozinha: uma empresa que não possui as competências necessárias para gerir o seu crescimento acaba. Isso mesmo: ACABA. Na realidade que enfrentamos hoje não é possível imaginar um mercado onde não surgirão concorrentes e essa variável, por si só, já é suficiente para determinar o fim de empresas que não são baseadas num regime de competências.

No entanto, é o segundo motivo que mais me intriga. O fato de alguns empresários deliberadamente optarem por não crescer quando possuem recursos e um molde de competências adequado é algo que não combina com a razão de existir de uma organização.

A essência de toda empresa deveria ser o desejo de crescer.

A ideia por trás do desejo de não crescer é a diminuição de responsabilidades que uma empresa pequena teoricamente traz. Ou seja, uma estrutura menor torna-se mais vantajosa porque supre as necessidades do empresário ($$$) e ao mesmo tempo não exige aperfeçoamentos constantes no modo de gestão, contratação de funcionários gabaritados e uma atenção redobrada em extensas áreas geográficas.

Doce ilusão.

Os três aspectos que eu citei acima já são parte da agenda de empresas que desejam sobreviver no atual mercado. Empresas que são guiadas por métodos de gestão tradicionais pecam por não considerar variáveis importantes e que não existiam a 5 ou 10 anos atrás. Da mesma forma, deixar de contratar os MELHORES é receita para o fracasso porque uma das variáveis que determina se a organização é eficiente ou não é a qualidade daqueles que trabalham nela. E por fim, prestar atenção apenas aos acontecimentos que ocorrem num raio de 50km é algo absolutamente inimaginável.

Diante destas constatações eu repito a pergunta: Por que não crescer?

Para mim é muito claro que o crescimento é a reposta para as questões que discutimos até aqui porque ele utiliza as preocupações às quais todas as empresas estão sujeitas como impulso para existir. Ou seja, a equação mais adequada para que uma empresa possa permanecer no mercado é:

Gerenciar o modelo de negócio de modo eficiente
+
Utilizar e atrair os melhores profissionais
+
Criar uma visão que abrange todo o mercado no qual a empresa está inserida
=
CRESCER

É claro que uma empresa pode desenvolver estes três fatores e mesmo assim não desejar crescer, mas desta forma ela estará desperdiçando recursos e energia. Na minha concepção, é a mesma coisa que aprisionar um pássara em uma gaiola quando o seu destino deveria ser voar.

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O valor da nossa terra


De uns tempos para cá eu tenho notado alguns eventos interessantes que estão roubando a minha atenção. É comum ouvirmos que os estrangeiros estão destruindo a nossa Amazônia (e um monte de outros bla bla blás), mas é raro ouvir discussões a respeito do interesse que grandes grupos internacionais estão cultivando no que diz respeito a qualquer tipo de terra produtiva do nosso país.

Não é por menos. O Brasil sempre possuiu uma extensa área agricultável e um clima favorável para a plantação de inúmeras culturas, mas com o passar do tempo alguns fatores importantes, dentro e fora do nosso país, alavancaram o nosso potencial, entre eles:

  • Estabilidade econômica, assegurando o investimento estrangeiro;
  • Embrapa, órgão responsável pela maior parte dos avanços tecnológicos produzidos nesta área;
  • Aumento de linhas de crédito a juros baixo, que deu motivos para os Empresários voltarem a investir;
  • Aumento da demanda mundial (leia-se China), que compra tudo de todos;

Com esses fatores ficou muito interessante investir em terras brasileiras e a partir daí começou a surgir um movimento liderado por grupos nacionais de incorporação de grandes áreas. Ou seja, com dinheiro no bolso, grandes grupos buscaram áreas onde pudessem investir seu dinheiro e assimilar ganhos de escala na produção de alimentos. No entanto, o que eu tenho percebido nesses últimos anos é que existem muitos grupos internacionais que também querem tirar proveito destas condições e fixar raízes por aqui. É o caso de alguns grupos do Oriente Médio, que depois de comprarem o que era possível na Africa buscam novas alternativas para aumentar a sua produção e assegurar alimento para a sua população que não tem nada além de Petróleo. Com o passar do tempo é possível que vejamos navio carregados de grãos saindo de nossos portos sem deixar um dólar sequer…

Antes que me entendam mal, não estou dizendo que devemos baixar um decreto proibindo estrangeiros nas nossas terras, mas sim, abrir os olhos para uma grande oportunidade que está surgindo em nosso país e aproveitá-la antes que outras a façam. Nossa agricultura reluz ao mundo e os seus frutos devem ficar com a gente. Não tem sentido deixar o cavalo passar e depois ter que correr atrás…