A mudança política que precisamos


Estamos atravessando um período na política brasileira onde a corrupção mostrou sua cara e, pior do que isso, as consequências que o seu uso tem na situação financeira dos governos. O conhecimento popular remete à ideia de que sempre houve corrupção e que o Brasil, na sua infeliz essência, é uma país genuinamente corrupto onde os políticos (na sua grande maioria) visualizam benefícios próprios ao invés dos benefícios que eles deveriam promover para a sociedade enquanto estão no poder.

corrupcao-300x238Jargões do tipo “rouba, mas faz” se popularizaram nas conversas informais até que chegamos ao estágio atual no qual se rouba muito, mas não se faz nada. Nossas cidades cresceram e as migalhas que os governos distribuíam não são mais suficientes para abrandar os sintomas da vida caótica a qual estamos sujeitos. O crescimento populacional aliado às más condições dadas à população criou um cenário preocupante, onde os cidadãos não possuem acesso à Saúde, Educação e Segurança, objetivo de todo e qualquer Governo que se diz a favor de sua população.

Era óbvio que chegaríamos nessa situação, só não sabíamos quanto tempo a máquina pública aguentaria tamanho despropósito com a sua gestão. As cidades estão “doentes” e a culpa é dos seus gestores, que não utilizam economia básica para gerir as suas contas ou, o que torna ainda mais inaceitável, gerenciam os municípios em favor das suas coligações e empresas patrocinadoras de campanha eleitoral.

Precisamos, de uma vez por todas, cortar os laços com toda e qualquer agremiação política que não entendeu que o Brasil precisa de um choque de gestão drástico, que passa por uma reflexão profunda sobre os valores e princípios que devem ser seguidos ao administrar nossas cidades. Precisamos entender que são os governos que estão a mercê da sua população, e não o contrário. Nossos representantes estão em cargos eletivos porque depositamos nossa fé no seu trabalho, esperando em troca condições de vida que nos façam andar pra frente. Não podemos lavar as mãos e achar que está tudo bem porque não está. Nossos governantes precisam entender que a sociedade precisa de pessoas que pensam nela de forma conjunta, e não em favor de objetivos pessoais.

Este texto foi originalmente publicado no Jornal A Hora

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O Estado que arrecada muito e gasta MAL


Nos últimos tempos começamos a discutir, ainda que de forma tímida, o peso que o Estado exerce em nossas vidas e quanto o custo disso nos atrapalha. De modo contrário àqueles que defendem que o Estado deve intervir em todas as esferas da sociedade, os corajosos que discutem a diminuição do Estado na vida das pessoas fizeram as contas e perceberam que o Governo não tem a capacidade que ele julga ter para ajudá-las, mas sim, um profundo desejo de interferir e ATRAPALHAR todos os aspectos da sua vida.

grande-i_conse_intro_5Para que ele consiga atingir esse objetivo ele nos cobra de forma incansável, de todas as maneiras que ele consegue imaginar.

A verdade é que o Estado tem uma criatividade incrível quando se trata em arrecadar. Ele se intromete em tantos aspectos da sociedade e, consequentemente, comete tantos equívocos que precisa inventar uma série de entraves com um único objetivo: ARRECADAR.

O Estado não arrecada para prover serviços melhores para a sociedade. Ele arrecada justamente com o objetivo contrário: manter a ineficiência e a morosidade dos serviços públicos. Se o Estado quisesse ajudar a sociedade ele daria um (ou vários) passos para trás e aceitaria a ideia que não pode se meter em tudo, só que isso, de certa forma, tiraria o “poder” que embriaga os governantes. Tiraria a força que eles mais apreciam: a de poder oferecer cargos para os amigos e em seu imaginário manter o sonho de ficar ali para sempre. Transformar o Estado em uma máquina eficiente, no final das contas, não dá dinheiro!

As pessoas precisam entender que quem paga a conta, SEMPRE, é o povo. Precisamos entender, mesmo que de forma simples, que um Estado que tenta interferir em tudo não consegue executar NADA. A partir do momento que começarmos a ter consciência desse fato escolheremos melhor os nossos governantes e, devagarinho, poderemos avançar nessas questões. Não será do dia para a noite, mas me assusta o fato de que ao invés de andar para frente estamos em marcha ré e acelerando.

Brazilian/Petrobras situation: going down!


What is happening in Brazil is, at least, a peculiar situation. A political party, that for years tried to accuse the opposition for stealing from the people to their own, is involved in the biggest scandal of Brazilian history. It is not a new fact that PT (Workers Party, in a free translation) in the last 12 years is involved in serious cases of corruption (as “Mensalão”, when PT paid money to deputies to approve their government projects), but what is happening now with Petrobras is considerably huge.

Petrobras was involved in the Pasadena scandal. Now, in Brazil, the situation seems to be lot worse.

Petrobras was involved in the USA Pasadena scandal. Now, in Brazil, the situation seems to be lot worse.

Government can’t (or doesn’t want to) tell the truth, but it is estimate that at least 88 BILLION Reais have been stolen from the most important Governmental Company. Federal Police is trying to find out how many companies and people are involved in this scandal. Apparently a lot of big construction companies, banks and related government people were part of a big stealing plan, where every contract that was signed with Petrobras should give to PT a 3% “commission”.

Dilma, Lula and others important PT’s member are on the focus, but hardly someone is going to the jail in a country that has been, for years, a land of impunity, especially for politicians.

People are talking about “impeachment”, but what Brazil really needs is a extreme hunt against impunity. Brazilians are growing up with the idea that only dishonest people can succeed and this is, in the long case cenario, the worst of the outcome of this messy reality that we are living in.

Por que eu não gosto do Governo Lula…


Antigamente era mais comum, mas ultimamente não tenho discutido muito sobre política. A explicação mais óbvia para isso talvez seja um sentimento de “desprezo” pelo assunto, tendo em vista as tamanhas barbaridades que estão acontecendo ultimamente. No último Fórum da Liberdade, até Fernando Henrique Cardoso mostrou-se completamente esgotado com esse lixo que virou nosso cenário político nos últimos anos. Ao invés de discutirmos maneiras de alavancar o crescimento, constatamos dia após dia a farra a céu aberto que se tornou nossa sede do governo.

Talvez seja essa a razão que me faça detestar o Governo Lula.

As condições macroeconômicas que favoreceram nossa economia transformaram nosso país em uma estrela brilhante no cenário mundial. A classe C, D e E, que nunca tiveram condições de ter uma conta de luz em seu nome, agora possuem cartão de crédito e compram em 24 vezes sem o medo da inflação ou de perder repentinamente o seu emprego. As sementes dessa estabilidade econômica foram plantadas lá no passado e foram mantidas de maneira inteligente pelo atual Governo, mas isso não é justificativa para o que nossos representantes estão fazendo lá pelas bandas de Brasília.

Por que eu vou perder o meu tempo discutindo essas coisas se eles vão continuar roubando e criando instrumentos para se manter no poder?

Responder o que para uma pergunta como essa? Eu mesmo por diversas vezes evitei discussões que poderiam ser produtivas por aceitar a realidade de que os governantes estão no poder para eles mesmos, e não para quem os elegeu.

O PT então… “nunca antes na história desse país” se viu um Estado tão inflado, indo na contramão das novas práticas de gestão pública. Jamais vimos tanta roubalheira ser abafada por um Presidente que se esqueceu de onde veio e, principalmente, de que maneira se propôs a governar.

Vou utilizar as palavras de J.R Guzzo, colunista da Exame, quando ele afirma:

Seja em qual for o lado que o PT escolher, em qualquer questão, o cidadão pode estar certo de uma coisa: é o lado ERRADO

Foi assim no caso da Honduras, foi assim no caso da Venezuela, foi assim nas ridículas declarações de Lula quando mencionou a “burrice” dos cubanos que faziam greve de fome. No entanto, para coroar o Governo da Safadeza, era preciso fazer algo ainda maior. E fizeram.

Nem mesmo 1,6 milhões de assinaturas foram capazes de impedir os representantes de PT e PMDB de derrubar o projeto de lei que impedia políticos condenados a se reelegerem. Um projeto simples, que exigia apenas uma ficha limpa como qualquer outra que é exigida em um concurso público para aqueles que vão cuidar do nosso dinheiro e do futuro de nosso país. No entanto, nada é tão simples quanto parece…

Assim como em outras ocasiões, juntou-se a corja majoritária e se decidiu pelo regresso ao invés do progresso. Votou-se pela manutenção de instrumentos políticos que privilegiam os milhares de ladrões que estão soltos por aí ao invés de sinalizarem, em pleno ano eleitoral, que ainda vale a pena se interessar e discutir política. Infelizmente, do jeito que está, assim continuará.

Política é para quem entende


por Rafael Zanatta

Uma das maiores vitórias que a cidade de Lajeado teve na última eleição municipal foi a vitória do agora vereador Ito Lanius.

Ito Lanius (D) - Compromisso assumido

Ito Lanius (D) - Compromisso assumido

Este personagem, conhecido como um exemplo de empresário e uma liderança dentro da sociedade vem contrapor a realidade que tomou conta do legislativo lajeadense, marcado por profundas evidências de corrupção e, mais do que tudo, falta de habilidade para lidar com as questões que a cidade necessita.

Eu, particularmente, conheço Ito Lanius desde a época que ele se tornou presidente da ACIL (Associação Comercial e Industrial de Lajeado) na qual eu tive a oportunidade de ser um dos diretores de sua gestão. Mesmo sendo jovem e talvez com uma capacidade de discernimento não tão apurada quanto agora, já percebia que Ito Lanius era mais do que um líder empresarial. Ele possuía preocupações que ultrapassavam a esfera empresarial e que agora, finalmente, serão apreciadas no âmbito da sociedade como um todo.

Uma das questões que o vereador vem debatendo nas últimas semanas é a falta de agilidade para a concessão de alvarás. Essa é uma realidade brasileira, mas criar o debate a respeito disso e propor alternativas (Alvará Expresso) é o que fará uma cidade ser referência ou não. A burocracia brasileira deve ser combatida em todas as esferas, mas é dever dos municípios fazer a lição de casa porque a gente sabe: mudar as coisas lá em Brasília normalmente é demorado!

Parabéns Vereador! Espero que a sua postura seja um exemplo para os demais!

O caso Battisti


Mais um texto da série “deveria ter publicado isso um bom tempo atrás”, mas vá lá…

Brasil não deveria desviar os seus princípios por questões ideológicas

Brasil não deveria desviar os seus princípios por questões ideológicas

Estou acompanhando com perplexidade o tratamento que o Brasil está dando ao refugiado italiano Cesare Battisti. Mesmo sabendo de todos os crimes que este homem cometeu e tendo conhecimento que ele já foi julgado e condenado pela Justiça Italiana o nosso Governo, com seus nobres petistas de coração tão nobre, insistem em utilizar valores ideológicos de seu partido para embasar o asilo político oferecido.

Uma das questões chave deste caso e que ainda não consegui decifrar é por que o Governo resolveu assumir um problema que não é seu? Já não temos problemas suficientes? Nosso tão aclamado ministro Tarso Genro é o grande defensor da causa, mas se esquece que o nosso poder judiciário, o qual é responsável no cargo de Ministro da Justiça, possui pilhas e pilhas de processos que estão atrasados e que precisam de tratamento. Entre eles, alguns de extrema urgência pública, como o aborto para bebês anencéfalos, que infelizmente perderam o lugar na fila.

Por que tem que ser o nosso país a se meter nessas confusões? Deixem que Chaves e seus amigos sejam os responsáveis por abrigar terroristas! Ou melhor, enviem esse assassino de volta ao seu país para que cumpra a pena que recebeu.

Para ser sincero sinto-me envergonhado, como cidadão brasileiro, por ações como essa que mancham nossa imagem no exterior. Estamos no centro de uma discussão que toma proporções cada vez maiores e se não agirmos de acordo seremos alvo não apenas dos italianos, mas de todos aqueles que tiverem conhecimento do caso.

Está na hora da própria população brasileira se manifestar. Não quero que meu país seja abrigo para este tipo de pessoa. Quero que o Governo defenda primeiramente os nossos interesses, mas pelo jeito, mesmo depois do carnaval, Lula, Tarso e seus companheiros ainda cantam um enredo que dá vergonha.

Atualização:

Em uma notícia do Estadão tem alguns comentários interessantes. Veja um deles: (cortei umas partes)

“O que é lamentável é a perda de tempo e dinheiro para um julgamento que não precisaria existir se Lula e Genro não abraçassem sua causa ideológica. Os nossos problemas ficam na fila esperando para serem atendidos enquanto os juízes pagos com nosso dinheiro julgam coisas que não nos dizem respeito. Cada país tem sua lei e sua cultura: na Itália é de um jeito, em Cuba de outro, e no Brasil vaga-se em ziguezague como bêbado. Só espero que devolvam o italiano, senão será mais dinheiro nosso jogado no lixo.”

Um circo chamado Venezuela


Este texto foi escrito a um tempo atrás, mas só agora estou tendo a oportunidade de postá-lo. O tema segue atual e ainda vai gerar muito o que falar

Os últimos acontecimentos políticos ocorridos na Venezuela estão mostrando que a América Latina como um todo está muito longe de ser uma área politicamente organizada, principamente após as urnas constatarem um dos piores golpes já vistos na frágil democracia do país. O “golpe” que Chavez desferiu aprova uma emenda que muda a Constituição do país e permite ao presidente reeleger-se quantas vezes quiser, utilizando todos os tradicionais artifícios que a máquina corrupta pública oferece. (por falar nisso tem mais presidente usando esse artifício por aí)

A população, que vai sofrer no osso os resultados deste referendo, não pode ser considerada vítima. Foi ela quem foi às urnas e garantiu a vitória do “sim”. No entanto, a única certeza que eu tenho nesta história toda é que os frutos da tal Revolução Bolivariana não serão tão bons como o presidente promete. Para um presidente que não consegue promover reformas necessárias e retirar a população do estado da miséria com o barril de petróleo a US$ 130 será difícil fazer algo diferente num momento de crise, no qual o barril vale menos que um terço do valor antigo.

Mesmo assim, com seu perspicaz tino para alcançar poder, Chavez conseguiu aprovar a emenda antes que as reservas internacionais secassem. No entanto, quando elas acabarem, veremos nos noticiários o mar de lama no qual o país estará mergulhado, com os velhos programas sociais que fundamentam o apoio ao Governo sem um pila sequer para distribuir à população. Será neste momento que aqueles que votaram “não” apontarão o dedo para todos aqueles que aprovaram o regime imbecil de Chavez e irão dizer: “ta vendo, eu avisei”.

Nessas idas e vindas um dos maiores perdedores será a América Latina, que ao invés de caminhar para o desenvolvimento ainda precisa desgarrar-se de líderes sem qualquer conhecimento político e econômico. Líderes que ainda acreditam no velho palanque como forma de atrair popularidade, quando o que precisamos é uma legislação que fomente a criação de novos empreendedores e um ambiente próprio para os negócios gerados por eles.

Cá entre nós, tá mais do que na hora de acordar!

Atualização:

  • Fiquei sabendo que o Lula “parabenizou” seu companheiro Chávez pela vitória nas urnas. Espera aí!!! O que se busca num referendo são medidas que tragam “vitórias” para a população e não para uma pessoa em particular.