Os conflitos na Faixa de Gaza


Corro o risco de cair na mesmice e atirar mais lenha na discussão que envolve o conflito entre Israel e o Hamas, mas não posso abster-me de, pelo menos, colocar na mesa alguns argumentos que as pessoas não estão percebendo na hora de eleger os seus mocinhos. A mídia internacional parece sensibilizada pelas “atrocidades” que Israel vem cometendo contra o pobre povo palestino. Denominam os ataques como desumanos, um massacre e já vi até quem proclamasse o episódio como um holocausto.

Calma aí!

Israel está ilhado em meio a países que não o consideram como um Estado. Mesmo após 60 anos, quando o país foi denominado como tal, os países vizinhos e os palestinos consideram Israel como uma nação a ser extinta. Por essa razão doutrinam seus filhos a lutar por uma causa baseada puramente em crenças religiosas. Por essa razão aceitam que um regime terrorista abrigue armas e equipamentos de guerra no subterrâneo de escolas, igrejas e hospitais.

Interessante é que os inúmeros protestos que ocorrem no mundo inteiro estampam crianças palestinas mortas pela guerra. As crianças israelenses que vivem num cotidiano de medo criado pelos foguetes lançados pelo Hamas foram completamente esquecidas, enquanto que as crianças palestinas, colocadas pelo seu próprio país no alvo do inimigo são vítimas de um fundamentalismo burro, que subjuga valores como a democracia em prol de ditaduras.

Quem é o mocinho nessa história? Israel, que busca desarmar seus inimigos? Ou o Hamas, que conseguiu chamar a atenção e surpreendentemente posar como o coitadinho da história?

Para mim toda guerra é um erro. É uma ferramenta ultrapassada, mas que infelizmente ainda é utilizada quando o diálogo não ocorre de forma correta. Não vislumbro uma saída sem perdas para esta situação sem a completa dissolução do Hamas e a consequente instauração de um regime democrático na região.

Assim como não aceitamos guerras em pelo século XXI não deveríamos aceitar regimes ditatoriais que colocam os desejos individuais em segundo plano. Acredite no que quiser, louve quem bem entender. Pode ser o Alcorão ou o novo disco do 50 Cent, desde que os limites da liberdade de cada um sejam respeitados.