Reclamação X Insatisfação


É incrível como o tipo de reação das pessoas diante das dificuldades determina “como” e “quanto tempo” será necessário para transpô-las. Há alguns dias estava conversando com um amigo que se dizia profundamente chateado com algumas situações que estavam acontecendo e que, por esse motivo, “ele se achava no direito de reclamar”.

Com toda a delicadeza, como se pisasse em ovos, fui obrigado a discordar dos argumentos que ele apresentava e aos poucos, percebendo que ele estava me dando atenção, tentei mostrar os problemas que ele enfrentava sob uma outra perspectiva…

Começou mais ou menos assim:

“Fulano, eu até acho que tu tenha razão em estar INSATISFEITO com a situação que está se apresentando, mas se você ficar só RECLAMANDO não vai chegar a lugar nenhum!”.

O papo continuou e fui expondo a maneira como enxergava esses acontecimentos, tentando passar a mensagem de que não bastava ele ficar chateado com a situação e espalhar aos 4 ventos que não concordava com a maneira como as coisas estavam sendo feitas.

Bem pelo contrário.

Não somos obrigados a aceitar ou concordar com tudo que nos passam, mas quando isso acontece não basta sair reclamando. O que precisa ser feito é desenvolver o sentimento de Insatisfação.

Insatisfação, como falei pra ele, é uma combinação de “reclamação” com “atitude”. É perceber que algum ponto não está condizente e trazer argumentos para tentar corrigi-lo, mostrando com fatos e dados que aquela maneira de pensar pode estar equivocada.

O bom nesse processo é que, em alguns casos, você vai perceber que aquele bicho de sete cabeças sobre o qual você estava prestes a começar a reclamar nem é tão feio assim e, em outras oportunidades, vai conseguir negociar com o seu superior o que está em desacordo.

Por isso, quando acontecer algo desse tipo tente pensar com essa lógica e depois me diga como foi… isso aqui pode ser uma tremenda bobagem e por isso quero saber se posso deixar postado ou devo deletar. 🙂

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ps: frase de um funcionário: “Falar do difícil é tão fácil, que o difícil fica parecendo ridículo”. Acho que se aplica a esse post.

O melhor Fórum para a Discussão


É incrível como a emoção pode alternar quem era vilão para mocinho (e vice versa). Nos últimos dias tenho presenciado situações nas quais, guiadas puramente pelas emoções, as pessoas perdem os argumentos que até então lhes favoreciam e passam “para o outro lado” a razão da discussão.

Ou seja, de vítimas de uma situação mal interpretada elas acabam se enchendo de razão e partindo para o ataque, quando na verdade deveriam retroceder e conduzir as coisas de outra forma, deixando claro como as coisas são e como elas deveriam ser.

Acredito que este tipo de atitude é uma daquelas que mais prejudica um profissional. Nada pode ser discutido no calor das emoções porque os argumentos que lhe favorecem acabam se tornando irrelevantes perto do que representam as atitudes daquele que se julga injustiçado. Desta forma, por mais que possa ter razão a pessoa não consegue dar credibilidade aos argumentos e acaba perdendo ótimas oportunidades para sair ainda mais forte de um momento ruim.

É por isso que eu digo: situações difíceis devem ser discutidas com calma, bons argumentos e principalmente em particular com o líder da equipe.

Não adianta fazer um “show” diante de todos os colegas, demonstrando publicamente a sua indignação com o momento. Esse tipo de atitude vai jogar todos contra você e, no final das contas, só haverá um prejudicado.

A verdade, que poderia ter sido exposta de uma forma clara e com bons argumentos, permanecerá escondida por uma triste decisão entre qual tipo de discussão deveria ter sido escolhido.