Os poderes do Twitter


Eu avisei! No entanto, tem gente que não aprende…
por Rafael Zanatta

Ultimamente eu tenho visto uma galera comentando do tal funcionário da Cisco que perdeu o emprego porque escreveu no Twitter sobre o desgosto que ele tinha por trabalhar lá. A história rodou o mundo, tendo figurado na página principal do WordPress por um bom tempo, naquele tipo de aviso que diz: “Olha o que pode acontecer se você não tomar cuidado”.

mensagem do usuário enviado à rede Twitter

mensagem do usuário enviado à rede Twitter

Há alguns dias atrás eu publiquei um extenso artigo (clique aqui) sobre a delicada situação que a internet está começando a propiciar àqueles usuários que não tomam cuidado com as informações que publicam na internet. Saem por aí distribuindo fotos nas mais diversas situações e falando bem E MAL de tudo o que querem, sem perceber que não estão em uma roda de amigos em um lugar onde ninguém possa ouvi-los.

Não quero cair no mesmo discurso em dois posts diferentes, mas que o caso deste executivo seja um exemplo real do que pode ocorrer com as pessoas que não sabem distinguir o que pode ou não ser público. Há momentos nos quais é preferível não dizer nada e passar despercebido, ou alguém tem alguma dúvida que esse “user” vai ter grandes dificuldades em encontrar um emprego daqui pra frente?

Veja um dos posts que rolaram pela internet “malhando” o Sr. Burrice

Nossos heróis


Heróis deveriam ser um exemplo, não uma imagem a ser copiada
por Rafael Zanatta

espadaComo você elege os seus heróis? Eles são escolhidos porque são ícones dentro daquilo que você estuda ou trabalha? São personalidades que lhe chamam atenção por alguma coisa? As respostas para estar perguntas podem ser as mais diversas, mas uma coisa é fato: por mais esforço que seja feito você dificilmente vai realmente ser esse herói.

A ideia deste post é discutir um pouco a miopia que pode representar em nossas vidas o contínuo espelhamento que queremos fazer diante de pessoas que admiramos. Tudo bem ter um ídolo, admirar as atitudes dele e buscar faze-las igual. No entanto, é preciso entender que real ou um personagem, esta “pessoa” vive em outras circunstâncias, viveu outras experiências e, por mais que você tente, o máximo que vai conseguir é ser uma cópia barata. Neste caso devo deixar de admirar Jorge Gerdau, alguns dos meus professores ou então o goleiro Julio César?

A resposta, óbvia, é NÃO! Ter ídolos ou heróis em nossas vidas é ter a consciência que precisamos crescer e que, por melhor que sejamos, sempre haverá espaço para aprimorar habilidades. Minha principal crítica, e por isso eu falei miopia, é que muitas pessoas já se consideram muito próximas do que são seus heróis e por isso enchem-se de uma prepotência capaz de fazê-los estacionar. Não há coisa pior do que subjugar novos conhecimentos ou experiências pelo fato de achar que já se sabe o suficiente.

A segurança de nossas informações


Você já percebeu quantos logins e senhas possui na internet? Todos eles possuem uma característica em comum: suas informações. Qual o cuidado que você tem dado a elas?
por Rafael Zanatta

mais cuidado daqui pra frente!

mais cuidado daqui pra frente!

A edição 71 da revista HSM Management (nov/dez 2008) trouxe uma matéria muito interessante sobre os riscos que corremos ao transmitir nossas informações pessoais em sites de relacionamento ou blogs. O fato é que, nos últimos anos, foram criadas milhares de oportunidades on-line para que pessoas de todos os cantos do mundo pudessem interagir em ambientes nos quais podem desenvolver relacionamentos e expressar suas opiniões a respeito do que lhe convir. Exemplos desse tipo de interação ocorrem em redes sociais (como o Orkut ou Facebook) ou mesmo em blogs, que permitem ao usuário escrever sobre qualquer tipo de coisa, desde como foi o seu dia até a sua opinião sobre o filme que assistiu ou o novo celular que comprou. Essas transformações trouxeram, sem dúvida nenhuma, uma nova identidade para a internet e foram as principais causas de seu crescimento exponencial. No entanto, existe um risco embutido em cada uma destas ferramentas que até hoje vem sendo ignorado por usuários.

O que alguns começam a pensar agora é como estas informações pessoais podem ser utilizadas pelas empresas, tanto para o bem quanto para o mal. Informar dados como número de CPF ou carteira de identidade é um processo seguro ou neste caso podemos estar diante de um perigo iminente, sem saber quem realmente poderá ter acesso a todo esse tipo de informação.

Ninguém sabe até que ponto nossas informações podem ser utilizadas por terceiros. Em alguns casos, podem servir para nos oferecer produtos novos de acordo com nossas características pessoais, mas a minha principal preocupação é que, ao despejar na web nossos dados, perdemos o controle sobre eles. De que forma, portanto, deveríamos agir em situações como essa?

Eu, particularmente, nunca fui daqueles que informam tudo o que é pedido em formulários on-line. No orkut, por exemplo, deixo apenas algumas informações gerais que me identifiquem, mas nada de endereço, telefone ou fotos que possam me prejudicar de alguma forma e no blog, conforme vocês podem perceber, não há grandes descrições. No entanto, este tipo de atitude não é muito comum entre usuários comuns.

Esta é uma das principais preocupações, visto que, por ser um fato recente, não existe um consenso a respeito do que pode e não pode. Nem pais, nem professores e muito menos os usuários sabem distinguir o que é interessante ser mostrado ou não. Além disso, não se tem conhecimento de como tantos profiles e blogs serão mantidos no futuro por seus usuários. Isso levanta outro questionamento: existe alguma ferramenta, por parte dos provedores dos serviços, de inutilizar perfis que estejam inativos por determinado período? Essa seria uma medida no mínimo paliativa para que no futuro um pai de família não tenha problemas com seu perfil esquecido que possui fotos constrangedoras para uma pessoa naquela situação.

A influência da cultura em nossas decisões


As empresas passam a observar mais um ponto na hora de selecionar os candidatos. Você está pronto?
por Rafael Zanatta

hora de aprender coisas diferentes

hora de aprender coisas diferentes

Há alguns dias eu e o Rafinha entramos numa discussão que levou horas e, aparentemente, não tirou a gente do lugar. Estávamos falando sobre CULTURA e a maneira como ela torna as pessoas “mais ou menos interessantes”, digamos assim. A conclusão que chegamos (aparentemente) é que as pessoas devem investir sempre que puderem em cultura porque ela será a porta de entrada para uma vida menos bitolada nos aspectos simplistas de cada dia. Mais do que isso, o aprendizado realizado por prazer em um assunto que chama a atenção normalmente abre portas para uma vida social mais interessante, já que a pessoa tende a conhecer pessoas com gostos parecidos e cultivar discussões que aprofundam ainda mais o tema e de quebra podem trazer bons amigos.

Eis que, lendo um artigo de Luiz Carlos Cabrera, percebo que todo aquele nosso bla bla bla de cultura está mais próximo do dia-a-dia que imaginamos. Nas palavras do professor: “… é o nível cultural que melhora a capacidade de diagnóstico, de entender rapidamente contextos complexos e de fazer julgamentos”. Bem, note que agora a cultura não é mais apenas necessária para fazer amigos ou conseguir ter um ponto de vista em uma discussão. O nível cultural agora influencia a sua capacidade de tomar decisões e as empresas passarão a buscar pessoas que satisfaçam essa condição.

Enfim, se você achava que aquele quadro não possuía significado nenhum ou se aquele museu era apenas uma obra de arquitetura no meio da cidade é melhor começar a mudar esses paradigmas. A partir de agora existe um novo ingrediente em nossos currículos que vai chamar a atenção!

A virtude para perdurar o sucesso


O segundo post que trago relacionado ao livro de Maquiavel busca relacionar como a virtude pode fazer com que o trabalho seja recompensado.

“Aqueles que, como os que mencionei, fazem-se príncipes mercê da suas virtudes conquistam com dificuldade os seus principados, mas com facilidade os podem conservar”

sucessoO que de fato devemos perceber é que a facilidade em se chegar a uma posição pode, muitas vezes, ser um impedimento para que o sucesso possa ser alcançado. Maquiavel falava de príncipes que chegavam ao poder através da hereditariedade e assim ocorre no Brasil, principalmente no interior do RS. É incrível perceber como as empresas familiares dominam o mercado e crescer nelas, infelizmente, é sempre muito difícil porque sempre existe a barreira do “filho que vai virar dono”. Desta forma, temos o desmerecimento do trabalho por parte dos colaboradores, que mais cedo ou mais tarde percebem que os seus esforços serão quase que em vão, tendo em vista que o posto almejado possivelmente já possui dono.

As pessoas, por conseqüência desta interpretação, buscam locais para trabalhar onde é possível crescer, mesmo que esse crescimento não seja da noite para o dia. Trabalhadores perspicazes entendem que o trabalho traz resultados no longo prazo e que a continuidade do empenho faz com que eles, ao alcançar o posto pretendido, tenham naturalidade para tratar das questões e perdurar o seu sucesso.

É com essa ideia que eu busquei interpretar o trecho. Não se deve valorizar com tamanha entonação o sucesso que veio da sorte de uma jogada bem sucedida. Devemos ter clara a idéia de que tantas empresas são precocemente enterradas porque esperam que a sorte seja a guia do seu sucesso. Por outro lado, empresários que percebem que um caminho um pouco mais longo e baseado em cuidados permanentes terão o sucesso de suas empreitadas, porque entenderam que mais do que uma boa idéia ou um pai dando-lhe abrigo, é preciso ter competência para que o sucesso do passado possa ser transformado em alicerces para o futuro.

Diamante Gaúcho – Características do ensino superior


No segundo texto da série “Diamante Gaúcho” busca-se analisar a força que esta região possui no sentido acadêmico.
por Rafael Zanatta

livroO desenvolvimento de uma sociedade próspera, com empresas que busquem produtos diferenciados passa, sem sombra de dúvidas, pela qualificação. Desta forma, é preciso ter uma clara noção de quais são os centros universitários e mapeá-los dentro da área em estudo. Em uma análise preliminar é possível perceber que a região concentra as mais importantes universidades do estado, sendo elas:

  • UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Porto Alegre)
  • UFSM – Universidade Federal de Santa Maria (Santa Maria)
  • UFPEL – Universidade Federal de Pelotas (Pelotas)
  • FURG – Fundação Rio Grande (Rio Grande)

Estas universidades caracterizam-se por um intenso volume de pesquisa e uma grande oferta de cursos, sendo as mais procuradas pelos estudantes. Em seguida, vêm aquelas universidades e centros universitários privados que se destacam regionalmente, sendo elas:

  • Unisinos – Universidade do Vale dos Sinos (São Leopoldo)
  • PUC-RS – Pontifícia Universidade Católica (Porto Alegre)
  • ULBRA – Universidade Luterana Brasileira (Canoas)
  • UCS – Universidade Caxias do Sul (Caxias do Sul)
  • UPF – Universidade Passo Fundo (Passo Fundo)
  • Unisc – Universidade Santa Cruz do Sul (Santa Cruz do Sul)
  • Univates – Centro Universitário Vale do Taquari (Lajeado)

Estas universidades possuem uma grande oferta de cursos, mas suas linhas de pesquisa normalmente são focadas em aspectos regionais, de acordo com as demandas de suas comunidades. Esta característica as torna ainda mais importantes porque elas podem aprofundar-se em determinado campo de estudo específico. Além destas instituições de ensino citadas até aqui temos a presença de dezenas de outros centros universitários que oferecem cursos de graduação nos mais variados campos.

Sendo assim, o cenário criado por estas instituições de ensino é muito positivo para o contínuo desenvolvimento da região. À medida que os alunos são formados cria-se a possibilidade para que sejam desenvolvidos novos negócios, principalmente aqueles ligados à pesquisa, normalmente nascidos no seio de uma universidade.

Não deixe de ver também:

post: O Diamante Gaúcho

post: Um Exemplo de Brasil – O Quadrilátero Paulista

Raízes da Inovação


As variáveis que interferem no processo de inovação
por Rafael Zanatta

umagotaPor que são poucas as pessoas que optam por tomar um caminho empreendedor? Dentre estas poucas, por que somente uma pequena parte delas decide criar empreendimentos que realmente desafiem a concepção do status quo?

Para responder estas perguntas poderíamos recorrer a todos os estudos já realizados dentro da psicologia no campo do comportamento, tomada de decisões ou então a vertente que busca entender quais são os fatores que tornam um indivíduo mais ou menos avesso ao risco. No entanto, este estudo tem por objetivo compreender como funciona a dinâmica da inovação para os indivíduos que não têm medo de perturbar a sua zona de conforto. São estes indivíduos que terão a ousadia de buscar o desconhecido através de novos conhecimentos e que terão um papel predominante na transformação da sociedade. Os demais, que se comportam como engrenagens ou, no máximo, como copiadores, terão uma parcela mínima dentro deste processo.

Antes de qualquer coisa cabe apresentar o conceito de inovação, para que fique bem claro sobre qual linha de raciocínio está apoiado este texto. Inovação, em linhas gerais, pode ser considerada como a combinação de conhecimentos com o objetivo de gerar um novo, desde que seja economicamente viável. O cerne da inovação, por consequência, está na resposta que é dada diante de uma necessidade de mercado.

O que deve ser compreendido, no entanto, é que a inovação dificilmente terá raízes no conhecimento do cotidiano. As maiores descobertas dos últimos anos foram e continuarão sendo feitas dentro de universidades e laboratórios de pesquisa científica, principalmente no ramo da nanotecnologia, robótica, redes de inteligência artificial e por aí vai. Desta forma adiciona-se mais uma variável ao processo: conhecimento científico.

O indivíduo pode ser o “maior empreendedor do mundo”, mas se ele não possuir um conhecimento científico que o diferencie dos demais ele criará apenas negócios que já existem e, por consequência, competirá num universo no qual as regras já foram ditadas onde normalmente a mais importante delas é o preço. Neste ponto é possível perceber o porquê da primeira pergunta: não basta apenas o conhecimento em um ramo de negócio e a “cara de pau” necessária para a abertura de uma empresa. Para que ela possa realmente ser inovadora ela precisa ser embasada em conhecimento, necessariamente novo, para que o mercado não tenha a capacidade de realizar simples comparações lógicas e no final avaliar de acordo com o preço.

A partir do momento que se quebra esse parâmetro de decisão – preço – existe espaço para uma curva de rentabilidade realmente atraente e que terá a capacidade de fomentar novas descobertas. Este é um dos pontos finais que necessariamente deve estar claro ao final desta breve discussão. Uma inovação tende, com o passar do tempo, a ser um conhecimento rotineiro porque a rentabilidade que está sendo alcançada será mirada pela concorrência que entenderá o processo e levará novamente a decisão para a esfera do “preço”. Inteligente será aquele que souber gerir esse processo de maneira adequada, criando um “círculo vicioso” de inovação que, aí sim, será difícil de ser copiado.