Ter a mentalidade de uma empresa de Mídia (artigo traduzido)


social-mediaComo eu já comentei em outras ocasiões eu gosto do discurso do norte-americano Gary Vaynerchuk. No último texto que eu li de sua autoria encontrei ideias interessantes que gostaria de compartilhar com todos. Desta forma, dei-me o trabalho de traduzir o texto para que todos possam conhecer um pouco das ideias do Gary.

IMPORTANTE: O artigo abaixo foi traduzido e não é de minha autoria. O texto original se encontra AQUI

Este é um assunto que eu tenho pensado a respeito por um bom tempo. É a razão de eu ser um sucesso. E a verdade é que não há razão para não agir como uma empresa de mídia na atual era digital.

Nunca as marcas e consumidores tiveram a capacidade de criar e consumir conteúdo em escala. Por causa dos Smartphones, da Internet e das mídias sociais qualquer um pode produzir e distribuir conteúdo. Há apenas 15 anos, se você quisesse criar um comercial e promover a sua marca você teria que gastar centenas de milhares de dólares em mídia e marketing. Hoje, você pode literalmente usar o seu smartphone para gravar um clipe de 2 minutos e anunciá-lo no Facebook. O custo de entrada caiu vertiginosamente.

Para mim é tudo relacionado a participação. Usuários são agnósticos sobre onde eles consomem a sua história. Mas se você se concentrar em conteúdo e tentar construir uma marca você vai vencer.

E é por isso que eu penso que esse post é tão estratégico. Pensar como uma empresa de mídia implica em duas coisas: Conteúdo e Distribuição

Não existe desculpa para você não estar criando conteúdo em torno da sua marca, seu produto, seu serviço ou seu negócio. Se você não tem nada a dizer, documente o que você está fazendo. Este é o conselho que eu passo para minha comunidade. Crie um podcast, comece um blog, faça um programa de Perguntas e Respostas. Tudo isso funciona.

Mostre-me o seu dia a dia, entreviste funcionários, entreviste a sua mãe. Faça uma selfie no Instagram. Escreva três frases sobre o que é novidade na sua indústria. Compartilhe postagens de outras pessoas. Tudo o que você precisa fazer é começar.

Se você está pensando como uma empresa de mídia e/ou editor você vai começar priorizando a marca. E não me entenda errado, nenhuma quantidade de dinheiro será capaz de fazer você vender um produto ruim. Mas a marca é tudo se você está tentando criar um negócio de valor.

O triste é que nós crescemos num mundo no qual nos últimos 70 anos todos os negócios eram criados com mídia tradicional com o único objetivo de vender. E a razão disso é que as empresas tinham apenas um “gancho de direita”. Custava muito criar um comercial. Custava muito fazer um letreiro. Custava muito criar um comercial de rádio.

Mas agora na era digital você pode produzir muito conteúdo. Você tem acesso a uma multidão enquanto consegue manter a qualidade.

Esta oportunidade sozinha tem criado uma forma completamente diferente de ativar consumidores. Ao invés de tentar vender, agora você pode se dar ao luxo de criar conteúdo de entretenimento e útil focado numa possibilidade de venda de longo prazo. Esta é a diferença de construir uma marca versus focar em vendas.

Esta é a chave. Não é preciso vender.

O conteúdo que você cria não precisa estar relacionado ao seu produto. Você pode postar os seus artigos favoritos dizendo “Estes são alguns artigos que você precisa ler˜. Você pode postar a respeito do clima, das notícias, dos seus usuários ou mesmo sobre você! Enquanto você estiver focado em trazer valor para o seu consumidor você estará construindo reputação e relacionamento.

Por exemplo: uma oficina falando sobre o jogo dos Yankees num post do Facebook não vai confundir os seus consumidores fazendo-os pensar que eles vendem bolas de baseball. Mas esse mesmo post pode se conectar com torcedores fanáticos do time e fazer com que eles queiram usar os serviços da empresa. Isso cria um relevante conteúdo que humaniza a marca e cria relacionamento. Portanto, nem todas as palavras que saem da empresa precisam ser do tipo “50% de desconto nos serviços˜.

E por fim, isso proporciona uma maneira simples para qualquer um, em qualquer lugar, criar conteúdo de forma orgânica para o seu produto, serviço, negócio ou marca.

Mas esse também é o ponto onde a maioria das pessoas subestimam a distribuição. Conteúdo nem sempre é suficiente. Qualquer um pode criar alguma coisa interessante, mas se ninguém enxergar, isso se torna irrelevante.

Quando se fala em distribuição existem somente 2 maneiras: Entendendo o sistema ou comprando anúncios.

Comprar anúncios é simples. Coloque 100 dólares no seu conteúdo do Facebook, Instagram, Snapchat ou Google e você alcançará pessoas. No entanto, não existe garantia que as pessoas irão seguir ou comprar o seu produto, mas é 100% garantido que as pessoas irão ver o seu anúncio.

Você pode focar uma audiência específica por idade, localização, gostos e muito mais. As possibilidades são praticamente infinitas. No Facebook, por exemplo, você pode literalmente colocar o endereço do seu negócio, delimitar um raio ao redor dele e todo mundo do código postal XXX verá o seu anúncio no feed de notícias. Simples assim.

A primeira, no entanto, é mais difícil e trata-se de entender o sistema. Muitos de vocês não sabem o que isso significa, mas deixe-me explicar.

Dissecar e entender o que é realmente relevante em uma cultura é um talento único que cria uma tremenda oportunidade.

Como você consegue atrair a ATENÇÃO do CONSUMIDOR? Quem no seu espaço é relevante e potencialmente interessado em promover a sua marca. Como você pode nutrir essa relação para ajudar o seu negócio a se desenvolver?

O conselho que eu posso oferecer é “explore os influenciadores”.

Envie uma mensagem direta para qualquer pessoa que tenha mais de 500 seguidores na sua área e tente prover valor para ele.

Se você é um restaurante ofereça comida. Se você é uma startup do ramo de vestuário ofereça uma camiseta. Se você é uma oficina ofereça uma revisão grátis.

Se conecte, colabore e crie valor. Em retorno eles podem promover a sua marca, trazendo visibilidade para o seu produto, serviço ou negócio.

Um comentário de um influenciador pode ser tão valioso quanto o dinheiro que você investiu em publicidade. É tudo relacionado a distribuição.

O problema é que isso é bem mais difícil de fazer. Nenhum influenciador vai falar sobre o seu produto de graça a menos que ele seja muito bom. Tudo está relacionado a prover valor. Essas são as ferramentas e táticas que podem ajudar. É a oportunidade número 1 desta geração e eu penso que todos vocês deveriam estar fazendo isso.

Se você não começar a pensar como uma empresa de mídia e priorizar a sua marca com conteúdo relevante você vai perder. Esta é a maneira que o mundo funciona e onde a atenção está. Conteúdo é o custo de entrada. Se você está iniciando um novo projeto e espera que outras pessoas o conheçam esse artigo é para você.

Boa sorte! Gary Vaynerchuk


IMPORTANTE: O artigo acima foi traduzido e não é de minha autoria. O texto original se encontra AQUI

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A segurança de nossas informações


Você já percebeu quantos logins e senhas possui na internet? Todos eles possuem uma característica em comum: suas informações. Qual o cuidado que você tem dado a elas?
por Rafael Zanatta

mais cuidado daqui pra frente!

mais cuidado daqui pra frente!

A edição 71 da revista HSM Management (nov/dez 2008) trouxe uma matéria muito interessante sobre os riscos que corremos ao transmitir nossas informações pessoais em sites de relacionamento ou blogs. O fato é que, nos últimos anos, foram criadas milhares de oportunidades on-line para que pessoas de todos os cantos do mundo pudessem interagir em ambientes nos quais podem desenvolver relacionamentos e expressar suas opiniões a respeito do que lhe convir. Exemplos desse tipo de interação ocorrem em redes sociais (como o Orkut ou Facebook) ou mesmo em blogs, que permitem ao usuário escrever sobre qualquer tipo de coisa, desde como foi o seu dia até a sua opinião sobre o filme que assistiu ou o novo celular que comprou. Essas transformações trouxeram, sem dúvida nenhuma, uma nova identidade para a internet e foram as principais causas de seu crescimento exponencial. No entanto, existe um risco embutido em cada uma destas ferramentas que até hoje vem sendo ignorado por usuários.

O que alguns começam a pensar agora é como estas informações pessoais podem ser utilizadas pelas empresas, tanto para o bem quanto para o mal. Informar dados como número de CPF ou carteira de identidade é um processo seguro ou neste caso podemos estar diante de um perigo iminente, sem saber quem realmente poderá ter acesso a todo esse tipo de informação.

Ninguém sabe até que ponto nossas informações podem ser utilizadas por terceiros. Em alguns casos, podem servir para nos oferecer produtos novos de acordo com nossas características pessoais, mas a minha principal preocupação é que, ao despejar na web nossos dados, perdemos o controle sobre eles. De que forma, portanto, deveríamos agir em situações como essa?

Eu, particularmente, nunca fui daqueles que informam tudo o que é pedido em formulários on-line. No orkut, por exemplo, deixo apenas algumas informações gerais que me identifiquem, mas nada de endereço, telefone ou fotos que possam me prejudicar de alguma forma e no blog, conforme vocês podem perceber, não há grandes descrições. No entanto, este tipo de atitude não é muito comum entre usuários comuns.

Esta é uma das principais preocupações, visto que, por ser um fato recente, não existe um consenso a respeito do que pode e não pode. Nem pais, nem professores e muito menos os usuários sabem distinguir o que é interessante ser mostrado ou não. Além disso, não se tem conhecimento de como tantos profiles e blogs serão mantidos no futuro por seus usuários. Isso levanta outro questionamento: existe alguma ferramenta, por parte dos provedores dos serviços, de inutilizar perfis que estejam inativos por determinado período? Essa seria uma medida no mínimo paliativa para que no futuro um pai de família não tenha problemas com seu perfil esquecido que possui fotos constrangedoras para uma pessoa naquela situação.