O desafio de Botar pra Fazer


botaprafazerO fato de possuir uma idéia não é nada se você não a colocar em prática. A máxima de Einstein quando afirma que 99% do trabalho é transpiração parece que divide o mesmo conceito que o Instituto Endeavor está utilizando ao divulgar o movimento Bota pra Fazer. Segundo ele, enquanto a pessoa não levantar da cadeira as suas idéias não ficam de pé!

Idéias borbulham na mente das pessoas, mas o principal desafio é fazê-las acontecer. As várias conversas que já tive com amigos comprovam que será bem sucedido aquele que, toda a manhã, acordar disposto a FAZER. O “fazer”, neste caso, não está relacionado ao sonho da grande idéia perseguida pelas pessoas e que será a fonte eterna de riqueza. Pelo contrário, acredito que o sucesso está muito mais relacionado ao afinco com que se encaram as coisas do que pela grandiosidade de uma idéia.

Comentando isso com meu amigo Sivinski veio a pergunta: por que as pessoas não Botam pra Fazer?

Com tantas idéias e um mundo de oportunidades abrindo as portas é estranho as pessoas exitarem tanto para colocarem seus projetos em prática. De súbito, veio a questão: será que o fato de sonhar com aquela idéia que vai te trazer uma multinacional não impede de você abrir uma simples fábrica de cadeiras?

Sim! É isso! As pessoas deixam idéias para traz porque esperam ansiosas uma melhor… enquanto isso, as oportunidades passam e as chances de sucesso cada vez diminuem. Desta forma, acredito que o movimento Bota pra Fazer deve ser uma coisa presente nas nossas vidas e não apenas um modismo que as empresas irão patrocinar por um tempo para atrair atenção e gastar um pouco da verba de propaganda.

Quando o Movimento conseguir esclarecer às pessoas que as oportunidades estão aí para serem aproveitadas no momento que surgirem teremos os tão aclamados empreendedores, não porque eles irão surgir do nada, mas porque eles vão sair dos seus esconderijos onde planejavam dominar o mundo e passar a desenvolver soluções que eu, você e tantas outras pessoas estávamos esperando, só que nem nos dávamos conta.

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O desafio da Administração


alvoIniciei um post há alguns minutos que deveria ser sobre o Movimento Bota pra Fazer. No entanto, quando vi, estava debatendo os rumos que o ensino da Administração vem tomando e por isso resolvi dividir os assuntos…

Segundo Kanitz, o Brasil terá cerca de 2 milhões de administradores formados em 2010 e por isso o nosso futuro está assegurado, porque esses capacitados gestores terão a capacidade de desenvolver a sociedade e criar empregos. O pensamento de Kanitz, no entanto, não leva em consideração que a maioria das 2300 faculdades que colocarão esses “profissionais” no mercado não possuem nenhuma responsabilidade em formar pessoas capazes de gerenciar ou criar as suas próprias empresas. Neste caso, o índice qualidade versus quantidade ficará desajustado e a partir do momento que os resultados não vierem se questionará diversos assuntos, menos a qualidade do ensino.

Não é possível chegar nos “reitores” das pseudo universidades e dizer-lhes que o ensino da administração (e tantos outros que foram prostituídos pelo MEC) deve ser levado mais a sério e que a simples busca por dinheiro fácil em um “curso à distância” ou naqueles “graduação em dois anos!” não é o que o nosso país necessita neste momento. Parece, no entanto, que os governantes é que estão felizes da vida, com os níveis educacionais finalmente chegando a um ponto mínimo para criar envolventes campanhas publicitárias que os elegerão novamente. A quem vamos recorrer, neste caso, se os responsáveis pela regulamentação estão em lua de mel com os “empresários do ensino”?

É difícil responder a esta pergunta. No entanto, penso que a sociedade vai acabar pagando pelas facilidades às quais ela usufruiu. Um curso de faculdade levado “nas coxas” será questionado numa entrevista de emprego e na hora de atingir as metas com soluções criativas. Um curso de faculdade no qual você sequer conversou com o seu professor ou discutiu uma idéia em sala de aula não irá fornecer as bases para que a sua empresa necessita para tornar-se um sucesso.

De nada nos adianta possuir milhões de administradores, contadores e advogados se eles sequer compreendem a sua relevância para a sociedade. Não gosto de ver exemplos como o do vendedor de pipoca que ficou rico ao montar uma rede de pipoqueiros. Este tipo de exemplo não é ruim, mas esconde a realidade dos tantos outros pipoqueiros que até hoje nada possuem. A idéia de que o estudo não garante o sucesso está muito presente dentro de mim, mas sem ele, o processo com certeza fica praticamente impossível.

Quando as coisas dão errado…


O post desta vez não era para ser sobre acontecimentos inesperados. Pelo contrário, eu já possuía um texto prontinho sobre “credibilidade” quando meu querido computador resolveu dar pau. Eu espero mesmo que seja só o Windows Vista que parou de funcionar e que agora terá que ser formatado, porque se o problema for maior do que esse, quem estará com problemas sou EU.

O fato de um trabalho de 32 páginas que deve ser entregue na semana que vem estar armazenado naquele computador me fez pensar porque eu não coloquei ele num pendrive ou num diretório da web. Por conseqüência, percebi que difilmente estamos preparados para o pior.

No meu computador há coisas muito mais importantes que um simples post ou trabalho de faculdade, mas a idéia de que nada poderia acontecer com ele fez com que eu fosse imprudente, correndo agora o risco de ficar sem elas.

Quantas pessoas não fazem isso?

Acredito que normalmente as pessoas perdem mais tempo imaginando como será o final feliz dos seus contos de fada que acabam não percebendo que a batalha é real e que, se não estiver com o máximo de passos à frente planejados, as chances de sair vitorioso ficam cada vez menores.

É por isso que é preciso imaginar além do que coisas boas quando se está planejando. Preparar-se para acontecimentos negativos cria um hábito saudável que prevê falhas e antecipa ações importantes. Desde um computador pessoal até uma empresa, ter esse hábito pode salvar você de grandes apuros.

Um exemplo de Brasil – O quadrilátero paulista


Na edição número 21 da Revista Exame (05/11/2008)  foi publicada uma reportagem muito interessante a respeito de uma parte do Brasil que encheria de orgulho qualquer cidadão. A matéria “O país que precisa ser multiplicado” traz o exemplo de um quadrilátero formado dentro do estado de São Paulo, cujos vértices são as cidades de Ribeirão Preto, Taubaté, Santos e Botucatu.

Aparentemente não dei muita atenção, mas aos poucos a leitura e o estudo me fascinaram! A região produz mais de 25% do PIB brasileiro e se fosse um país seria a 27ª nação mais rica do mundo (na frente da Dinamarca, nossos hermanos argentinos e a Venezuela). Os dados que impressionam ao mesmo tempo criam um sentimento de tristeza, ao constatar que um país imenso e cheio de riquezas não consegue estender estes exemplos para outras regiões.

quadrilatero_paulistaClique para visualizar a imagem original

Os destaques

Dentro do quadrilátero estão algumas das maiores empresas do Brasil. Entre os setores mais relevantes estão:

  • Automobilístico: produziram-se mais de 1,3 milhões de carros em 2007, mais do que a produção inteira da Itália.
  • Petroquímico: quatro refinarias e dezenas de empresas neste ramo fazem da região o maior pólo petroquímico do país.
  • Têxtil: a região responde por 30% da produção de tecidos e confecção nacional. Cerca de 2170 empresas empregam mais de 43 mil pessoas.
  • Financeiro: os maiores bancos do país possuem suas sedes nesta região além da Bovespa, que realiza 80% dos negócios na América Latina.
  • Açúcar e Álcool: a região é uma das mais importantes do mundo neste setor, concentrando 15% do álcool e 10% do açúcar produzido no mundo.
  • Tecnologia de Informação: cerca de 15 bilhões de dólares são movimentados por ano nesta região que produz cerca de 70% da tecnologia de informação do país.

A infra-estrutura

Para possibilitar a criação destes pólos foi necessário oferecer uma infra-estrutura digna de primeiro mundo para que as empresas se instalassem. Neste sentido, os números também impressionam:

  • 100% da região possui cobertura de telefonia fixa, móvel e internet banda larga
  • 4 ferrovias cortam a região nas direções leste/oeste e norte/sul
  • 7 das 10 melhores estradas do Brasil encontram-se no quadrilátero, além de possuir outras 10 rodovias de boa qualidade
  • Possui 4 aeroportos de destaque: Guarulhos e Viracopos (internacionais), Congonhas e Campo de Marte (regionais), além de outros 21 espalhados.
  • O Porto de Santos é atualmente o maior porto do país

Os fatores que influenciaram

Não é à toa que a região do quadrilátero possui estes índices considerados de primeiro mundo. Os investimentos que vem sendo feitos em infra-estrutura durante décadas estão mostrando os seus resultados. Um ponto, porém, foi primordial para que as empresas desejassem instalar-se nessa região: o alto nível de educação.

Existem, no quadrilátero, 62 instituições de ensino, sendo 18 delas avaliadas como instituições de ensino de primeira linha, formando e qualificando cerca de 40% dos formados em engenharia, matemática e computação do Brasil. Além disso, cerca de 4 mil doutores se formam todos os anos – o México forma cerca de 1.800 por ano. Ou seja, as empresas buscam não só a infra-estrutura, mas sim a mão de obra qualificada que vai conseguir desenvolver as soluções que as organizações necessitam.

A principal questão que fica…

Ao terminar de ler a matéria duas coisas me vinham à cabeça: “eu preciso ir morar/trabalhar nesta região” ou “por que diabos esses quadriláteros não servem de exemplo para todos os estados?”.

O fato de exigir não apenas anos, mas décadas para que os resultados possam aparecer é a primeira resposta para que projetos como este não sejam encabeçados pelos políticos. Os primeiros que imaginaram o quadrilátero paulista não conseguiram finalizar o projeto e estampar em suas campanhas eleitorais que foram eles os responsáveis pelos resultados alcançados, mas deram o primeiro passo para este belo exemplo que hoje se apresenta.

Assim como eles, os políticos dos demais estados deveriam pensar de maneira conjunta em maneiras de criar os seus próprios quadriláteros. A discussão iniciada pela Exame deve ser continuada pelos Deputados, Governadores e Senadores dos respectivos estados para que todos, em conjunto, possam somar esforços para que os objetivos sejam atingidos. A sociedade jamais será contra projetos que tragam benefícios, principalmente os relacionados ao desenvolvimento e a busca por uma situação positiva no longo prazo.

Resta-nos a reflexão e as possíveis discussões que informações como estas podem levar. Enquanto isso não ocorre, fico imaginando como seria uma região como essa no Rio Grande do Sul…

Incoerências na Comunicação


Entre os dias 07 e 16 de Novembro ocorreu na cidade de Lajeado a 16a Expovale, tradicional feira que abrange os diversos setores da economia do Vale do Taquari, entre eles o industrial, comercial e agropecuário. Pelos dados divulgados, cerca de 200 mil pessoas visitaram o evento e a soma de negócios superou 900 mil reais. Procurei ilustrar a Feira para poder discutir a imagem abaixo:

falha_comunicacao

O investimento realizado para expor numa feira como essa não é pequeno. Além do custo que representa o espaço em si dentro da feira, deve-se adicionar o valor de um estande bem montado (desenvolvido por arquitetos ou uma empresa de eventos) e o custo de manter funcionários para realizar o atendimento. Frente a isso, o que leva uma grande empresa a colocar, em frente à sua loja, um cartaz feito à mão para convidar as pessoas a visitá-los na referida feira?

Em alguns casos, quando as verbas são curtas para o investimento em comunicação até posso entender (o vendedor de churros que nem sabe o que é “publicidade” faria um cartaz como esse). Nesse caso, porém, estamos diante de uma grande empresa varejista, com dezenas de filiais espalhadas pelo RS. Eles possuem um setor de marketing que direciona suas ações e a maneira como a empresa deve dirigir-se aos seus clientes. É claro que essa idéia de gênio só pode ter partido do próprio gerente da filial, que imaginou no salto de vendas que um cartaz como aquele poderia gerar. Esse fato, porém, não exime a culpa da cúpula de marketing da empresa, que deveria explicar a todos os colaboradores quais são as propostas que a empresa apresenta na sua estratégia de comunicação e como elas devem ser realizadas. Uma feira como essa, dadas as suas proporções, poderia ter recebido um pouco mais de atenção e gerado um material um pouco mais convincente. Não?

Qual o valor que você atribui aos seus medos?


A crise mundial financeira que vem causando estragos pelo mundo inteiro é algo que me intriga. Por causa disso é um dos temas mais pesquisados e lidos por este que vos fala na tentativa de entender o porquê de todo esse caos. Ao confrontar o que aprendo nas aulas de macroeconomia com opiniões de especialistas percebo que o negócio está mais feio do que muitos poderiam crer e, a meu ver, ainda vai piorar mais um pouquinho.

Não vou entrar em detalhes econômicos da questão, até porque existem especialistas muito mais gabaritados do que eu para serem apreciados. No entanto, não poderia deixar de comentar a entrevista do filósofo francês Luc Ferry. Cheguei à sua entrevista através do Rafinha Spengler e, embora o texto não verse sobre crises ou economia em si, traz uma idéia fundamental que para mim é o centro de todas as incertezas que estamos vivendo. Ao falar sobre os medos cotidianos que a sociedade está criando ele afirma: Qualquer ameaça, como o terrorismo, o aquecimento global ou a gripe aviária, desperta uma neurose global. A angústia que essa histeria causa individualmente é mais prejudicial do que a ameaça a que ela se contrapõe.

Analise esta frase sob a ótica dos mercados financeiros. O temor criado e o barulho feito com cada resultado negativo que se apresenta está tornando-se muito maior do que as medidas positivas que os governos estão tomando. Isso, no entanto, não significa que as medidas são insuficientes ou que os maus resultados são superiores às medidas. É o medo que toma conta dos investidores o principal motivo para que o processo de reestruturação seja mais lento e enquanto a mentalidade deles não se modificar amargaremos mais dias de penúria.

Marketing de Relacionamento


Considerações a respeito do trabalho que venho fazendo para a conclusão da disciplina de Marketing de Relacionamento
O fato de eu ter praticamente finalizado a revisão teórica para o trabalho sobre Marketing de Relacionamento já me dá alguma base para eu fazer algumas constatações a respeito deste tema que, por vezes, é negligenciado dentro das empresas ou tratado de forma empírica.

O que podemos perceber é que os clientes não estão mais enraizados aos seus fornecedores como eram antigamente porque as oportunidades de mudança estão mais simples. O velho e bom fornecedor de embalagens, que há tanto tempo serve a empresa, vai pro saco se a sua oferta não for melhor do que a de seus concorrentes. Desta forma, foi criada uma situação na qual fica simples colocar as variáveis na mesa e analisá-las de uma maneira quantitativa: do fornecedor de açúcar à empresa que faz as entregas, agora é possível analisar em uma tabela e chegar a uma conclusão sobre a decisão que poderia ser tomada.

No entanto, existe um espaço importante dentro desta carnificina empresarial. Felizmente os clientes (do comprador de pão ao gerente de compras de uma multinacional) ainda são humanos e buscam nas suas relações empresariais parcerias que possam trazer benefícios no longo prazo. Esta característica faz com que o marketing de relacionamento tenha um importante campo a ser explorado dentro da estratégia das empresas. Para ilustrar uma situação poderíamos citar o caso da Grendene, que passou a fabricar suas sandálias em tamanhos diferentes para atender a gigante varejista Wall-Mart. Neste caso, a Wall-Mart ganhou um produto focado nas demandas locais enquanto que a Grendene ganhou um cliente com um enorme potencial de compra no longo prazo.

Outros casos poderiam ser citados, como a empresa de construção civil que recebe o aço cortado no tamanho que necessita, diminuindo o tempo de trabalho dos seus operários com funções que não são a sua especialidade. Neste caso, ambas as empresas ganham: a construtora não precisará dispender tempo para adequar a compra às suas necessidades enquanto que a fornecedora de aço levará um cliente satisfeito que não trocará de fornecedor por meros detalhes por confiar na relação de parceria existente.

Estes e outros exemplos são apenas alguns exemplos da maneira como as empresas podem trabalhar o Marketing de Relacionamento. Assim que eu finalizar o trabalho eu disponibilizo ele por completo.