E a crise é plana também


mundo_planoUm dos melhores livros que já li com certeza é “O Mundo é Plano”, de Thomas L. Friedman. A conseqüência da leitura foi uma profunda reflexão sobre como o processo de globalização está fazendo com que os países estejam cada vez mais interligados e como essas relações estão interferindo na vida das pessoas e das companhias.

O objetivo deste post não é resumir a obra, mas apenas chamar a atenção sobre como ela está relacionada à atual crise global. As premissas do livro defendem que o desenrolar da tecnologia proporcionou às empresas que trabalhassem em diversos pontos do globo sem que isso afetasse sua produtividade. Pelo contrário, a diversificação nos pontos geográficos trouxe vantagens quando reduziu custos e aumentou os lucros. O ganho tecnológico fez com que as cadeias de suprimentos das empresas sofressem um choque, passando a operar em redes cada vez maiores e mais confiáveis.

Essas mesmas redes, que trazem confiabilidade e rapidez para as transações, no entanto, atuam com a mesma intensidade num momento de crise. Desta forma, os problemas deixam de ser específicos de um país porque normalmente a sua cadeia de produção envolve inúmeros outras regiões, que sofrerão igualmente os estragos.

O pequeno esboço criado aqui apenas justifica a necessidade de os governos continuarem a tomar medidas conjuntas para enfrentar a crise. Se os Estados Unidos não estiverem em sintonia com a União Européia, por exemplo, nenhuma das ações terá efeito positivo. Todos os governos devem ter a plena convicção de que não arrumarão a casa sozinhos e só a soma de suas ações é que realmente trará algum resultado.

Anúncios