Por que eu não gosto do Governo Lula…


Antigamente era mais comum, mas ultimamente não tenho discutido muito sobre política. A explicação mais óbvia para isso talvez seja um sentimento de “desprezo” pelo assunto, tendo em vista as tamanhas barbaridades que estão acontecendo ultimamente. No último Fórum da Liberdade, até Fernando Henrique Cardoso mostrou-se completamente esgotado com esse lixo que virou nosso cenário político nos últimos anos. Ao invés de discutirmos maneiras de alavancar o crescimento, constatamos dia após dia a farra a céu aberto que se tornou nossa sede do governo.

Talvez seja essa a razão que me faça detestar o Governo Lula.

As condições macroeconômicas que favoreceram nossa economia transformaram nosso país em uma estrela brilhante no cenário mundial. A classe C, D e E, que nunca tiveram condições de ter uma conta de luz em seu nome, agora possuem cartão de crédito e compram em 24 vezes sem o medo da inflação ou de perder repentinamente o seu emprego. As sementes dessa estabilidade econômica foram plantadas lá no passado e foram mantidas de maneira inteligente pelo atual Governo, mas isso não é justificativa para o que nossos representantes estão fazendo lá pelas bandas de Brasília.

Por que eu vou perder o meu tempo discutindo essas coisas se eles vão continuar roubando e criando instrumentos para se manter no poder?

Responder o que para uma pergunta como essa? Eu mesmo por diversas vezes evitei discussões que poderiam ser produtivas por aceitar a realidade de que os governantes estão no poder para eles mesmos, e não para quem os elegeu.

O PT então… “nunca antes na história desse país” se viu um Estado tão inflado, indo na contramão das novas práticas de gestão pública. Jamais vimos tanta roubalheira ser abafada por um Presidente que se esqueceu de onde veio e, principalmente, de que maneira se propôs a governar.

Vou utilizar as palavras de J.R Guzzo, colunista da Exame, quando ele afirma:

Seja em qual for o lado que o PT escolher, em qualquer questão, o cidadão pode estar certo de uma coisa: é o lado ERRADO

Foi assim no caso da Honduras, foi assim no caso da Venezuela, foi assim nas ridículas declarações de Lula quando mencionou a “burrice” dos cubanos que faziam greve de fome. No entanto, para coroar o Governo da Safadeza, era preciso fazer algo ainda maior. E fizeram.

Nem mesmo 1,6 milhões de assinaturas foram capazes de impedir os representantes de PT e PMDB de derrubar o projeto de lei que impedia políticos condenados a se reelegerem. Um projeto simples, que exigia apenas uma ficha limpa como qualquer outra que é exigida em um concurso público para aqueles que vão cuidar do nosso dinheiro e do futuro de nosso país. No entanto, nada é tão simples quanto parece…

Assim como em outras ocasiões, juntou-se a corja majoritária e se decidiu pelo regresso ao invés do progresso. Votou-se pela manutenção de instrumentos políticos que privilegiam os milhares de ladrões que estão soltos por aí ao invés de sinalizarem, em pleno ano eleitoral, que ainda vale a pena se interessar e discutir política. Infelizmente, do jeito que está, assim continuará.

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Managing expectations


A few days ago a friend of mine told me that he´s a little concerned about his professional situation. Eight months ago, he started working as a salesman in a construction products company, but he knows he´s not completely ready to this job, mainly because he is still lerning about the products, clients and the region where he´s working.

This situation results in a lot of work, but just a few coins in his pocket, and that is what makes my friend think about quiting his challenge.

“I know I am learning and I need to improve my experience to earn more money, but I don´t think I´ll be able to to do that… the situation needs to change”

Apparently, this is a normal problem that people who start a new project need to face: when the results don´t come we start to think that we are not able to do that job, forgetting that the success path is usually longer than we expect.

In this kind of situation it´s necessary a different kind of hability that allow us to manage the expectations and keep searching the goal. In this case especifically, my friend needs to understand that the money is not the only measure to evaluate his progress and, most important than that, he needs to cativate the clients who want to know who he is and if he is able to receive their confidence. This takes time…

Time is an enemy of expectations. We want everything now, without questioning if we deserve the prize which we are expecting, or, in other words, if we are able to say: “I am doing my job correctly and it´s time to receive the results of my efforts”. I think this is happening to my friend now: at this time he´s not able to say if he´s good or not in his job, because he is still leaving the seeds on the land, but he really would like to be receiving a good money which would allow him to say: “I´m doing my job properly”.

The only thing I could say to my friend at that time was to keep working hard and searching the goal. I tryed to help him to understand that he needs a target to chase. When he understand what he is looking for and what he needs to do to catch it, he will start to reach the success he is looking for.

23º Fórum da Liberdade – comentários gerais


Foi grande a minha satisfação por ter a oportunidade de participar do 23º Fórum da Liberdade, realizado em Porto Alegre nestes dias que se passaram. A importância do evento traduz-se na qualidade dos debates que foram realizados e o seu compromisso em discutir temas que realmente impactam a nossa vida, tais como as mudanças econômicas e políticas que estão acontecendo ao redor do mundo, o poder do Estado diante do capital privado, mas principalmente o papel que nós, a partir de agora, devemos assumir para que a sociedade tome de fato decisões inteligentes diante do seu futuro.

É impossível imaginar que a discussão de ideias é algo sem importância, porque o que se mostrou mais verdadeiro nesse Fórum é que o Liberalismo puro não existe. Na minha opinião, os Governos DEVEM ser preferencialmente Liberais e guiar suas decisões a partir desse conceito, mas há determinados fatores que não podem ser deixados nas mãos do mercado porque nem ele é capaz de lidar com a tamanha inescrupulosidade que domina o ser humano.

Desta forma, deve-se destacar as ideias que o Presidente do CADE, Arthur Badin, trouxe para discutir diante de uma plateia totalmente contrária à intervenção. No entanto, no auge da sua inteligência, Badin conseguiu demonstrar que é preciso mecanismos que evitem a formação de cartéis e que defendam o consumidor de abusos que possam ocorrer quando empresários sem escrúpulos desenham modelos de negócios que prejudicam a sociedade na qual atuam.

Na sequência dos debates, o empresário David Neeleman, presidente da Azul Linhas Aéreas, buscou passar uma mensagem clara: para que o Brasil possa trazer investimentos estrangeiros ele precisa adequar a sua legislação e melhorar a sua infra-estrutura. Caso contrário, vai continuar sendo um país no qual é tão difícil para um estrangeiro colocar os pés e implantar uma operação de sucesso. O empresário, que é um apaixonado por este país, deixou claro que o Brasil não oferece condições para investidores que desejam trazer o seu dinheiro, criar empregos e ajudar no desenvolvimento do país.

Já no último Painel, o discurso enfático de Jorge Gerdau ao defender uma gestão pública mais eficiente foi aclamado pela plateia que, assim como eu, está cansada de ver políticos realizarem uma gestão tão podre com o seu dinheiro. O que o empresário deixou claro é que o modo como os políticos estão governando nosso país está defasado e já não é suficiente para assegurar nosso crescimento.

O ex-presidente boliviano Jorge Quiroga, por sua vez, nos deu uma aula de história e desmistificou vários aspectos que nenhum petista gosta de admitir: o Brasil cresce em grande parte porque fez reformas importantes no período de Fernando Henrique, o primeiro Presidente brasileiro que entendeu que medidas liberais seriam (e de fato foram) a única maneira do nosso país desenvolver-se e ganhar competitividade internacional.

Por fim: o gênio Fernando Henrique Cardoso dividiu sua sabedoria nos 20 minutos de fala e nas questões respondidas durante o debate. No encerraramento do Fórum, FHC disparou a mais pura verdade: os jovens, e ele mesmo, não se interessam mais pela política porque ela deixou de ser debatida para virar página policial e motivo de manchetes sensacionalistas.

A mensagem que eu vou transmitir depois desta experiência é que o Liberalismo continua sendo o melhor modelo para os governos basearem as suas decisões. No entanto, não pode haver exageros em nenhum dos discursos. Além disso, cabe a cada um de nós prestar muita atenção no que está acontecendo na América Latina. Os regimes que estão surgindo representam uma ameaça incrível para a liberadade e a igualdade de oportunidades.

Em breve escrevo sobre cada palestrante individualmente. Abraços!