Problemas novos, receitas antigas


O cenário econômico mundial vive momentos de angústia que muitas vezes é difícil entender o que ainda está por vir. Os Estados Unidos vivem momentos de tensão na busca por aprovação do novo teto da dívida e a União Europeia caminha moribunda sem saber ao certo o destino dos países profundamente endividados.

ChinaNa terra dos mortais, China já não consegue manter um crescimento de 2 dígitos e a Índia começa a sentir o peso de uma política que não fez os investimentos necessários. Já no Brasil a velha história se repete, com políticas de curto prazo sendo implementadas cada vez que o vento muda de direção, trazendo incertezas até para o mendigo que dorme na rua.

Falando desse jeito até parece exagero, mas atualmente qualquer um consegue perceber que os “Pacotes Milagrosos” propostos por Dilma e seu povo de Brasília não tem mais a efetividade necessária para combater os problemas que enfrentamos.

Há 4 anos, quando a crise explodiu e varreu o mundo, até poderia ser interessante promover uma política de incentivo ao consumo e aproveitar a grande massa de novos consumidores ávidos por mobiliar sua casa ou comprar seu carro novo. No entanto, 4 anos depois, o que esperam os governantes ao repetir essa mesma receita?

Resposta A: que a pessoa troque o carro que financiou por 72 meses.
Resposta B: que a pessoa troque sua geladeira que não terminou de pagar.
Resposta C: que a pessoa pague suas contas atrasadas.

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Fazer contas pra orçamento fechar!

Brasileiro está sendo obrigado a fazer conta e mesmo desejando do fundo do seu coração trocar a geladeira ou o fogão ela sabe que é preciso pagar as contas feitas em 2008 primeiro.

É por isso que eu digo que o Governo precisa parar de ser preguiçoso e criar novas maneiras para manter o ritmo de crescimento do país. Redução de Impostos é interessante quando é Universal e Duradoura, e não quando atinge alguns poucos setores e possui prazo para acabar. Diminuição de tarifas é importante quando é feita com base em números e com acordos bem elaborados, e não com enfoque puramente político para ganhar eleições estaduais.

O que me deixa mais triste (e muitas vezes irritado) é que a Dilma sabe disso tudo, mas por algum motivo ela insiste no erro. Insiste em ser mais política do que Governante. Para o PT isso até pode ser interessante, mas para o Brasil é uma baita piada de mal gosto.

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O fantasma de 2012


Já que o calendário brasileiro começa tecnicamente HOJE resolvi falar de coisa séria denovo…

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Para quem vem acompanhando as notícias econômicas do Brasil 2013 começou muito mal.

O PIB de 2012 que era para ter crescido em torno de 3,5% deve fechar em míseros 1% e as mensagens que o Governo de Dilma vem passando ao mercado mostram que não é só no PIB que fomos mal.

A maracutaia que o Governo teve que fazer para demonstrar que atingiu os objetivos que havia se proposto a cumprir em 2012 é fácil de ser percebida até para quem não entende muito de economia.

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Elas são do mal e forjar estatísticas econômicas é com elas!

Forjar números, criar receitas que não existem e esconder vultuosas despesas parece ter sido o desafio diária da Presidente Dilma no último trimestre, uma clara demonstração que o exemplo argentino de gestão econômica pode estar fazendo escola America Latina afora…

É triste constatar uma realidade como essa. 2012 não foi um ano bom para ninguém e assumir que os objetivos inicialmente propostos não foram atingidos não seria problema algum. Pelo contrário: passaria a mensagem de que as contas do Governo são corretas e que no próximo período ele trabalharia mais para atingir as metas.

Ao invés disso, como bem disse J.R Guzzo em sua coluna na Exame (23/01/2013, pági 59), Dilma insiste em estar sempre certa e no final, para os que entenderam, ficou a mensagem de que o Governo fracassou e depois mentiu. Matou e depois ocultou o cadáver com seus números e peripécias.

Como eu falei 2013 não começou bem, mas ainda tem muita coisa pra rolar. Resta saber se nesse ano os erros do passado serão corrigidos ou se repetiremos o fiasco de 2012.