Ah, a pesquisa de marketing


Em tempos de big data, redes sociais e novas tecnologias alguns tendem a ter a impressão que as “pesquisas” desenvolvidas pelas empresas para entender seus mercados e consumidores ficaram para trás. Engana-se, porém, quem pensa que um focus group realizando uma análise qualitativa seguido de uma correta análise quantitativa perdeu o seu valor.

Fato é que os últimos tempos tem se mostrado bem complicados para quem precisa estudar o consumo e a dinâmica das empresas com seus clientes. Os relacionamentos efêmeros trouxeram desafios para as companhias que querem conquistar e reter seus clientes, principalmente porque na maioria das vezes a ameaça que vai roubar uma fatia considerável do seu marketing share provavelmente nem existe ainda, mas com certeza virá.

Cabe às empresas, portanto, redobrar ainda mais a atenção quanto aos métodos que elas utilizam para escutar suas audiências e analisar seus concorrentes e os movimentos do ambiente na qual elas estão inseridas. Em tempos de Uber e de Airbnb a lição é muito clara: a sua empresa não vai sofrer só com um possível concorrente que faz melhor que você. Ela vai sofrer com um concorrente que faz diferente de você e que traz um novo olhar para o negócio que até então parecia impossível ou inviável descer feito.

Por fim, cabe dizer que a pesquisa não precisa ser cara pra ser boa. A melhor pesquisa para a sua empresa é aquela que você tem condições de pagar e que traga condições para os gestores avaliarem, sem vieses, o que está acontecendo ao seu redor.

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Pra onde vai a Administração


Num post anterior eu já comentei sobre o assunto, mas agora percebo que muita coisa ficou pra trás
por Rafael Zanatta

desafioInovação, Cultura, Internet… Sobre todas estas coisas eu falei ultimamente e realmente espero que esses insights não sejam utilizados de forma isolada, mas como uma ideia do que está acontecendo ao nosso redor e como essas “coisas” podem nos afetar.

Há alguns dias eu estava lendo a HSM Management* e uma matéria chamou-me bastante a atenção, principalmente por eu já ter escrito algo a respeito. Na matéria, o especialista em inovação Paul Schoemaker critica profundamente como vem sendo aplicado o ensino da administração. Segundo ele, a ênfase no ensino de modelos teóricos simplistas não é suficiente para preparar um profissional que terá pela frente as ambiguidades e inúmeras mudanças que muitos setores enfrentam nos dias de hoje. Ou seja, a ideia que se teve no passado de procurar padronizar todo o conhecimento a fim de que ele pudesse ser disseminado com mais facilidade transformou-se no principal entrave para que um estudante de administração possa sair da universidade com ferramentas para enfrentar os problemas reais.

Soluções???

Acredito que, como o autor também defendeu, deve-se trazer para a universidade os problemas reais que as empresas enfrentam diariamente. Chega de estudar casos de 30 anos atrás, quando a realidade era completamente diferente. Estudantes de Administração devem sair da universidade sabendo “PENSAR”, devem ter a capacidade de perceber a realidade à sua volta e ter alguma opinião a respeito do rumo que devem tomar.

Antes que você atire pedras eu já aviso de antemão: é óbvio que só isso não basta, mas já é um importante começo se não quisermos “estacionar” no tempo.

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*Fonte: Revista HSM Management – Clique aqui para ler o artigo completo