Sua empresa está nas Redes?


Li um post do empreendedor Gary Vaynerchuck sobre Marketing em 2016 que ainda não saiu da cabeça. No post, o autor defende a ideia de que a maioria das empresas ainda não entendeu que os tempos mudaram e permanecem com técnicas antigas de marketing que não oferecem mais resultados relevantes.

Depois da leitura pensei nas empresas que ainda fazem panfletos para entregar nas sinaleiras ou que fazem um anúncio “perdido” no jornal sem conexão com demais esforços. Há ainda os casos nos quais a empresa imagina que fazer marketing digital é ter “curtidas” no Face sem nenhuma interação com os usuários ou criação de conteúdo, como se isso fosse suficiente para atrair clientes ou melhorar a visibilidade do negócio.

O fato é: você não pode pensar em fazer Marketing em 2016 se você não entende o que está acontecendo nesse momento.

social-media-buttonsOs celulares tomaram conta da vida das pessoas e quando elas estão assistindo TV elas estão fazendo isso “ao mesmo tempo que usam o celular”. Comerciais de Televisão? Esqueça! Pelo menos no meu caso não existe atenção para a Tv nesse momento porque ela volta-se completamente para o celular.

Essa é a (nem tão nova) realidade: disputar a atenção do seu cliente será cada vez mais difícil porque ela não está nos locais onde costumava estar (e que você está acostumado a ir). A atenção do cliente está dispersa e cada vez mais difícil de ser alcançada porque a velocidade como estamos “absorvendo” o conteúdo é muito alta. Passamos de um aplicativo para outro num clique e nada que nos tire mais de 1 minuto acaba sendo relevante.

É por esta razão que os responsáveis pelo marketing das empresas devem repensar suas estratégias e verificar se eles realmente estão tendo algum resultado com as ações que estão implementando. Os esforços de marketing precisam se adaptar à maneira como o seu mercado consumidor está agindo e, se ele está em 5 plataformas diferentes, você precisa estar em todas elas gerando conteúdo e se alimentando das informações que essa massa de pessoas tem para oferecer.

 

Incoerências na Comunicação


Entre os dias 07 e 16 de Novembro ocorreu na cidade de Lajeado a 16a Expovale, tradicional feira que abrange os diversos setores da economia do Vale do Taquari, entre eles o industrial, comercial e agropecuário. Pelos dados divulgados, cerca de 200 mil pessoas visitaram o evento e a soma de negócios superou 900 mil reais. Procurei ilustrar a Feira para poder discutir a imagem abaixo:

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O investimento realizado para expor numa feira como essa não é pequeno. Além do custo que representa o espaço em si dentro da feira, deve-se adicionar o valor de um estande bem montado (desenvolvido por arquitetos ou uma empresa de eventos) e o custo de manter funcionários para realizar o atendimento. Frente a isso, o que leva uma grande empresa a colocar, em frente à sua loja, um cartaz feito à mão para convidar as pessoas a visitá-los na referida feira?

Em alguns casos, quando as verbas são curtas para o investimento em comunicação até posso entender (o vendedor de churros que nem sabe o que é “publicidade” faria um cartaz como esse). Nesse caso, porém, estamos diante de uma grande empresa varejista, com dezenas de filiais espalhadas pelo RS. Eles possuem um setor de marketing que direciona suas ações e a maneira como a empresa deve dirigir-se aos seus clientes. É claro que essa idéia de gênio só pode ter partido do próprio gerente da filial, que imaginou no salto de vendas que um cartaz como aquele poderia gerar. Esse fato, porém, não exime a culpa da cúpula de marketing da empresa, que deveria explicar a todos os colaboradores quais são as propostas que a empresa apresenta na sua estratégia de comunicação e como elas devem ser realizadas. Uma feira como essa, dadas as suas proporções, poderia ter recebido um pouco mais de atenção e gerado um material um pouco mais convincente. Não?

Marketing de Relacionamento


Considerações a respeito do trabalho que venho fazendo para a conclusão da disciplina de Marketing de Relacionamento
O fato de eu ter praticamente finalizado a revisão teórica para o trabalho sobre Marketing de Relacionamento já me dá alguma base para eu fazer algumas constatações a respeito deste tema que, por vezes, é negligenciado dentro das empresas ou tratado de forma empírica.

O que podemos perceber é que os clientes não estão mais enraizados aos seus fornecedores como eram antigamente porque as oportunidades de mudança estão mais simples. O velho e bom fornecedor de embalagens, que há tanto tempo serve a empresa, vai pro saco se a sua oferta não for melhor do que a de seus concorrentes. Desta forma, foi criada uma situação na qual fica simples colocar as variáveis na mesa e analisá-las de uma maneira quantitativa: do fornecedor de açúcar à empresa que faz as entregas, agora é possível analisar em uma tabela e chegar a uma conclusão sobre a decisão que poderia ser tomada.

No entanto, existe um espaço importante dentro desta carnificina empresarial. Felizmente os clientes (do comprador de pão ao gerente de compras de uma multinacional) ainda são humanos e buscam nas suas relações empresariais parcerias que possam trazer benefícios no longo prazo. Esta característica faz com que o marketing de relacionamento tenha um importante campo a ser explorado dentro da estratégia das empresas. Para ilustrar uma situação poderíamos citar o caso da Grendene, que passou a fabricar suas sandálias em tamanhos diferentes para atender a gigante varejista Wall-Mart. Neste caso, a Wall-Mart ganhou um produto focado nas demandas locais enquanto que a Grendene ganhou um cliente com um enorme potencial de compra no longo prazo.

Outros casos poderiam ser citados, como a empresa de construção civil que recebe o aço cortado no tamanho que necessita, diminuindo o tempo de trabalho dos seus operários com funções que não são a sua especialidade. Neste caso, ambas as empresas ganham: a construtora não precisará dispender tempo para adequar a compra às suas necessidades enquanto que a fornecedora de aço levará um cliente satisfeito que não trocará de fornecedor por meros detalhes por confiar na relação de parceria existente.

Estes e outros exemplos são apenas alguns exemplos da maneira como as empresas podem trabalhar o Marketing de Relacionamento. Assim que eu finalizar o trabalho eu disponibilizo ele por completo.