Palestra: Caçadores de Bons Exemplos


Em um Brasil onde se vê tanta coisa errada, ver uma experiência como a do Casal Iara e Eduardo, os famosos “Caçadores de Bons Exemplos”, faz a gente perceber que ainda estamos fazendo muito pouco para mudar a realidade na qual estamos inseridos. É uma daquelas palestras que você sai com a pulga atrás da orelha ao se questionar se o que a gente está fazendo pela nossa comunidade é suficiente para ajudá-la a se desenvolver.

2016-03-21 20.06.33O casal, que em 2011 resolveu vender tudo que tinha para viajar pelo Brasil em busca de bons exemplos, acabou virando fonte de admiração por onde quer que passasse, tornando-se inclusive fonte de motivação para os anônimos Brasil afora que tocam seus projetos sociais em uma luta diária para que eles possam dar certo.

Veja a matéria que o Fantástico fez com eles: Caçadores de Bons Exemplos – Fantástico

Ao final da viagem, que foi de Janeiro de 2011 a Dezembro de 2015, o casal percorreu 225.000 quilômetros Brasil afora, documentando 1.150 projetos que fazem a diferença na vida de milhares de brasileiros.

Meu objetivo não é falar da viagem em si, porque isso você pode pesquisar no site que eles mantêm com todas as informações. O que eu quero chamar a atenção é sobre a mensagem que esse casal quer nos passar.

Para que possamos mudar o Brasil vai levar bastante tempo e provavelmente será necessário muito, mas muito trabalho. No entanto, se cada um de começar fazendo a sua parte, por menor que ela seja, podemos caminhar em direção a uma realidade que hoje parece um sonho.

É obvio que pessoas como o casal são exemplos raros de altruísmo e que não vemos todos os dias. Como eles bem colocaram, toda essa jornada faz com que eles não possam mais voltar atrás e ser um casal “normal”, com emprego e casa própria. Essas pessoas nasceram para fazer e divulgar o bem que existe nas pessoas por onde elas passam e provavelmente farão isso até o final de suas vidas.

No entanto, no momento que eles vão embora da nossa cidade a mensagem deles precisa permanecer por aqui. Temos que entender que a mudança da nossa realidade parte das atitudes que tomamos como indivíduos. Ao final, o resultado será o somatório de nossas ações, tanto para o bem quanto para o mal.

Acredite que o seu apoio pode fazer a diferença na vida das pessoas e da sociedade como um todo. Se você “não tem tempo”, valorize e motive aquelas pessoas que resolveram tornar a ajuda ao próximo o seu lema de vida. O que importa é que os bons projetos tenham o apoio necessário para permanecerem de pé e evoluirem.

No final das contas estamos todos conectados como seres humanos e o desenvolvimento da sociedade trás benefícios para todos nós. Desta forma, nada mais justo que cada um inspire e propague bons exemplos no nosso dia a dia.

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A Palestra foi promovida pela JCI Lajeado, no Auditório 7 da Univates.

 

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A mudança política que precisamos


Estamos atravessando um período na política brasileira onde a corrupção mostrou sua cara e, pior do que isso, as consequências que o seu uso tem na situação financeira dos governos. O conhecimento popular remete à ideia de que sempre houve corrupção e que o Brasil, na sua infeliz essência, é uma país genuinamente corrupto onde os políticos (na sua grande maioria) visualizam benefícios próprios ao invés dos benefícios que eles deveriam promover para a sociedade enquanto estão no poder.

corrupcao-300x238Jargões do tipo “rouba, mas faz” se popularizaram nas conversas informais até que chegamos ao estágio atual no qual se rouba muito, mas não se faz nada. Nossas cidades cresceram e as migalhas que os governos distribuíam não são mais suficientes para abrandar os sintomas da vida caótica a qual estamos sujeitos. O crescimento populacional aliado às más condições dadas à população criou um cenário preocupante, onde os cidadãos não possuem acesso à Saúde, Educação e Segurança, objetivo de todo e qualquer Governo que se diz a favor de sua população.

Era óbvio que chegaríamos nessa situação, só não sabíamos quanto tempo a máquina pública aguentaria tamanho despropósito com a sua gestão. As cidades estão “doentes” e a culpa é dos seus gestores, que não utilizam economia básica para gerir as suas contas ou, o que torna ainda mais inaceitável, gerenciam os municípios em favor das suas coligações e empresas patrocinadoras de campanha eleitoral.

Precisamos, de uma vez por todas, cortar os laços com toda e qualquer agremiação política que não entendeu que o Brasil precisa de um choque de gestão drástico, que passa por uma reflexão profunda sobre os valores e princípios que devem ser seguidos ao administrar nossas cidades. Precisamos entender que são os governos que estão a mercê da sua população, e não o contrário. Nossos representantes estão em cargos eletivos porque depositamos nossa fé no seu trabalho, esperando em troca condições de vida que nos façam andar pra frente. Não podemos lavar as mãos e achar que está tudo bem porque não está. Nossos governantes precisam entender que a sociedade precisa de pessoas que pensam nela de forma conjunta, e não em favor de objetivos pessoais.

Este texto foi originalmente publicado no Jornal A Hora

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O Estado que arrecada muito e gasta MAL


Nos últimos tempos começamos a discutir, ainda que de forma tímida, o peso que o Estado exerce em nossas vidas e quanto o custo disso nos atrapalha. De modo contrário àqueles que defendem que o Estado deve intervir em todas as esferas da sociedade, os corajosos que discutem a diminuição do Estado na vida das pessoas fizeram as contas e perceberam que o Governo não tem a capacidade que ele julga ter para ajudá-las, mas sim, um profundo desejo de interferir e ATRAPALHAR todos os aspectos da sua vida.

grande-i_conse_intro_5Para que ele consiga atingir esse objetivo ele nos cobra de forma incansável, de todas as maneiras que ele consegue imaginar.

A verdade é que o Estado tem uma criatividade incrível quando se trata em arrecadar. Ele se intromete em tantos aspectos da sociedade e, consequentemente, comete tantos equívocos que precisa inventar uma série de entraves com um único objetivo: ARRECADAR.

O Estado não arrecada para prover serviços melhores para a sociedade. Ele arrecada justamente com o objetivo contrário: manter a ineficiência e a morosidade dos serviços públicos. Se o Estado quisesse ajudar a sociedade ele daria um (ou vários) passos para trás e aceitaria a ideia que não pode se meter em tudo, só que isso, de certa forma, tiraria o “poder” que embriaga os governantes. Tiraria a força que eles mais apreciam: a de poder oferecer cargos para os amigos e em seu imaginário manter o sonho de ficar ali para sempre. Transformar o Estado em uma máquina eficiente, no final das contas, não dá dinheiro!

As pessoas precisam entender que quem paga a conta, SEMPRE, é o povo. Precisamos entender, mesmo que de forma simples, que um Estado que tenta interferir em tudo não consegue executar NADA. A partir do momento que começarmos a ter consciência desse fato escolheremos melhor os nossos governantes e, devagarinho, poderemos avançar nessas questões. Não será do dia para a noite, mas me assusta o fato de que ao invés de andar para frente estamos em marcha ré e acelerando.

Não acredite 100% em tudo o que dizem sobre a Geração Y


No último final de semana uma grande quantidade de amigos começou a compartilhar um texto do escritor Icaro de Carvalho que questionava e criticava as atitudes da chamada Geração Y. O texto “O que diabos aconteceu com a Geração Y” instantaneamente virou “hit” nas redes, questionando o padrão de vida que os jovens entre 25 e 35 anos (a chamada Geração Y) estão vivendo.

É claro que algumas verdades foram ditas, mas o texto está muito longe de ser um mantra que a partir de agora precisa ser seguido.

O que foi dito até pode ser verdade para algumas pessoas, mas não para toda a Geração Y. Talvez ele escreveu pensando nas mazelas que o pessoal das agências de publicidade passa com clientes que exigem de tudo “para ontem”, mas generalizar essa situação para toda uma Geração é brincar com as palavras.

Y

Vejo muitas pessoas que ao escrever levam as ideias ao extremo como se não existisse um meio termo com o único objetivo de tornar o texto impactante. Desta forma cria-se um “certo x errado”, “a favor x contra” interminável porque ambos os lados tem um pouco de razão, mas nenhum deles está completamente certo.

Ao citar o exemplo dos nossos pais, que aos 30 anos já possuíam carro, casa própria e filhos criados ele não leva em consideração que aquele era “o plano” do pessoal daquela época, mas para os jovens de hoje pode não ser. Digo “pode não ser” porque conheço muitas pessoas que sonham com esse padrão de vida, mas tantos outros que entendem que se especializar na profissão, viajar ou ficar solteiro por um pouco mais de tempo é uma alternativa plausível que eles possuem e que ninguém tem o direito de julgá-los por pensarem desse jeito.

O autor comenta: “Uma geração sem filhos, que foge das responsabilidades”.

Quais responsabilidades? Ter casa própria? Casar? Ter filhos?

Na visão dele talvez todas as pessoas sejam obrigadas a isso, mas finalmente surgiu uma geração que não concorde cegamente com tudo isso. Ver uma mulher “ficar pra titia” há 30 anos era um horror, sinônimo de fracasso na vida. Hoje, se essa for a decisão dela, não gera nenhum espanto pra mim.

Meus pais vieram do interior e trabalhavam de uma maneira absurda. Meu pai carregando sacos de 50kg de soja e minha mãe numa padaria a partir das 5:00 da manhã. Aí um escritor vem me dizer que viver desta maneira é melhor que isso ou aquilo? Desculpe, mas discordo.

Nesse momento você deve estar pensando: “Viu como ele está certo! O fato de você negar o que ele escreveu comprova ainda mais o texto”. Sim, claro! #sqn

Ao ver os comentários das pessoas sobre o texto um me chamou a atenção: era de uma Bancária, 49 anos, dizendo que “tinha pena” dos que pertenciam à Geração Y e ainda se achavam certos ao viverem desta forma. Eu não respondi na hora, mas a vontade que eu tinha era de dizer: “Moça”, que trabalha num emprego público das 10 às 16, de segunda à sexta, eu é que tenho pena de ti!

Tenho pena porque você comenta uma coisa dessas às 23:30 de um sábado à noite. Não tem nada mais importante para fazer? Pensei que você, que não é da Geração Y, estaria vivendo a vida de uma maneira incrível.

Enfim…

Eu trabalhava em uma multinacional e sentia um prazer difícil de explicar quando eu cumpria minhas metas, não importava a hora ou o dia que fosse. Em algumas ocasiões eu era o primeiro a chegar e o último a sair. Ligava e desligava as luzes, mas em nenhum momento eu não concordava com aquilo.

Levo comigo o seguinte pensamento: As pessoas precisam ser fiéis a si mesmas. Em nenhum momento você deve “se maltratar”, fazendo algo que você não acredita ou não concorda. Se você não quer responder um e-mail à noite não responda. O cliente mandou uma mensagem por Whatsapp e você está jantando, então deixe para responder amanhã.

No entanto, ninguém tem o direito de me dizer que se eu decidir responder eu estarei errado. Ou alguém acha que tem?

Vivemos em novos tempos, onde estamos experimentando o que a tecnologia tem a nos oferecer e ainda não conseguimos definir 100% como vamos agir diante dela. Nossos pais não respondiam e-mail à noite simplesmente porque isso não existia. No entanto, vi minha mãe centenas de vezes trazendo provas de alunos para corrigir à noite. Ela nao respondia e-mails, mas sim, ela trabalhava além do horário normal.

Sua empresa está nas Redes?


Li um post do empreendedor Gary Vaynerchuck sobre Marketing em 2016 que ainda não saiu da cabeça. No post, o autor defende a ideia de que a maioria das empresas ainda não entendeu que os tempos mudaram e permanecem com técnicas antigas de marketing que não oferecem mais resultados relevantes.

Depois da leitura pensei nas empresas que ainda fazem panfletos para entregar nas sinaleiras ou que fazem um anúncio “perdido” no jornal sem conexão com demais esforços. Há ainda os casos nos quais a empresa imagina que fazer marketing digital é ter “curtidas” no Face sem nenhuma interação com os usuários ou criação de conteúdo, como se isso fosse suficiente para atrair clientes ou melhorar a visibilidade do negócio.

O fato é: você não pode pensar em fazer Marketing em 2016 se você não entende o que está acontecendo nesse momento.

social-media-buttonsOs celulares tomaram conta da vida das pessoas e quando elas estão assistindo TV elas estão fazendo isso “ao mesmo tempo que usam o celular”. Comerciais de Televisão? Esqueça! Pelo menos no meu caso não existe atenção para a Tv nesse momento porque ela volta-se completamente para o celular.

Essa é a (nem tão nova) realidade: disputar a atenção do seu cliente será cada vez mais difícil porque ela não está nos locais onde costumava estar (e que você está acostumado a ir). A atenção do cliente está dispersa e cada vez mais difícil de ser alcançada porque a velocidade como estamos “absorvendo” o conteúdo é muito alta. Passamos de um aplicativo para outro num clique e nada que nos tire mais de 1 minuto acaba sendo relevante.

É por esta razão que os responsáveis pelo marketing das empresas devem repensar suas estratégias e verificar se eles realmente estão tendo algum resultado com as ações que estão implementando. Os esforços de marketing precisam se adaptar à maneira como o seu mercado consumidor está agindo e, se ele está em 5 plataformas diferentes, você precisa estar em todas elas gerando conteúdo e se alimentando das informações que essa massa de pessoas tem para oferecer.

 

Os dilemas de Contratar


Numa época na qual as pessoas estão falando em “demissões” você pode até estranhar o título deste post. No entanto, independente do momento econômico que o país possa estar passando as empresas jamais devem dar-se ao luxo de negar mão de obra qualificada e GENTE BOA que  possa melhorar os seus resultados. Obviamente em momentos de incerteza o líder fica com o pé atrás na hora de trazer mais pessoas para dentro do barco, mas se ele tiver certeza que esta pessoa vem para “remar junto” a contratação vale a pena e ao término da crise a empresa sai ainda mais fortalecida.

É sempre importante ressaltar que em épocas de diminuição nas vendas pode ser um momento interessante para “tirar do barco”, usando a mesma linha de pensamento anterior, aqueles que não gostam tanto assim de “remar”. Digo isso porque sabemos que quando a demanda está aquecida acabamos aceitando alguns comportamentos de funcionários por entender que a sua reposição pode ser cara e danosa para o bom funcionamento da empresa. No entanto, a partir do momento que a demanda sofre um baque, podemos (e DEVEMOS) olhar para dentro da empresa e avaliar o que precisa ser feito para manter, ou então colocar, a empresa no rumo que ela deve estar.

Normalmente nestes períodos aparecem “boas oportunidades de contratação” porque líderes precipitados acabam demitindo pessoas qualificadas que podem desempenhar um papel de destaque na sua empresa. É exatamente sobre esse assunto que gostaria de falar nesse post. Vamos lá!

Quando a empresa opta por contratar um novo funcionário ela precisa assumir que a tarefa não é simples e que os resultados desta empreitada, por mais “curto prazo” que possam parecer, não são. A nova contratação normalmente atende uma destas duas realidades:

  • demissão ou saída de algum funcionário;
  • exigência de aumento no quadro de colaboradores.

A tarefa de contratar normalmente é deixada para os profissionais de Recursos Humanos que, em teoria, deveriam entender as exigências que a vaga apresenta e encontrar no mercado algum indivíduo que atenda aos requisitos. No entanto, o quesito “qualificação” já não é o único indicador que deve ser utilizado nas contratações e desconsiderar os “valores individuais” que o candidato traz consigo é um erro grave (e comum) que pode ter consequências para ambas as partes.

Para o indivíduo, trabalhar em uma empresa que não vai de encontro ao que ele acredita fará com que o trabalho seja penoso psicologicamente, colocando-o em situações que farão com que se questione todos os dias sobre a continuidade e, eventualmente, o levará a sair para algum lugar onde sinta-se melhor.

Para a empresa, no entanto, os riscos de contratar mal podem ser prolongados, sobrecarregar um setor e, muito provavelmente, fazer com que tenha perdas financeiras por não possuir o quadro necessário para a manutenção e desenvolvimento do negócio.

É por esta razão que as empresas precisam dar mais atenção na hora de contratar para que depois a área de Recursos Humanos não seja a culpada quando algo der errado. Considerando que o sucesso da empresa é o resultado dos esforços de todas as partes da organização, não é nada mais justo que na hora de contratar outros setores ajudem no processo para diminuir as chances de erro, principalmente o setor no qual esta pessoa vai trabalhar. Pode parecer bobagem o que eu estou dizendo, mas inúmeras empresas deixam a cargo do Recursos Humanos ou empresas de Consultoria as contratações sem fazer com que os candidatos à vaga conversem com aqueles que serão seus colegas no futuro.

“Rafael, mas isso é coisa que só empresa grande faz!”. Não, não é!

Não é o fato de a empresa ser grande o requisito para ela fazer isso. É o fato de ela ser BOA. Provavelmente ela entendeu que os resultados de uma contratação de sucesso são maiores que uma boa avaliação de desempenho, mas parte do processo de melhoria que empresa precisa ter a cada dia.

Uma sequência lógica para a condução de uma contratação deveria seguir os seguintes passos:

  1. Avaliação do currículo e provas conceituais (português, inglês, raciocínio lógico);
  2. Entrevistas com o departamento de RH buscando conhecer os candidatos, mas apresentando também a empresa, para que eles tenham a perspectiva correta para qual ambiente de trabalho e que tipo de empresa eles estão se candidatando;
  3. Entrevista com os responsáveis e alguns funcionários do setor onde há a vaga;
  4. Entrevista final com Diretoria para validação dos nomes.

Com base no que eu já vivi os passos 1 e 2 não mudam muito de uma empresa para a outra. Em algumas as provas serão mais difíceis, em outras haverá praticamente um show apresentando a empresa e as tremendas oportunidades que o indivíduo terá ao seu juntar ao time.

No entanto, o segredo do sucesso de uma contratação reside no passo 3.

É nesta etapa que os membros da empresa tem a oportunidade de conversar com os candidatos que já possuem chances reais de contratação porque passaram nos requisitos técnicos exigidos para o cargo. Pode até acontecer (e acontece) de aparecer um “perdido” no meio dos demais, mas supõe-se que nesta etapa estejam pessoas tecnicamente preparadas e que desejam trabalhar na empresa depois do que ouviram sobre ela.

Neste momento você me pergunta: “Se ele é tecnicamente capaz e quer trabalhar na empresa, por que não contrata logo?”

Respondo. Até essa parte do processo não foi avaliado se o candidato possui um dos fatores mais essenciais para o seu sucesso na empresa: “Alinhamento de cultura”. Por mais que ele seja tecnicamente preparado, um indivíduo que não se encaixa no modo como a empresa trabalha não vai durar. Ele precisa “funcionar e pensar” da mesma maneira como a empresa e os seus valores precisam ser, no mínimo, parecidos.

É por isso que, ao ficar frente a frente com um candidato, os atuais funcionários conseguem oferecer um ponto de vista próprio que o RH não percebe porque não vive o dia a dia da função. Eles farão perguntas relacionadas ao cotidiano do qual o candidato fará parte e sobre quais são as motivações que o levaram a escolher aquele setor. Ao final, digo-lhe com certeza: suas opiniões serão de grande valia para direcionar os candidatos que devem ir para a entrevista final com a Diretoria.

Por fim, na última etapa, a Diretoria já terá a certeza que o indivíduo na sua frente tem as capacidades técnicas, gosta da empresa e foi aprovado pelos seus futuros colegas. No entanto, seu aval é extremamente necessário porque a Diretoria normalmente consegue ver além do presente, até por toda a bagagem que já possui na empresa. Ela chancela a contratação porque entendeu que o candidato se adequa ao estilo de pensar da companhia.

Se você é responsável por uma contratação tenha sempre em mente que o candidato precisa estar alinhado à “cultura e valores” da empresa e que esse fator é tão importante quanto ter o conhecimento necessário para exercer uma função. Parte-se do princípio que o conhecimento específico se aprende com cursos, mas os valores individuais são carregados pelo indivíduo há muito tempo e a tentativa de muda-los é, de tão difícil, desnecessária/descabida/impossível (ou tantos outros adjetivos que você possa encontrar para este tipo de situação).