Ah, a pesquisa de marketing


Em tempos de big data, redes sociais e novas tecnologias alguns tendem a ter a impressão que as “pesquisas” desenvolvidas pelas empresas para entender seus mercados e consumidores ficaram para trás. Engana-se, porém, quem pensa que um focus group realizando uma análise qualitativa seguido de uma correta análise quantitativa perdeu o seu valor.

Fato é que os últimos tempos tem se mostrado bem complicados para quem precisa estudar o consumo e a dinâmica das empresas com seus clientes. Os relacionamentos efêmeros trouxeram desafios para as companhias que querem conquistar e reter seus clientes, principalmente porque na maioria das vezes a ameaça que vai roubar uma fatia considerável do seu marketing share provavelmente nem existe ainda, mas com certeza virá.

Cabe às empresas, portanto, redobrar ainda mais a atenção quanto aos métodos que elas utilizam para escutar suas audiências e analisar seus concorrentes e os movimentos do ambiente na qual elas estão inseridas. Em tempos de Uber e de Airbnb a lição é muito clara: a sua empresa não vai sofrer só com um possível concorrente que faz melhor que você. Ela vai sofrer com um concorrente que faz diferente de você e que traz um novo olhar para o negócio que até então parecia impossível ou inviável descer feito.

Por fim, cabe dizer que a pesquisa não precisa ser cara pra ser boa. A melhor pesquisa para a sua empresa é aquela que você tem condições de pagar e que traga condições para os gestores avaliarem, sem vieses, o que está acontecendo ao seu redor.

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Planejar e Empreender


No mundo desenvolvido as pessoas costumam chamar os empreendedores de corajosos, desbravadores ou até “aqueles que não tem medo de arriscar uma vida tranquila no presente para colher frutos no futuro”.

Gerenciar uma empresa, grande ou pequena, requer uma dose extra de energia seja onde for.

A carga emocional daquele que tem a responsabilidade de conduzir o barco pelas “águas do mercado” é algo que poucos imaginam, porque esse barco contém uma série de variáveis que interagem entre si e ao mesmo tempo exercendo influência em todos os aspectos do negócio.

O fato é que o empreendedor, ao transformar a sua ideia inicial em um negócio estabelecido, percebe que precisa estruturar suas operações de modo a poder se preocupar com o crescimento do empreendimento.

Nesse ponto aparecem as tradicionais funções que precisam ser desempenhadas dentro da empresa:

  • Gestão de Pessoas: ter as melhores pessoas é o passo inicial para ter um projeto de sucesso.
  • Marketing: atividades e estratégias relacionadas a vendas e promoção do negócio.
  • Finanças: controles relacionados ao fluxo de caixa e às estratégias financeiras do negócio.
  • Operações: todos os aspectos relacionados à produção da empresa.

É claro que observadores de plantão dirão que a vida de empreendedor envolve muito mais do que esses aspectos e que é praticamente impossível colocar as situações do dia a dia em “caixinhas tão arrumadinhas” quanto essa simples classificação.

No entanto, acredito que a maioria dos problemas de gestão encontrados em pequenos negócios são frutos justamente dessa falta de organização para, pelo menos tentar, categorizar os problemas. Por mais que essas atividades sejam desempenhadas normalmente pela mesma pessoa é preciso entender que cada situação envolve uma abordagem diferente e por isso precisam ser entendidas como atividades distintas e com tratamentos independentes.

Vale ainda lembrar a importância que o planejamento que cada uma dessas áreas merece para que o seu negócio possa aproveitar todas as oportunidades que eles apresentam. O erro dos empreendedores está no momento que eles pensam que por ser pequeno o seu negócio não precisa ser planejado:

“Quando a empresa crescer eu me preocupo em planejar”

Não faça isso por favor!

Existem inúmeras ferramentas de planejamento que se adequam a cada tipo de empresa e tamanho. Com o passar do tempo essas ferramentas podem adquirir complexidade, mas é fundamental que elas existam desde o início. Controles financeiros básicos, previsão de vendas necessárias para atingir os objetivos, um bom controle para realizar as compras e manter a qualidade. Essas e tantas outras práticas são simples de serem aplicadas e garantem, sem dúvida nenhuma, mais oportunidades para o negócio prosperar.

Lembre-se sempre: não ter um “norte” de onde se quer chegar é
bater na porta do fracasso.


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Por que não crescer?


Alguns meses atrás eu me deparei com uma pergunta (que dá nome a esse post) que infelizmente ainda não possui resposta 100% definida. Eu gostaria de entender por que, deliberadamente, empresas resolvem parar de crescer e quais as consequências dessa decisão para o futuro delas.

Ao conversar com alguns empresários “adeptos” dessa teoria eu percebi que na maioria das vezes essa condição acontecia por duas razões:

  1. Falta de Competência;
  2. Falta de Vontade;

A primeira razão é simples e justifica-se sozinha: uma empresa que não possui as competências necessárias para gerir o seu crescimento acaba. Isso mesmo: ACABA. Na realidade que enfrentamos hoje não é possível imaginar um mercado onde não surgirão concorrentes e essa variável, por si só, já é suficiente para determinar o fim de empresas que não são baseadas num regime de competências.

No entanto, é o segundo motivo que mais me intriga. O fato de alguns empresários deliberadamente optarem por não crescer quando possuem recursos e um molde de competências adequado é algo que não combina com a razão de existir de uma organização.

A essência de toda empresa deveria ser o desejo de crescer.

A ideia por trás do desejo de não crescer é a diminuição de responsabilidades que uma empresa pequena teoricamente traz. Ou seja, uma estrutura menor torna-se mais vantajosa porque supre as necessidades do empresário ($$$) e ao mesmo tempo não exige aperfeçoamentos constantes no modo de gestão, contratação de funcionários gabaritados e uma atenção redobrada em extensas áreas geográficas.

Doce ilusão.

Os três aspectos que eu citei acima já são parte da agenda de empresas que desejam sobreviver no atual mercado. Empresas que são guiadas por métodos de gestão tradicionais pecam por não considerar variáveis importantes e que não existiam a 5 ou 10 anos atrás. Da mesma forma, deixar de contratar os MELHORES é receita para o fracasso porque uma das variáveis que determina se a organização é eficiente ou não é a qualidade daqueles que trabalham nela. E por fim, prestar atenção apenas aos acontecimentos que ocorrem num raio de 50km é algo absolutamente inimaginável.

Diante destas constatações eu repito a pergunta: Por que não crescer?

Para mim é muito claro que o crescimento é a reposta para as questões que discutimos até aqui porque ele utiliza as preocupações às quais todas as empresas estão sujeitas como impulso para existir. Ou seja, a equação mais adequada para que uma empresa possa permanecer no mercado é:

Gerenciar o modelo de negócio de modo eficiente
+
Utilizar e atrair os melhores profissionais
+
Criar uma visão que abrange todo o mercado no qual a empresa está inserida
=
CRESCER

É claro que uma empresa pode desenvolver estes três fatores e mesmo assim não desejar crescer, mas desta forma ela estará desperdiçando recursos e energia. Na minha concepção, é a mesma coisa que aprisionar um pássara em uma gaiola quando o seu destino deveria ser voar.