Engrenagens do dia-a-dia (parte 2)


Engrenagens são sempre ruins? Não, eu não seria hipócrita ao afirmar isso
por Rafael Zanatta

engrenagemnova

cada engrenagem tem o seu valor e cabe à empresa tirar o melhor proveito de cada uma

Há alguns dias eu iniciei uma discussão a respeito de determinado tipo de profissional que se comporta dentro das organizações como se fosse uma engrenagem. Naquele momento eu afirmei, categoricamente, que as empresas que forem arrogantes o suficiente para investir apenas em engrenagens estarão fadadas à extinção, tendo em vista que não terão capacidade de entender o intrincado processo que os mercados impõem.

No entanto, é necessário fazer um contraponto importante antes de prosseguir com essa discussão. Ao citar o termo “engrenagem” eu não estou de forma alguma criticando os profissionais que trabalham em um “modo padrão”, com regras estabelecidas e com pouca capacidade para resolver novos problemas.

O intuito desta discussão é constatar que, mesmo importantes para o dia-a-dia das empresas, não serão estes os profissionais responsáveis pela evolução dos negócios. Este tipo de profissional não possui características que os fazem diferentes a ponto de PERCEBER nuances do mercado ou CRIAR algo diferente que manterá a empresa em constante evolução. Mas deveriam?

Para mim, o fato de ser ou não uma engrenagem vai depender dos objetivos e aptidões pessoais de cada um. Não consigo imaginar uma organização sem aqueles profissionais que fazem com que as tarefas do cotidiano sejam realizadas corretamente, mas ao mesmo tempo quero enfatizar novamente que só eles não terão capacidade de levar a empresa para frente.

Cabe a cada empresa, portanto, a decisão sobre o percentual de “engrenagens” que deseja ter no seu quadro de funcionários. É evidente que esta proporção muda conforme o setor de atuação, mas será ela a responsável por ditar o modo como a empresa se comporta dentro do seu mercado.

VEJA TAMBÉM

Engrenagens do dia-a-dia (parte 1) – Clique AQUI

Pra onde vai a Administração? – Clique AQUI

A Inovação está bombando – Clique AQUI

Anúncios

Engrenagens do dia-a-dia (parte 1)


Quero atrever-me a discutir um pouco sobre qual tipo de profissional cada um quer ser
por Rafael Zanatta

ser ou não ser?

ser ou não ser?

Um fato interessante que é possível perceber nos dias de hoje é a busca, por parte das empresas, de “engrenagens” que se adaptem facilmente aos seus processos. Problemas antigos, com certa solução já encontrada, perpetuam-se porque o foco de análise sofreu uma grave alteração: não se quer entender e resolver a causa do problema, mas sim encontrar alguma “peça” na “prateleira do mercado” que saiba simplesmente aplicar a velha solução testada e comprovada. Qual a causa desta realidade?

Uma possível resposta seja o PREÇO. Sabe-se o preço e o processo necessário para remediar determinada situação que você já sabe que acontecerá. Por outro lado, descobrir a origem e buscar uma nova solução que o transponha pode ser muito oneroso ($$$ e tempo) ou desgastante, porque normalmente os problemas existem em cadeia e o desejo de consertar um implica em remodelar todo o processo. Daí uma constatação óbvia: contratam-se engrenagens e os velhos problemas permanecem resolvidos.

No entanto, o questionamento que fica é: uma empresa pode se dar ao luxo de possuir só engrenagens? É possível manter-se no mercado utilizando somente estas ferramentas?

Para mim a resposta é óbvia. Grandes empresas estão engessadas em modelos de negócios que aparentemente dão certo pelo seu volume, não pela sua eficiência. Dada esta constatação, poderia se dizer que empresas que investem apenas neste tipo de profissional estão fadadas à falência e irão simplesmente deixar de existir porque não conseguirão mais responder às necessidades do mercado.

Pense a respeito! Vou continuar essa discussão num post futuro! 😉