O valor da nossa terra

De uns tempos para cá eu tenho notado alguns eventos interessantes que estão roubando a minha atenção. É comum ouvirmos que os estrangeiros estão destruindo a nossa Amazônia (e um monte de outros bla bla blás), mas é raro ouvir discussões a respeito do interesse que grandes grupos internacionais estão cultivando no que diz respeito a qualquer tipo de terra produtiva do nosso país.

Não é por menos. O Brasil sempre possuiu uma extensa área agricultável e um clima favorável para a plantação de inúmeras culturas, mas com o passar do tempo alguns fatores importantes, dentro e fora do nosso país, alavancaram o nosso potencial, entre eles:

  • Estabilidade econômica, assegurando o investimento estrangeiro;
  • Embrapa, órgão responsável pela maior parte dos avanços tecnológicos produzidos nesta área;
  • Aumento de linhas de crédito a juros baixo, que deu motivos para os Empresários voltarem a investir;
  • Aumento da demanda mundial (leia-se China), que compra tudo de todos;

Com esses fatores ficou muito interessante investir em terras brasileiras e a partir daí começou a surgir um movimento liderado por grupos nacionais de incorporação de grandes áreas. Ou seja, com dinheiro no bolso, grandes grupos buscaram áreas onde pudessem investir seu dinheiro e assimilar ganhos de escala na produção de alimentos. No entanto, o que eu tenho percebido nesses últimos anos é que existem muitos grupos internacionais que também querem tirar proveito destas condições e fixar raízes por aqui. É o caso de alguns grupos do Oriente Médio, que depois de comprarem o que era possível na Africa buscam novas alternativas para aumentar a sua produção e assegurar alimento para a sua população que não tem nada além de Petróleo. Com o passar do tempo é possível que vejamos navio carregados de grãos saindo de nossos portos sem deixar um dólar sequer…

Antes que me entendam mal, não estou dizendo que devemos baixar um decreto proibindo estrangeiros nas nossas terras, mas sim, abrir os olhos para uma grande oportunidade que está surgindo em nosso país e aproveitá-la antes que outras a façam. Nossa agricultura reluz ao mundo e os seus frutos devem ficar com a gente. Não tem sentido deixar o cavalo passar e depois ter que correr atrás…

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