Gargalos do Diamante Gaúcho – BR 386


Na semana passada eu iniciei uma discussão a respeito dos gargalos que o Estado do RS precisaria superar para que o Diamante Gaúcho pudesse realmente acontecer. O que me motivou a escrever sobre isso foi o incrível congestionamento que eu tive que enfrentar na última sexta-feira, quando voltava de Porto Alegre para Lajeado.

Pasmem: eu demorei 40 minutos para percorrer 5 km.

Embora a BR 386 seja duplicada a partir da saída de Canoas, existe uma pequena ponte que não foi duplicada e que obriga o trânsito a andar em fila simples, gerando, claro, PARALISIA TOTAL. Ou seja, realizaram uma obra de centenas de milhões de reais e esqueceram de colocar a cereja no bolo, criando transtornos e perdas para todo mundo que trafega pelo trajeto.

Enquanto eu dirigia eu ainda comentei com o meu irmão: “O pior de tudo é que se um grupo de empresas resolve se juntar para duplicar essa ponte provavelmente não será possível”. Nosso Governo não consegue promover as obras necessárias e nem mesmo busca criar mecanismos para que a sociedade possa se mobilizar. Resta-nos “apontar o dedo” e convencê-los de que a situação é ruim e precisa de ação imediata, para que talvez daqui a 10 anos as obras comecem…

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Esse foi apenas um pequeno exemplo do que eu pretendo com esses posts. Se você possuir alguma ideia de problemas que merecem destaque, por favor, entre em contao 😉

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Diamante Gaúcho: ainda falta muito


Há algum tempo eu escrevi um post baseado em uma matéria da Revista Exame que tratava do “Quadrilátero Paulista”, uma região no estado de São Paulo que possui características de primeiro mundo e que tornou-se um dos pólos econômicos do país pela moderna infraestrutura que possui.

A partir daquele texto eu busquei adaptar a ideia para o Rio Grande do Sul, tentando encontrar no mapa do estado a região que poderia tornar-se uma novo exemplo de quadrilátero. Para minha surpresa, o que encontrei foi uma figura com 5 lados, que me lembrou o formato de um Diamante.

Daí surgiu o título para a região: Diamante Gaúcho! Nos primeiros textos eu procurei dar exemplos das características que tornavam esta região a mais importante do Estado, mas agora percebo que eu cometi um equívoco ao considerá-la um “novo quadrilátero”.

De fato, há inúmeras características que tornam a região importante, mas os problemas básicos que ela apresenta tornam difícil o seu crescimento. Daí, surgiu-me a ideia de investigar quais seriam os principais gargalos que impedem a região de crescer e se desenvolver e assim, já na próxima semana, vou começar a postar sobre os problemas que devem ser resolvidos se a região realmente deseja tornar-se referência nacional e internacional.

Ideias são sempre bem vindas, até porque é impossível eu conhecer os problemas de cada região. Aos poucos cada um pode dar a sua contribuição para resolvermos, de forma simples, os problemas que ainda emperram o nosso crescimento.

Matérias relacionadas:

Diamante Gaúcho – Características do ensino superior


No segundo texto da série “Diamante Gaúcho” busca-se analisar a força que esta região possui no sentido acadêmico.
por Rafael Zanatta

livroO desenvolvimento de uma sociedade próspera, com empresas que busquem produtos diferenciados passa, sem sombra de dúvidas, pela qualificação. Desta forma, é preciso ter uma clara noção de quais são os centros universitários e mapeá-los dentro da área em estudo. Em uma análise preliminar é possível perceber que a região concentra as mais importantes universidades do estado, sendo elas:

  • UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Porto Alegre)
  • UFSM – Universidade Federal de Santa Maria (Santa Maria)
  • UFPEL – Universidade Federal de Pelotas (Pelotas)
  • FURG – Fundação Rio Grande (Rio Grande)

Estas universidades caracterizam-se por um intenso volume de pesquisa e uma grande oferta de cursos, sendo as mais procuradas pelos estudantes. Em seguida, vêm aquelas universidades e centros universitários privados que se destacam regionalmente, sendo elas:

  • Unisinos – Universidade do Vale dos Sinos (São Leopoldo)
  • PUC-RS – Pontifícia Universidade Católica (Porto Alegre)
  • ULBRA – Universidade Luterana Brasileira (Canoas)
  • UCS – Universidade Caxias do Sul (Caxias do Sul)
  • UPF – Universidade Passo Fundo (Passo Fundo)
  • Unisc – Universidade Santa Cruz do Sul (Santa Cruz do Sul)
  • Univates – Centro Universitário Vale do Taquari (Lajeado)

Estas universidades possuem uma grande oferta de cursos, mas suas linhas de pesquisa normalmente são focadas em aspectos regionais, de acordo com as demandas de suas comunidades. Esta característica as torna ainda mais importantes porque elas podem aprofundar-se em determinado campo de estudo específico. Além destas instituições de ensino citadas até aqui temos a presença de dezenas de outros centros universitários que oferecem cursos de graduação nos mais variados campos.

Sendo assim, o cenário criado por estas instituições de ensino é muito positivo para o contínuo desenvolvimento da região. À medida que os alunos são formados cria-se a possibilidade para que sejam desenvolvidos novos negócios, principalmente aqueles ligados à pesquisa, normalmente nascidos no seio de uma universidade.

Não deixe de ver também:

post: O Diamante Gaúcho

post: Um Exemplo de Brasil – O Quadrilátero Paulista

O Diamante Gaúcho


Em uma matéria recente da Revista EXAME que eu resumi em artigo publicado aqui foi ilustrada a situação de uma região de SP que abriga uma realidade econômica exemplar para o nosso país. A região é referência em vários setores e o fato de ser única é o único ponto negativo nessa história toda.Partindo desta idéia eu resolvi imaginar como seria estruturada uma região como essa no estado do Rio Grande do Sul. Inicialmente tratei de eleger as cidades mais importantes e traçá-las no mapa. Desta forma, a região seria formada por cinco extremidades, sendo elas: Rio Grande, Porto Alegre, Caxias do Sul, Passo Fundo e Santa Maria.

diamante_gaucho_rs

O que percebemos é que a região compreende basicamente o centro econômico do Estado. É nesta região que se concentram as maiores indústrias e por onde escoa a maior parte da produção agropecuária e industrial. O ensino é impulsionado pelas dezenas de Centros Universitários e Universidades e o grande potencial para navegação é impulsionado pela Laguna dos Patos e pelos rios que se ligam a ela.

Com essa breve introdução eu pretendo dar início a uma série de posts que vai apontar porque esta região demarcada é tão importante para o Estado e quais são alguns dos motivos para que o desenvolvimento não seja ainda mais presente. A primeira idéia eu já deixo registrada: a região possui muito potencial e é bem servida de diversos fatores fundamentais para o progresso. No entanto, o fato de não haver pesados investimentos públicos faz com que o crescimento não seja impulsionado da maneira que deveria e cria um cenário onde a infra-estrutura está completamente desarrumada, com portos inoperantes e estradas esburacadas quando deveriam, no mínimo, estarem duplicadas.

O primeiro desafio é levantar as questões relacionadas à educação!