O tal do Sucesso


É inegável que algumas coisas acontecem sem uma explicação racional. Existem momentos que você olha pra trás e pensa: “se aquela pessoa tivesse parado pra amarrar o cadarço talvez isso não estaria acontecendo”.

Eis uma pequena história:

Certa vez dois dirigentes de um clube de futebol português vieram ao Brasil em busca por novos jogadores para o seu time. Ao chegarem no Brasil, os dois pegaram um táxi para o hotel e repararam que o motorista vestia a camisa do Corinthians e de imediato perguntaram para o motorista se havia algum jogo na cidade naquele dia. Havia. O Corinthians jogava naquela noite contra um time do interior que fez uma baita partida e despertou o interesse dos dirigentes que decidiram olhar os próximos jogos daquela equipe e observar mais de perto os jogadores. Ao final de 2 semanas os dirigentes levavam para Portugal 4 jogadores daquele clube pequeno, mas que havia feito uma partida histórica contra o poderoso Corinthians naquela primeira noite.

Não é questão de acreditar (ou não) que existe um plano para o nosso futuro, mas sim de aceitar que em determinados momentos as coisas acontecem por uma combinação de fatores que em qualquer outra situação não funcionaria. Nesses casos, ao contrário da matemática, a ordem dos fatores altera o produto. O ponto fundamental nessa questão toda não é se as “situações do acaso” estão acontecendo, mas sim se você está preparado para elas.

A história teria sido completamente diferente se o motorista do táxi fosse, por exemplo, palmeirense. Ele não teria indicado o jogo do Corinthians e provavelmente aqueles 4 jogadores que foram chamados para jogar na equipe portuguesa não teriam sido nem observados.

A vida tem disso. Todos nós já passamos por momentos nos quais um mix de fatores nos colocaram em uma situação agradável e isso fez toda a diferença. No entanto, provavelmente tantas outras situações já passaram pela nossa frente e não estávamos preparados para aproveitá-las.

Aqueles 4 jogadores até tiveram a sorte de o motorista corintiano indicar o jogo deles naquela noite, mas se eles não estivessem “na ponta dos cascos” e tivessem feito um belo jogo eles não teriam chamado a atenção de ninguém. O cavalo passa encilhado poucas vezes e quando ele passar você precisa estar preparado.

Não interessa em qual empresa ou setor de mercado você trabalha. As oportunidades aparecem para todos, mas normalmente só quem está preparado tem a capacidade de percebê-las. Para quem deseja trilhar o caminho do sucesso “todo dia é dia”! O “campo” de quem busca o sucesso tem bem menos competidores, mas pra chegar lá tem que ter suor, tem que ter dedicação, tem que ter paixão para fazer cada dia melhor.

E aí?

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Ah, a pesquisa de marketing


Em tempos de big data, redes sociais e novas tecnologias alguns tendem a ter a impressão que as “pesquisas” desenvolvidas pelas empresas para entender seus mercados e consumidores ficaram para trás. Engana-se, porém, quem pensa que um focus group realizando uma análise qualitativa seguido de uma correta análise quantitativa perdeu o seu valor.

Fato é que os últimos tempos tem se mostrado bem complicados para quem precisa estudar o consumo e a dinâmica das empresas com seus clientes. Os relacionamentos efêmeros trouxeram desafios para as companhias que querem conquistar e reter seus clientes, principalmente porque na maioria das vezes a ameaça que vai roubar uma fatia considerável do seu marketing share provavelmente nem existe ainda, mas com certeza virá.

Cabe às empresas, portanto, redobrar ainda mais a atenção quanto aos métodos que elas utilizam para escutar suas audiências e analisar seus concorrentes e os movimentos do ambiente na qual elas estão inseridas. Em tempos de Uber e de Airbnb a lição é muito clara: a sua empresa não vai sofrer só com um possível concorrente que faz melhor que você. Ela vai sofrer com um concorrente que faz diferente de você e que traz um novo olhar para o negócio que até então parecia impossível ou inviável descer feito.

Por fim, cabe dizer que a pesquisa não precisa ser cara pra ser boa. A melhor pesquisa para a sua empresa é aquela que você tem condições de pagar e que traga condições para os gestores avaliarem, sem vieses, o que está acontecendo ao seu redor.

Durma tranquilo!


Não há vitória sem trabalho, mas é bom saber também que às vezes, por mais duro que você trabalhe, a vitória pode não chegar…

Essa frase pode parecer dura, mas não deixa de ser verdade. Quantas vezes você dispendeu uma grande quantidade de energia em um projeto, envolvendo-se de forma verdadeira, mas que acabou não trazendo os resultados que você desejava?

No entanto, nessa hora eu sou obrigado a perguntar: por não ter chegado na vitória todo o seu esforço foi em vão? Você não aprendeu lições valiosas que poderão fazer a diferença para encarar os próximos desafios?

Para aprofundar um pouco mais o assunto recorro ao famoso treinador americano de basquete, John Wooden, que em seu livro comenta que já criticou jogadores que ganharam a partida e, da mesma forma, aplaudiu seus jogadores em momentos de derrota. Para ele, o que define se merecem ser criticados ou aplaudidos não é o RESULTADO do jogo em si, mas a iniciativa que eles possuem para colocar toda a sua energia e o seu talento a favor da equipe e do resultado que ela deseja alcançar.

Ou seja, ganhar ou perder torna-se secundário em uma realidade onde o que importa é os “100% de entrega” que o treinador exige de cada um da sua equipe.

A frase “Durma tranquilo” vem daí. O adversário pode ser difícil de ser batido ou o mercado pode estar ruim pra negócio, mas uma pergunta JAMAIS pode ter um “não” como resposta:

No dia de hoje eu coloquei toda a minha energia e utilizei todo o meu talento para chegar à vitória?

Isso vale para um time de futebol, uma equipe de trabalho ou até mesmo para um profissional liberal. A certeza que deve imperar, no entanto, é que o resultado alcançado é fruto do pleno envolvimento que tivemos com os nossos desafios para, aí sim, sermos merecedores do aplauso que o treinador Wooden mencionou.

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PS: a fórmula do sucesso do treinador Wooden é a seguinte:

Trabalho + Talento = SUCESSO

Não por acaso a palavra “trabalho” vem antes do talento. Assim como o treinador, prefiro pessoas dispostas a dar o seu máximo todos os dias do que “talentos” preguiçosos que não sabem utilizar todas as suas potencialidades. (mas isso já é assunto para outro post…)

 

A virtude para perdurar o sucesso


O segundo post que trago relacionado ao livro de Maquiavel busca relacionar como a virtude pode fazer com que o trabalho seja recompensado.

“Aqueles que, como os que mencionei, fazem-se príncipes mercê da suas virtudes conquistam com dificuldade os seus principados, mas com facilidade os podem conservar”

sucessoO que de fato devemos perceber é que a facilidade em se chegar a uma posição pode, muitas vezes, ser um impedimento para que o sucesso possa ser alcançado. Maquiavel falava de príncipes que chegavam ao poder através da hereditariedade e assim ocorre no Brasil, principalmente no interior do RS. É incrível perceber como as empresas familiares dominam o mercado e crescer nelas, infelizmente, é sempre muito difícil porque sempre existe a barreira do “filho que vai virar dono”. Desta forma, temos o desmerecimento do trabalho por parte dos colaboradores, que mais cedo ou mais tarde percebem que os seus esforços serão quase que em vão, tendo em vista que o posto almejado possivelmente já possui dono.

As pessoas, por conseqüência desta interpretação, buscam locais para trabalhar onde é possível crescer, mesmo que esse crescimento não seja da noite para o dia. Trabalhadores perspicazes entendem que o trabalho traz resultados no longo prazo e que a continuidade do empenho faz com que eles, ao alcançar o posto pretendido, tenham naturalidade para tratar das questões e perdurar o seu sucesso.

É com essa ideia que eu busquei interpretar o trecho. Não se deve valorizar com tamanha entonação o sucesso que veio da sorte de uma jogada bem sucedida. Devemos ter clara a idéia de que tantas empresas são precocemente enterradas porque esperam que a sorte seja a guia do seu sucesso. Por outro lado, empresários que percebem que um caminho um pouco mais longo e baseado em cuidados permanentes terão o sucesso de suas empreitadas, porque entenderam que mais do que uma boa idéia ou um pai dando-lhe abrigo, é preciso ter competência para que o sucesso do passado possa ser transformado em alicerces para o futuro.