O Transporte Público de Porto Alegre


por Rafael Zanatta

o trânsito de Porto Alegre está chegando ao seu limite

o trânsito de Porto Alegre está chegando ao seu limite

Numa das aulas da matéria Gestão Sócio-Ambiental entramos numa discussão interessante sobre o que a cidade de Porto Alegre poderia pensar para atenuar os impactos que o trânsito vem causando na vida das pessoas.

Para quem não sabe, Porto Alegre está sofrendo com problemas graves de congestionamentos e falta de capacidade para escoar os mais de 650 mil automóveis que circulam pela cidade e, pelo menos no curto prazo, não se vê alternativas para contornar esse problema.

Muito tem se falado em metrô como a “salvação dos problemas para a cidade”. No entanto, pensar que esta medida vai solucionar os problemas é um erro fatal, porque ele vai apenas atenuar algumas áreas. No entanto, ele será um primeiro passo MUITO IMPORTANTE, na medida que novas linhas sejam criadas no futuro para dar continuação ao processo.

Dinheiro pra isso? PAC neles! Os impostos já estão de bom tamanho e nem pensem em criar um novo para financiar uma obra que já deveria existir há, no mínimo, 10 anos!

Mais do que isso, no entanto, deve-se começar com projetos que sejam economicamente viáveis. O transporte público da cidade precisa ser mais confiável e quando falo nestas palavras não estou me referindo à segurança, mas sim no que diz respeito a horários, interligação e informações claras sobre as rotas.

Este é o primeiro passo! No entanto, a Copa está aí. E se a perimetral, que deveria ser a via rápida da cidade, congestiona quando tem jogos do Brasil na TV, imagina quando os jogos forem realmente AQUI!

coisas do lar…


Existem algumas coisas que só quem é do interior pode sentir o gostinho. Uma delas é o sabor que tem chegar em casa depois de uma semana inteira vivida na capital. Desde 2004 eu vivo em Porto Alegre (durante a semana) e em Lajeado (nos finais de semana), devido ao curso de administração que curso por lá.

Eu gosto de Porto Alegre. É uma cidade intensa que proporciona uma realidade diferente e que, mais do que tudo, oferece o convívio com pessoas interessantes e com vivências diferentes. No entanto, como mencionei anteriormente, chegar numa sexta-feira ao “lar doce lar” é impagável!

Tudo isso porque no “acampamento” que temos em Porto Alegre é difícil ter alguma coisa que saia do comum. Normalmente é pizza, nissin, torrada e coca-cola. No almoço a gente varia, mas se fizesse uma lista das coisas que entram no apartamento provavelmente a partir do décimo item o negócio começa a se repetir.

Na última sexta-feira, após quase duas horas de sono profundo no ônibus que me trouxe a Lajeado, cheguei em casa. Caminhei sem pressa da rodoviária até meu destino, fazendo uma breve parada no estádio do Lajeadense para apreciar o final do treino da equipe. Ao chegar em casa, porém, é que tive a recompensa!

Entrei e fui direto pra cozinha! Sempre tem alguma coisa boa na cozinha! Eis que no fogão havia uma panela de pressão. Hummm. Uma panela de pressão normalmente representa feijão novo. Feijão é bom, mas naquele momento eu fiz uma associação diferente na minha cabeça. Estamos no final de abril, meu pai gosta de pinhão e, mais do que tudo, sabe que a gente (eu e meu irmão) adora pinhão.

“É pinhão! Tomara que seja pinhão! Tem que ser pinhão!”

É difícil descrever aquele momento. O tempo normal para abrir a panela não passaria de 2 ou 3 segundos, mas a expectativa fez com que aquela ocasião representasse a diferença entre o quente e o frio, alegria e tristeza ou o sim e o adeus.

Felizmente era pinhão! Era um “sim” que eu precisava naquele momento. E após aquele momento você me veria na sacada, com os pés para o alto e, mais do que tudo, comendo pinhão. Parece tão simples né, mas essa é a diferença que transforma um simples apartamento no “lar” que todo mundo deseja.

Movimento Blog Voluntário – Quando a ideia não vem


Nos dias 24, 25 e 26 de Abril ocorre a segunda etapa do Movimento Blog Voluntário. Minha ideia não é criar nenhum tipo de tutorial sobre a internet, mas sim promover uma pequena discussão sobre o “ato” de escrever neste tipo de mídia. Segue o primeiro post!
por Rafael Zanatta

Antes de escrever pode-se destacar os pontos principais

Antes de escrever pode-se destacar os pontos principais

Muitas pessoas que iniciam um blog sentem-se euforicamente empolgadas com a possibilidade de expressar as ideias que antes eram discutidas apenas entre amigos ou em ambientes de estudo/trabalho. Com o passar do tempo, porém, todos os planos de produzir semanalmente 3 ou mais posts começam a ser revistos porque as ideias que antes pareciam brotar de tudo quanto é lugar simplesmente secaram.

Quando este fenômeno acontece (e acredito que seja entre 1 a 6 meses de vida de um blog) as pessoas tendem a desistir do projeto, justamente quando ele está na fase de “se mostrar ao mundo”, digamos assim.

O que fazer quando isso ocorre?

O processo de criação varia de uma pessoa para outra, mas para mim é fato que nossas conclusões vem dos resultados de nossas observações a respeito do que acontece. Assim, deve-se ter em mente que as ideias são resultado do “nosso ponto de vista” aliado à nossa “percepção do ambiente”. Ao juntar esses dois fatores criamos um ambiente criativo muito poderoso que, sem dúvida nenhuma, não nos deixa ficar uma semana sem pelo menos um post.

Abaixo algumas dicas finais:

  • Qual a sua opinião sobre a leitura que você realizou? Concorda?
  • Você estava no ônibus, como meu amigo Rafinha, e foi questionada sobre algo. Essa experiência não merece um comentário?
  • Seu professor apresentou uma ideia sensacional sobre determinado assunto. Não vale a pena reproduzir essa ideia e fazer com que mais pessoas tenham conhecimento dela?

Essas e muitas outras são oportunidades para driblar “a falta de ideias” que todo blogueiro se queixa. Pense um pouco! Se você prestasse atenção em tudo que acontece por aí dava pra escrever muito mais!

Se eu escrevo sobre futebol eu preciso assistir a jogos para poder fazer minhas análises, ler notícias dos clubes para saber como eles estão. Da mesma forma, se o propósito do blog é falar sobre economia, administração, não adianta pensar que você vai utiliza-lo para propor suas maravilhosas teorias de bar. Elas servem para uma dúzia de posts, não mais do que isso.

Viver cada dia


Viva o seu dia como se fosse o último. Será???
por Rafael Zanatta

amanhã tem outro...

amanhã tem outro...

Ultimamente o que mais tenho visto em “orkut’s” e “msn’s” é um culto incessante à arte de viver o último dia. Desta forma as pessoas criam um mundo à parte e acreditam na necessidade de viver cada dia como se fosse o último, esquecendo-se dos tantos degraus que ainda tem por subir. Estas pessoas contam uma mentirinha para si mesmas e, momentaneamente, criam uma situação que as deixa livre para fazer o que quiser, sem medo das consequências.

Para ser sincero nunca gostei muito da frase em questão. Não sabia dizer o porquê, mas simplesmente ela não parecia ser completamente adequada para mim, até que finalmente li uma entrevista que sinalizou um possível motivo. Steve Jobs, um dos maiores ícones da administração moderna certa vez proclamou: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia você estará certo”.

Após algumas conversas, entre elas uma com meu amigo Rafinha, percebi que esta “segunda opinião” seria a mais correta, pelo menos para mim. Eu até defendo as aventuras e o hábito de curtir momentos que podem não se repetir mais. Esta aí o novo filme de Jim Carrey (Yes Man) para provar. No entanto, acredito que todos que pensam em viver como se fosse o último dia apenas mentem para si mesmos, como mencionei anteriormente, e esquecem que às vezes, o prazer da vida pode estar justamente no saber para onde estamos indo.

Etnografia vale a pena?


Você está pesquisando sobre seus clientes corretamente?
por Rafael Zanatta

O principal objetivo não é validar, mas sim INSPIRAR a descoberta de "hábitos escondidos"

O principal objetivo não é validar, mas sim INSPIRAR a descoberta de "hábitos escondidos"

Li recentemente uma reportagem sobre uma forma de pesquisa de mercado que começa a tornar-se comum: a Etnografia. A ideia parece-me interessante principalmente porque ela consegue perceber aspectos que uma pesquisa quantitativa ou mesmo um focus group não consegue. Isso se dá, basicamente, porque ao saber que está sendo entrevistado o indivíduo muitas vezes não expressa realmente o que pensa sobre o assunto.

Esse tipo de pesquisa utiliza um método de ação que se insere no contexto natural onde o objeto de estudo se apresenta. Ou seja, um observador busca identificar os comportamentos e necessidades dos consumidores exatamente no local onde o consumo acontece. Assim, se uma padaria deseja conhecer o perfil de seus clientes ela não vai estruturar um questionário e sair distribuindo um a um, mas sim buscar entender como os indivíduos/consumidores se comportam. Esta análise precisa ser, no entanto, ser realizada por pesquisadores que tenham conhecimento em antropologia ou psicologia para proporcionar resultados satisfatórios.

Não vou entrar em detalhes técnico sobre esse método, até porque nem tenho embasamento para isso, mas acredito que as empresas podem tirar grande proveito deste tipo de pesquisa. Ele pode ser interessante para que a empresa inspire-se e busque satisfazer necessidades que muitas vezes nem os clientes sabem que existem!

Lajeadense: desse jeito vai?


Por que o universo que foi desenhado no ano passado não se tornou realidade?
por Rafael Zanatta

logo_lajeadenseUm dos primeiros posts que eu escrevi para o blog estava cheio de expectativas a respeito do futuro reservado para o Esporte Clube Lajeadense nessa “nova era” comandada pela família Giovanela. A realidade, porém, está longe daquela que eu cogitava.

O fato é que os resultados, tanto dentro quanto fora de campo, não vão bem. Dentro de campo, o que vemos são alguns jogos perdidos por detalhes, mas que expõem a realidade: não dá pra sonhar com título com um time como esse. Fora do campo, o que percebemos é um esforço de algumas pessoas em dar ritmo ao projeto, mas alguns pontos deixam a desejar.

o       O primeiro é a falta de adesão da população de Lajeado diante do novo projeto: a ideia de 1000 sócios não chegou nem nos 50%, o que de certa forma não dá fôlego financeiro para o clube.

o       Um segundo fator importante surge da lentidão dos processos administrativos. Por exemplo: pelo que me consta as carteirinhas dos sócios ainda não ficaram prontas.

o       O terceiro ponto é, também, relacionado ao lado financeiro. Futebol sem $dinheiro$ não existe! No início do novo projeto falaram em centenas de empresas que ajudariam com patrocínios pequenos, mas regulares e que somariam um “bolo” delicioso. Cadê? Quem se responsabilizou por isso?

o       Por fim, tem toda essa história de construção do novo estádio que estão cogitando e que só está servindo para desviar a atenção do que realmente interessa. Esqueçam isso! Em uma hora de conversa de bar eu e o Sivinski criamos uma ideia muito mais atrativa para o Clube que não implicaria em todos os riscos que estão querendo correr. Querem construir um “estádio europeu” numa cidade que não enche nem um ginásio.

Enfim, é melhor o Lajeadense planejar melhor. Ano que vem tem o Brasil de Pelotas na segunda divisão e uma das vagas é dele! Acredito que ainda exista um intervalo de tempo para organizar melhor a casa, mas as prioridades neste caso devem estar muito bem definidas para que não existam desvios na hora de pensar futebol.

Engrenagens do dia-a-dia (parte 2)


Engrenagens são sempre ruins? Não, eu não seria hipócrita ao afirmar isso
por Rafael Zanatta

engrenagemnova

cada engrenagem tem o seu valor e cabe à empresa tirar o melhor proveito de cada uma

Há alguns dias eu iniciei uma discussão a respeito de determinado tipo de profissional que se comporta dentro das organizações como se fosse uma engrenagem. Naquele momento eu afirmei, categoricamente, que as empresas que forem arrogantes o suficiente para investir apenas em engrenagens estarão fadadas à extinção, tendo em vista que não terão capacidade de entender o intrincado processo que os mercados impõem.

No entanto, é necessário fazer um contraponto importante antes de prosseguir com essa discussão. Ao citar o termo “engrenagem” eu não estou de forma alguma criticando os profissionais que trabalham em um “modo padrão”, com regras estabelecidas e com pouca capacidade para resolver novos problemas.

O intuito desta discussão é constatar que, mesmo importantes para o dia-a-dia das empresas, não serão estes os profissionais responsáveis pela evolução dos negócios. Este tipo de profissional não possui características que os fazem diferentes a ponto de PERCEBER nuances do mercado ou CRIAR algo diferente que manterá a empresa em constante evolução. Mas deveriam?

Para mim, o fato de ser ou não uma engrenagem vai depender dos objetivos e aptidões pessoais de cada um. Não consigo imaginar uma organização sem aqueles profissionais que fazem com que as tarefas do cotidiano sejam realizadas corretamente, mas ao mesmo tempo quero enfatizar novamente que só eles não terão capacidade de levar a empresa para frente.

Cabe a cada empresa, portanto, a decisão sobre o percentual de “engrenagens” que deseja ter no seu quadro de funcionários. É evidente que esta proporção muda conforme o setor de atuação, mas será ela a responsável por ditar o modo como a empresa se comporta dentro do seu mercado.

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Engrenagens do dia-a-dia (parte 1) – Clique AQUI

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