Uma creche para os PAIS


Uma matéria realmente interessante foi publicada na Revista Exame, intitulada “O Bê-á-Bá para Pais e Mães”. Nela, a revista mostra a importância que os pais tem no desenvolvimento dos seus filhos já nos primeiros anos de vida e lista uma série de países que vem investindo pesado nesses programas como forma de desenvolver as futuras gerações.

Ou seja, quando os pais “investem” o seu tempo brincando com os filhos eles estão criando as bases que a criança vai levar para o resto da vida. Coordenação Motora, Habilidade de Comunicação, Sociabilidade. Esses são alguns dos aspectos que, segundo os pesquisadores, podem ser incentivados desde o nascimento e fazem a diferença quando a criança.

relacao pai e filho 3É por isso que neste tipo de programa a atenção volta-se para os pais, e não apenas para as crianças. Isso porque ao chegar à creche/escola a criança já passou por uma série de situações e “ensinamentos” vindos dos pais e que, em alguns casos, podem influenciar no seu comportamento para o resto da vida.

Desta forma, os Governos estão instituindo programas que visam, literalmente, ensinar os Pais a terem uma influência mais positiva no aprendizado dos seus filhos. Dificilmente um programa como esse vai ajudar um pai a “amar mais o seu filho”, mas eles expressam a importância que brincadeiras e até a simples conversa possuem no desenvolvimento das habilidades físicas e mentais das crianças.

Acredito que esse é um dos caminhos para diminuirmos a desigualdade social, tão discutida nesses últimos dias. Não é uma maneira de curto prazo, como um Bolsa Família ou um Auxílio qualquer, mas é algo que realmente pode impactar a sociedade no longo prazo. Se tivermos crianças com habilidades elevadas entrando nas escolas elas terão mais oportunidades ao longo das suas vidas.

Já vemos isso acontecendo nas classes média/alta, onde os pais tentam incentivar as crianças desde cedo. Se conseguirmos convencer os pais das classes mais baixas que eles possuem total influência na vida de seus filhos desde os primeiros meses de vida, aí sim, conseguiremos lutar contra a desigualdade.