2013: um ano diferente


O ano de 2013 vem se mostrando um ano atípico, diferente de todos os outros. Por um lado coisas boas começaram a acontecer: o povo saiu às ruas e passou a reivindicar o que é seu por direito (e pelos impostos que são pagos). No entanto, passados apenas alguns meses vemos as pessoas de volta à velha rotina e conformismo pré-movimento.

O Movimento que surpreendeu a todos e levou milhões de pessoas às ruas em centenas de cidades do país realmente impressionou o Brasil e o Mundo. Inicialmente motivado pelo aumento das passagens, o Movimento tomou maiores proporções quando as pessoas resolveram levantar outras questões, como a falta de investimentos em Mobilidade Urbana, a precariedade da Saúde, a falta de investimentos em Educação e, como o causador disso tudo, a CORRUPÇÃO alarmante que tomou conta de todos os setores políticos do nosso país.

O Movimento realmente fez Brasília tremer. Os políticos que acreditavam que a população era tímida e passiva se viu em apuros e tratou de aprovar em questão de dias que os Royalties do Petróleo fossem 100% destinados à Educação, apenas para ficar num dos resultados.

Agora eu pergunto: é isso que vai mudar a educação em nosso país? Infelizmente, não.

Mais dinheiro para a Educação por si só não resolve nosso problema. O Sistema Educacional Brasileiro está um lixo e somente quando algum Ministro da Educação resolver arregaçar as mangas e trabalhar é que a coisa vai mudar. O ENEM e a palhaçada das cotas não resolvem o nosso problema da falta de qualidade na Educação Básica. Enquanto nossas crianças não forem para a escola para aprender vamos continuar convivendo com medidas de curto prazo que não geram benefícios reais para a população.

E agora, para complicar ainda mais a vida, os sindicatos dos professores Brasil afora resolveram que é hora de GREVE. Particularmente não gosto de greves porque elas são resultado de pura incompetência dos Governos e normalmente causam estragos desnecessários. Ou seja, tendo em vista a falta de investimentos e de uma política educacional inadequada viramos reféns dos sindicatos, que infelizmente junto com o justo exigem sempre uma série de absurdos dignos de sindicalistas.

Para ficar em apenas um exemplo, os sindicatos agora exigem o fim da Meritocracia! Olha, já trabalhei numa empresa que levava a Meritocracia ao limite e era exatamente esse ponto que a fazia ser a melhor do mercado. Para mim, quem não gosta de meritocracia é vagabundo que acha que deve ser promovido porque está há dois anos no cargo, e não pelos resultados que ele criou nesse tempo.

No entanto, de algum modo surpreendente, os Governos criaram um sistema de Meritocracia que, por falta de regras claras e auditorias rígidas, tornou-se o vilão por impulsionar fraudes nas escolas que fazem com que alunos tenham notas melhores para que os professores possam ganhar o bônus prometido. Agora todo mundo odeia a Meritocracia. Tanto os bons, quanto os ruins. E nesse momento deixamos de dar um importante passo na evolução da educação brasileira.

A Palhaçada dos Estádios de Futebol Brasileiros


É incrível como a realidade do nosso Futebol não “confere” com o sonho de todo presidente de Clube ao vislumbrar “o maior e mais moderno” estádio para o seu time. Passada a Copa das Confederações e a um ano da Copa do Mundo eu vejo com desprezo o esforço que centenas de governantes e dirigentes fizeram para construir monumentais Elefantes Brancos para o nosso futebol.

Basta olhar a média de público dos jogos para perceber que não existe motivos para construirmos estádios para 60 mil pessoas quando a média não passa de 30% disso. Ou seja, gastamos BILHÕES DE REAIS construindo estádios que são, para ser bem camarada, sub utilizados pela sociedade.

Se você ainda não se convenceu pense da seguinte forma:

  • Faz sentido um empresário contratar 3 funcionários se ele só precisa de 1 para fazer o serviço?
  • Faz sentido contratar 3 empregadas domésticas para limpar um apartamento de 50m2?

A resposta é NÃO!

Não estou dizendo que os estádios não devem ser modernizados, mas não faz sentido eles serem do tamanho que são. O fato de ter dois ou três clássicos no ano que vendem todos os ingressos não justifica os outros 60 jogos que o estádio está vazio.

Nunca vi um hospital sub utilizado, uma escola com professores sobrando, mas estádio de futebol com cadeiras vazias, isso eu vejo todo o domingo. Vale a reflexão.

As semelhanças de Eike Batista e o Governo Dilma


Alguns dias após o modelo de negócios do empresário Eike Batista mostrar-se insuficiente para provar tudo o que ele prometeu comecei a pensar nas semelhanças que o dono das Empresas X possui com o atual Governo Federal.

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Eike Batista é o empresário mais mentiroso que esse país já viu. Nas últimas matérias publicadas sobre o tema ficou claro que faltou muita humildade nas expectativas que ele criava para o futuro das suas empresas, sem contar na falta de responsabilidade que o seu grupo demonstrou ao inundar o mercado financeiro com notícias sem fundamento/comprovação real (para não dizer falsas).

É claro que a imprensa e os próprios investidores tiveram uma parcela de culpa nessa história. Até alguns meses atrás Eike Batista era idolatrado e virou herói nacional, com capas de revistas e inúmeras pessoas acreditando no dinheiro fácil que suas empresas poderiam criar. Poucos eram realistas e viam as falhas do modelo. Um deles, meu amigo Renan, era um dos que diziam para os corretores: “Em empresa do Eike eu não invisto!”. Nessas horas eu fico imaginando o que o corretor pensava quando o Renan falava isso. Hoje eu gostaria de saber quanto dinheiro ele perdeu em nome dos seus clientes com as promissoras Empresas X.

Já o Governo Dilma é uma mistura de incompetência com mentiras e escândalos (que já vem de outros tempos). Não é de hoje que o Brasil precisa de Reformas importantes para que possa sustentar o crescimento que precisa, mas o tratamento que Brasília tem dado a essa questão é decepcionante. Para resumir: não avançamos nada em relação às Reformas Trabalhista, Tributária e Política que tanto precisamos.

No que diz respeito aos escândalos, não é de hoje que nosso país é a “terra prometida” da corrupção. Independentemente dos partidos, nosso país sempre mostrou sua face mais podre com golpes em todas as esferas de poder. No entanto, o tratamento que se tem dado é, no mínimo, discutível.

O que isso tem a ver com Eike Batista? Bem, parece que os dois tiveram aula com os mesmos “marqueteiros” no que diz respeito a como desvirtuar a realidade. Dilma anunciou um plano de investimentos em infra-estrutura há mais de um ano que nem sequer saiu do papel. A Reforma Política, tão aclamada pelos protestos, não é mais notícia e parece até que saiu da “Agenda Positiva”.

Ela e o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, vem a público todos os dias afirmar que o Brasil vai crescer e que a Inflação está sob controle, quando até o menos informado sabe que essa informação não tem fundamento. O Mercado não acredita mais em nenhum dos dois e os inúmeros fracassos em conter a alta do Dólar é uma prova disso.

Tanto o empresário Eike Batista quanto Dilma devem urgentemente entender que é preciso trabalhar muito para que os resultados possam acontecer. O tempo em que bastava ir para a TV anunciar algum projeto grandioso acabou. Agora chegou a hora de começar a cumprir as promessas.

O Mercado mostrou a Eike o que acontece quando não se cumpre as promessas. Será que a Sociedade vai reagir da mesma forma quando  o assunto é política?