Durma tranquilo!


Não há vitória sem trabalho, mas é bom saber também que às vezes, por mais duro que você trabalhe, a vitória pode não chegar…

Essa frase pode parecer dura, mas não deixa de ser verdade. Quantas vezes você dispendeu uma grande quantidade de energia em um projeto, envolvendo-se de forma verdadeira, mas que acabou não trazendo os resultados que você desejava?

No entanto, nessa hora eu sou obrigado a perguntar: por não ter chegado na vitória todo o seu esforço foi em vão? Você não aprendeu lições valiosas que poderão fazer a diferença para encarar os próximos desafios?

Para aprofundar um pouco mais o assunto recorro ao famoso treinador americano de basquete, John Wooden, que em seu livro comenta que já criticou jogadores que ganharam a partida e, da mesma forma, aplaudiu seus jogadores em momentos de derrota. Para ele, o que define se merecem ser criticados ou aplaudidos não é o RESULTADO do jogo em si, mas a iniciativa que eles possuem para colocar toda a sua energia e o seu talento a favor da equipe e do resultado que ela deseja alcançar.

Ou seja, ganhar ou perder torna-se secundário em uma realidade onde o que importa é os “100% de entrega” que o treinador exige de cada um da sua equipe.

A frase “Durma tranquilo” vem daí. O adversário pode ser difícil de ser batido ou o mercado pode estar ruim pra negócio, mas uma pergunta JAMAIS pode ter um “não” como resposta:

No dia de hoje eu coloquei toda a minha energia e utilizei todo o meu talento para chegar à vitória?

Isso vale para um time de futebol, uma equipe de trabalho ou até mesmo para um profissional liberal. A certeza que deve imperar, no entanto, é que o resultado alcançado é fruto do pleno envolvimento que tivemos com os nossos desafios para, aí sim, sermos merecedores do aplauso que o treinador Wooden mencionou.

———————-

PS: a fórmula do sucesso do treinador Wooden é a seguinte:

Trabalho + Talento = SUCESSO

Não por acaso a palavra “trabalho” vem antes do talento. Assim como o treinador, prefiro pessoas dispostas a dar o seu máximo todos os dias do que “talentos” preguiçosos que não sabem utilizar todas as suas potencialidades. (mas isso já é assunto para outro post…)

 

Anúncios

O risco do “Crédito de Bandeja”


Não deve ser novidade para nenhum brasileiro (ou não deveria ser) que o nosso famoso crescimento está sendo alavancado por vultuosas somas de crédito tomado tanto por órgãos públicos quanto por grandes grupos privados. Esses empréstimos financiam grandes obras estatais (estradas, barragens e portos) e o aumento da capacidade produtiva das empresas (novas fábricas, instalações modernas, etc).

No entanto, uma fatia muito grande dos empréstimos tomados em 2010 não foi feito nem pelos governos nem por empresas, mas sim pelos milhões de consumidores que descobriram que poderiam ter tudo (ou quase tudo) que quisessem desde que apresentassem sua carteira de trabalho e um comprovante de residência.

Até aí tudo bem para quem vive de comissão. As propagandas escreviam em letras grandes e garrafais as inúmeras possibilidades de consumo que o acesso ao crédito oferecia, mas se esqueciam de informar ao cliente que em determinado momento a conta de todo esse desejo reprimido chegaria.

Resultado: a conta chegou.

As Casas Bahia e o Cartão de Crédito trouxeram a triste notícia que a geladeira nova e as compras no shopping teriam que ser pagas e aquele “jurinho” que parecia tão pequeno dobrou o preço de tudo que as pessoas compraram. A Caixa Econômica Federal, por sua vez, também quer a sua parte e afirma que avisou que o prazo era de 30 anos para pagar, mas que a primeira parecela já começa a contar a partir de hoje.

Ou seja, brasileiro que é brasileiro gastou o que não tinha e agora, como mostrou a Exame (ver aqui), precisa pagar uma quantidade de contas que ele não somou lá no início. E aí a bola de neve começou a rolar…

Como bem mostrou a reportagem os efeitos dessa situação já começaram a aparecer no percentual de inadimplência e no aumento dos juros cobrados pelas financeiras. Minha principal preocupação, no entanto, é que o famoso “novo mercado consumidor pujante da economia brasileira” seja apenas um fogo de palha, assim como uma criança que ganha 10 reais e gasta tudo ao comprar balas na padaria da esquina. Ou seja, os brasileiros ainda não compraram tudo que precisam para de fato viver melhor, mas já estão tendo o crédito cortado porque não souberam utilizar ele corretamente.

Eta vidinha…