Precisamos de um ambiente empreendedor


Todas as vezes que escuto as pessoas falarem que nossa região precisa investir mais em setores ligados à tecnologia para que possamos gerar mais riquezas eu faço a mesma pergunta: o que a nossa região está fazendo para fomentar o “ambiente empreendedor”?

Faço essa pergunta porque novas empresas ligadas à tecnologia não surgem porque alguém simplesmente decide que isso vai acontecer. Para que uma região se torne uma exportadora de produtos e serviços ligados à tecnologia é necessário que ela respire esse assunto 24 horas por dia, 365 dias por ano. Isso significa que não são esforços específicos que trarão os resultados esperados, mas sim um conjunto de ações realizadas por toda a sociedade. Literalmente toda a sociedade.

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Temos que entender que para que seja possível o surgimento de novas start-ups é necessário toda uma cadeia que incentive o empreendedorismo, desde os indivíduos com as suas ideias passando pelos investidores que serão propensos ao risco de investir o seu dinheiro em um segmento que pode não se concretizar até os clientes, que muitas vezes são reticentes ou até preconceituosos com a ideia e postergam o sucesso de determinado produto por não compra-lo.

Essa breve explicação, no entanto, ainda é muito simples para descrever todos os fatores que influenciam o sucesso de uma cultura empreendedora em determinada região. Essa decisão em alguns casos pode até ser motivada por determinado setor, mas é necessário que toda a sociedade “compre a ideia” e abrace os riscos para um futuro promissor. Ou seja, as novas ideias precisam ser encaradas de maneira positiva e serem inclusive reforçadas para que possam ser melhoradas com o conhecimento de outros indivíduos que não necessariamente participam do empreendimento. A partir do momento que toda a sociedade está comprometida em desenvolver as capacidades da região será possível vivenciar, por exemplo, uma situação na qual o empresário da região divulgue um serviço prestado por uma empresa iniciante para o seu parceiro de outro estado. Ou então um consultor, ao ler uma entrevista de um empreendedor, pode entrar em contato não para prestar um serviço de maneira gratuita, mas sim informar sobre outras possibilidades que o jovem empresário possa estar deixando passar.

Esse tipo de movimento é fundamental para que a região possa criar negócios de alto impacto e que de fato tragam resultados. Estamos acostumados a pensar que as grandes ideias surgem nas garagens durante a madrugada ou então trancafiadas dentro de centros tecnológicos. No entanto, precisamos envolver toda a sociedade para que cada um possa dar a sua contribuição, seja financiando a nova ideia, mostrando novas perspectivas, testando o produto ou então comprando o mesmo na prateleira para demonstrar que ele é viável. Provavelmente grandes ideias se perderam no caminho porque os responsáveis não foram capazes de visualizar um caminho mais adequado para o seu negócio. Em uma sociedade que respira o empreendedorismo as chances de isso acontecer diminuem porque ao invés de invejar o (possível) sucesso do outro as pessoas se ajudam porque sabem que todos ganham quando uma nova empresa nasce e prospera.


Quer falar mais sobre isso? Entra em contato pelos comentários mesmo. Forte abraço.
Rafael Zanatta

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Construção Civil: Um olhar no Passado para vislumbrar o Futuro


Construcao CivilA construção deste texto é fruto da interpretação do momento econômico que vive a Construção Civil no Brasil, com especial atenção à região do Vale do Taquari, no interior do estado do Rio Grande do Sul. Isso significa que as explicações apresentadas não possuem um embasamento técnico ou números específicos, mas representam a visão do autor e de pessoas envolvidas ou entrevistadas a respeito da atual situação do mercado imobiliário da Região do Vale do Taquari, Rio Grande do Sul.


Índice

O texto a seguir vai tratar os seguintes assuntos:

1. Uma breve análise do que já passou

2.  Bolha nas Residências? Não

3.  Bolha no setor Comercial? Não, mas situação bem complicada

4.  Barganhas?

5.  Insegurança da Demanda

6.  Tempos de Ajuste

7.  Um olhar no futuro Continuar lendo

lá se foi o Florestal…


O fato já ocorre há alguns dias, mas pra quem não sabe finalmente o Lajeadense conseguiu vender o seu estádio e agora procura uma “nova casa” para morar. Ao que tudo indica, a ideia de reformar o antigo Estádio e deixá-lo próximo a sua comunidade não ganhou muita simpatia da Diretoria que agora vai correr pra construir um novo até 2011, ano do centernário do Clube.

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Estádio vai virar empreendimento imobiliário... já o time não se sabe ao certo

Eu já havia expressado um pouco da minha opinião a respeito num outro post, que até foi citado no blog de uma outra lajeadense que não gostou muito da ideia, mas agora o que era um plano virou realidade. Conversei com algumas pessoas e a opinião não é absoluta. Uns defendem o novo projeto, outros afirmam que não foi uma boa decisão.

Após pensar um pouco, elegi algumas constatações (não chegam nem a ser opiniões):

  • O dinheiro da venda do estádio não é suficiente para o projeto que estão prometendo;
  • O Lajeadense, depois de se mudar para a nova casa, vai ter que manter uma sequência muito boa de vitórias para tentar fazer a população ir até os cafundó para assisti-lo. Atualmente ele joga no MEIO DA CIDADE e não consegue atrair mais do que 500 pessoas por jogo;
  • Caso não monte boas equipes e dispute as primeiras colocações, o clube ficará abandonado, só que desta vez escondido no meio do nada. Com o local onde pretendem construí-lo, não me espantaria ver notícias no jornal dos assaltos que o clube vá sofrer;

Dito isso, quero dizer que eu realmente espero estar enganado!

Espero que o novo projeto revigore uma parte esquecida e atraia investimentos para aquela parte da cidade. Torço para que o Clube retome a expressão que já pussuiu ganhando títulos, especialmente a da 1ª Divisão do Gauchão, quem sabe até beliscar a Série C do Brasileiro.

Espero que esse projeto não seja apenas para inserir nomes na Pedra Fundamental… a última coisa que Lajeado precisa é mais gente querendo cortar fitas em projetos de resultado pouco palpável.

Lajeadense aprova venda do Estádio Florestal


terreno localizado no bairro Florestal deve ser vendido

terreno localizado no bairro Florestal deve ser vendido

A venda do Estádio Florestal vem sendo discutida amplamente na cidade de Lajeado nos últimos meses. As possíveis propostas que o presidente Nilson Giovanela afirmou ter recebido realmente fazem pensar sobre a possibilidade de vender a área para construir um novo estádio mais distante dali (com uma infra-estrutura bem mais privilegiada). No entanto, o meu ponto de vista reside na ideia de que o projeto que eles estão apresentando para a população não chegará nem na metade com os 4,5 6 milhões que eles esperam receber pela venda do terreno atual.

Dito isso, informo que foi por telefone que eu recebi a notícia do Sivinski, conselheiro do E. C. Lajeadense,  que a venda do Estádio Florestal foi aprovada na reunião de segunda-feira (73 votos a favor, 3 contra). A partir de agora deverão ser analisadas as propostas.

Eu já expressei o que penso em outras ocasiões. A minha principal preocupação é que esta obra se torne um “objeto inacabado e escondio” dos lajeadenses. Isso porque o novo terreno será distante do centro da cidade (exigindo da população que se locomova de carro até o local) e porque exigirá uma coordenação muito grande de esforços para que mais recursos possam ser levantados para a sua completa finalização.

No entanto, acho que estes desafios são possíveis de serem transpostos se o Clube e o Poder Público abraçarem a causa de modo profissional. Em Lajeado é fácil citar casos onde obras foram superfaturadas e essa não será diferente se não houver ferramentas que coibam esta prática. Se o projeto realizado expressar credibilidade a população vai ajudar. Se não, a obra vai virar um elefante branco, ou então um Parque dos Dick, que já existe há 16 anos e ainda não está pronto.

Minha opinião: que tal realizar uma prestação de contas mensal do Projeto e expressar no papel os gastos? Aí sim eu começo a acreditar que isso pode dar certo!

Política é para quem entende


por Rafael Zanatta

Uma das maiores vitórias que a cidade de Lajeado teve na última eleição municipal foi a vitória do agora vereador Ito Lanius.

Ito Lanius (D) - Compromisso assumido

Ito Lanius (D) - Compromisso assumido

Este personagem, conhecido como um exemplo de empresário e uma liderança dentro da sociedade vem contrapor a realidade que tomou conta do legislativo lajeadense, marcado por profundas evidências de corrupção e, mais do que tudo, falta de habilidade para lidar com as questões que a cidade necessita.

Eu, particularmente, conheço Ito Lanius desde a época que ele se tornou presidente da ACIL (Associação Comercial e Industrial de Lajeado) na qual eu tive a oportunidade de ser um dos diretores de sua gestão. Mesmo sendo jovem e talvez com uma capacidade de discernimento não tão apurada quanto agora, já percebia que Ito Lanius era mais do que um líder empresarial. Ele possuía preocupações que ultrapassavam a esfera empresarial e que agora, finalmente, serão apreciadas no âmbito da sociedade como um todo.

Uma das questões que o vereador vem debatendo nas últimas semanas é a falta de agilidade para a concessão de alvarás. Essa é uma realidade brasileira, mas criar o debate a respeito disso e propor alternativas (Alvará Expresso) é o que fará uma cidade ser referência ou não. A burocracia brasileira deve ser combatida em todas as esferas, mas é dever dos municípios fazer a lição de casa porque a gente sabe: mudar as coisas lá em Brasília normalmente é demorado!

Parabéns Vereador! Espero que a sua postura seja um exemplo para os demais!