Comunicar


por Rafael Zanatta

Antigamente escreviam-se cartas quando se deseja enviar notícias para as pessoas. Daí veio o e-mail e acabou com a velha tradição, transformando em bits o que antes era expresso à mão.

Quando o e-mail ficou chato e as pessoas decidiram que era difícil demais escrever alguma coisa diretamente para alguém veio o Orkut, que fazia basicamente a mesma coisa. No entanto, a nova modalidade permitiu que a mensagem “pessoal” fosse vista, na verdade, por todo mundo. Essa característica permitiu que uma mensagem virasse fofoca, porque todo mundo no instante seguinte estava sabendo que a Luluzinha comprou um cachorro novo.

É claro que isso não duraria muito tempo e as pessoas, quando perceberam que havia fofoca demais, resolveram utilizar os testimonial’s. A partir de então existem dois tipos de mensagens: aquelas que são “só pra você” e aquelas que são pra você e “podem” ser para os outros também se eles quiserem.

Aí veio o Twitter. Agora sim nenhuma mensagem é pra ninguém. As pessoas seguem umas às outras, sabem o que elas estão fazendo, mas no fundo nem sabem quem elas são. Esse tipo de coisa só poderia acontecer num ambiente de encasulamento como o que estamos vivendo. O que será que vem depois?

Os poderes do Twitter


Eu avisei! No entanto, tem gente que não aprende…
por Rafael Zanatta

Ultimamente eu tenho visto uma galera comentando do tal funcionário da Cisco que perdeu o emprego porque escreveu no Twitter sobre o desgosto que ele tinha por trabalhar lá. A história rodou o mundo, tendo figurado na página principal do WordPress por um bom tempo, naquele tipo de aviso que diz: “Olha o que pode acontecer se você não tomar cuidado”.

mensagem do usuário enviado à rede Twitter

mensagem do usuário enviado à rede Twitter

Há alguns dias atrás eu publiquei um extenso artigo (clique aqui) sobre a delicada situação que a internet está começando a propiciar àqueles usuários que não tomam cuidado com as informações que publicam na internet. Saem por aí distribuindo fotos nas mais diversas situações e falando bem E MAL de tudo o que querem, sem perceber que não estão em uma roda de amigos em um lugar onde ninguém possa ouvi-los.

Não quero cair no mesmo discurso em dois posts diferentes, mas que o caso deste executivo seja um exemplo real do que pode ocorrer com as pessoas que não sabem distinguir o que pode ou não ser público. Há momentos nos quais é preferível não dizer nada e passar despercebido, ou alguém tem alguma dúvida que esse “user” vai ter grandes dificuldades em encontrar um emprego daqui pra frente?

Veja um dos posts que rolaram pela internet “malhando” o Sr. Burrice