O VALOR em Proteger a sua Marca


Por diversas vezes eu comentei aqui a importância de investir em pessoas, em processos e recentemente versei um pouco sobre o quão importante é ter ferramentas de planejamento para garantir o crescimento das organizações. No entanto, existem outros aspectos dentro das empresas que merecem atenção especial e um deles refere-se à Proteção das Marcas.

O fato é que a marca em algumas empresas tornou-se um ativo com valor próprio e em muitos casos a empresa só existe por causa dela. Ou seja, o produto em si não é mais o fator relevante para a empresa ter sucesso, mas sim a marca que ele leva estampada.

Captura de Tela 2017-06-04 às 23.03.35Por esta razão, torna-se fundamental planejar o futuro das empresas tendo as suas marcas protegidas. O que muitos podem achar uma tarefa para poucos na verdade é até simples. Basta registrá-la no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), órgão que regula as marcas em nosso país. Existem inúmeras empresas especializadas nesse serviço e que podem auxiliar nessa caminhada.

O importante é que, tendo noção sobre esses aspectos que envolvem as marcas, as empresas podem evitar problemas futuros se, ao iniciar suas atividades, elas já tenham pesquisado se é possível utilizar o nome que elas pretendem utilizar como marca. Um nome pode ser lindo em um primeiro momento, mas se ele já está registrado para outra empresa você mais cedo ou mais tarde terá que trocá-lo e nesse momento vai ver todo o investimento que fez em mídia e promoção da “marca” indo pelo ralo.

proteção da marcaEntendeu a importância?

Imagina você ter uma empresa e cria uma determinada marca. Você contrata uma agência de publicidade, faz material de divulgação, faz site na internet, faz propaganda pra ir ao rádio, faz o seu cartão de visitas e aí, alguns meses depois, chega pelo correio uma notificação que você não pode utilizar aquele nome e que levará multa se assim o continuar fazendo. Não dá né!

Clique no link e Faça uma busca no site do INPI para verificar se a sua marca já está registrada

O objetivo aqui é mais chamar a atenção para o assunto do que propriamente explicar o passo a passo de como fazer. Se você “largar no google” algo sobre o assunto com certeza vai aparecer anúncios de empresas que te guiam por esse processo. O importante aqui é convencê-lo que, no futuro, a marca da sua empresa pode valer mais do que a empresa em si. Acho que vale a pena protegê-la né?

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A mudança política que precisamos


Estamos atravessando um período na política brasileira onde a corrupção mostrou sua cara e, pior do que isso, as consequências que o seu uso tem na situação financeira dos governos. O conhecimento popular remete à ideia de que sempre houve corrupção e que o Brasil, na sua infeliz essência, é uma país genuinamente corrupto onde os políticos (na sua grande maioria) visualizam benefícios próprios ao invés dos benefícios que eles deveriam promover para a sociedade enquanto estão no poder.

corrupcao-300x238Jargões do tipo “rouba, mas faz” se popularizaram nas conversas informais até que chegamos ao estágio atual no qual se rouba muito, mas não se faz nada. Nossas cidades cresceram e as migalhas que os governos distribuíam não são mais suficientes para abrandar os sintomas da vida caótica a qual estamos sujeitos. O crescimento populacional aliado às más condições dadas à população criou um cenário preocupante, onde os cidadãos não possuem acesso à Saúde, Educação e Segurança, objetivo de todo e qualquer Governo que se diz a favor de sua população.

Era óbvio que chegaríamos nessa situação, só não sabíamos quanto tempo a máquina pública aguentaria tamanho despropósito com a sua gestão. As cidades estão “doentes” e a culpa é dos seus gestores, que não utilizam economia básica para gerir as suas contas ou, o que torna ainda mais inaceitável, gerenciam os municípios em favor das suas coligações e empresas patrocinadoras de campanha eleitoral.

Precisamos, de uma vez por todas, cortar os laços com toda e qualquer agremiação política que não entendeu que o Brasil precisa de um choque de gestão drástico, que passa por uma reflexão profunda sobre os valores e princípios que devem ser seguidos ao administrar nossas cidades. Precisamos entender que são os governos que estão a mercê da sua população, e não o contrário. Nossos representantes estão em cargos eletivos porque depositamos nossa fé no seu trabalho, esperando em troca condições de vida que nos façam andar pra frente. Não podemos lavar as mãos e achar que está tudo bem porque não está. Nossos governantes precisam entender que a sociedade precisa de pessoas que pensam nela de forma conjunta, e não em favor de objetivos pessoais.

Este texto foi originalmente publicado no Jornal A Hora

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Construção Civil: Um olhar no Passado para vislumbrar o Futuro


Construcao CivilA construção deste texto é fruto da interpretação do momento econômico que vive a Construção Civil no Brasil, com especial atenção à região do Vale do Taquari, no interior do estado do Rio Grande do Sul. Isso significa que as explicações apresentadas não possuem um embasamento técnico ou números específicos, mas representam a visão do autor e de pessoas envolvidas ou entrevistadas a respeito da atual situação do mercado imobiliário da Região do Vale do Taquari, Rio Grande do Sul.


Índice

O texto a seguir vai tratar os seguintes assuntos:

1. Uma breve análise do que já passou

2.  Bolha nas Residências? Não

3.  Bolha no setor Comercial? Não, mas situação bem complicada

4.  Barganhas?

5.  Insegurança da Demanda

6.  Tempos de Ajuste

7.  Um olhar no futuro Continuar lendo

Brasil: o que fazer para sair do lugar?


ImagemA queda da demanda mundial impactou significativamente as economias de todos os países exportadores. Acostumados ao padrão de consumo voraz das nações desenvolvidas esses países surfaram uma onda que não necessariamente acabou, mas que diminuiu em muito a sua força. Com isso, alguns países tiveram que “olhar para dentro” e buscar alternativas para continuar crescendo. O Brasil, como todos sabem, concentrou-se no crescimento do seu mercado interno e do poder de compra dos brasileiros. Com uma grande parcela da população “faminta” indo às compras foi possível manter o crescimento com medidas artificiais como a queda nos juros e desoneração de impostos de alguns setores “escolhidos”.

Como todos sabem essas medidas mostraram-se produtivas no curto prazo, mas passados 5 anos da crise que abalou o mundo é visível que o Brasil precisa de uma nova fórmula se quiser crescer nos níveis necessários. Como já foi mencionado por esse blog aqui e aqui (clique para ver o post) a população chegou no seu limite de consumo e esperar que a “classe média” salve a economia já não é uma realidade nem para os mais otimistas tendo em vista que hoje as famílias estão se organizando para pagar as prestações feitas alguns anos atrás. Elas até gostariam de consumir mais, mas não podem.

ImagemA solução para colocar o Brasil nos trilhos do crescimento está clara para todo mundo. Ela passa por maciços investimentos em infra-estrutura para que o “custo Brasil” possa diminuir e nossos produtos voltem a ser competitivos no mercado internacional.   No entanto, os adversários do crescimento são pesos pesados:

  • Infelizmente não tem como ser competitivo com a esmagadora carga tributária com a qual convivemos.
  • Não é possível ser competitivo com uma legislação trabalhista arcaica que existe apenas para penalizar o empregador, sem nem perguntar se ele está certo ou errado.
  • Não há chances de convencer um empresário a investir num cenário onde as “regras do jogo” mudam a todo instante no qual o Governo decide quais serão os setores beneficiados com “pacotes”.

Com a realidade que se apresenta é nítido que os investimentos em infra-estrutura são o pontapé inicial, mas eles precisam ser acompanhados de um processo de desburocratização geral para que as coisas no Brasil possam “andar”. TUDO por aqui demora para acontecer porque todo mundo quer “tirar uma casquinha” e levar alguma vantagem, seja política ou econômica.

É por esta razão que, mais do que nunca, precisamos de lideranças genuinamente empenhadas em tirar o Brasil do Buraco. Essas lideranças devem passar por cima dos desejos partidários e ATROPELAR as ambições econômicas dos inúmeros aproveitadores que, ano após ano, levam milhões dos cofres públicos.

Pra frente Brasil! 200 milhões de brasileiros precisam que você avance para que o futuro seja tão promissor quanto os nossos sonhos.

E o futuro dos Investimentos no Brasil?


ImagemHá pouco mais de um ano atrás eu elogiei a Presidente Dilma pelo plano espetacular que ela havia montado para desburocratizar o penoso processo de investimentos na infra-estrutura brasileira. Como todos devem saber e perceber no dia a dia estamos atrasadíssimos no que diz respeito a rodovias, portos e aeroportos. A ideia da presidente era repassar para a iniciativa privada a tarefa que sucessivos governos não tem conseguido: proporcionar uma infra estrutura decente para que o país possa crescer como sonha.

Ideia ótima, execução péssima.

Como aquele vizinho mesquinho que não pode ver o outro ganhar um pouco de dinheiro, setores do governo não concordam com as taxas de retorno que os investidores pedem e a queda de braço já coloca em risco os leilões. Basta ver os inúmeros trechos de rodovias com ZERO investidores interessados.

E aí eu pergunto: como o Governo acha que alguma empresa vai colocar em risco 30 anos de contrato por uma remuneração que não consideram interessante?

Não estamos na Alemanha ou nos Estados Unidos, onde a segurança dos contratos é unanimidade. Estamos no Brasil, um país que recém entrou na “Renda Média” e já se acha o todo poderoso do mundo. Esse “custo” é colocado na conta e 7% ao ano não é um número que vai atrair investidores estrangeiros.

A Dilma não tem culpa nessa história. Ela, mais do que ninguém, queria que portos e aeroportos já estivessem nas mãos privadas onde o investimento não precisa ser dividido entre políticos de todas as instâncias. No entanto, ela precisa utilizar sua força política que possui sendo presidente e fazer esse negócio funcionar.

Chega de tanta enrolação! Se o Plano era bom, por que ainda não está funcionado?

Chega desse papo furado idealista partidário e o car@#$&! O Brasil precisa de estradas, portos e aeroportos condizentes com o seu tamanho. O Brasil precisa ser, definitivamente, MAIOR que os políticos que o governam.

A Palhaçada dos Estádios de Futebol Brasileiros


É incrível como a realidade do nosso Futebol não “confere” com o sonho de todo presidente de Clube ao vislumbrar “o maior e mais moderno” estádio para o seu time. Passada a Copa das Confederações e a um ano da Copa do Mundo eu vejo com desprezo o esforço que centenas de governantes e dirigentes fizeram para construir monumentais Elefantes Brancos para o nosso futebol.

Basta olhar a média de público dos jogos para perceber que não existe motivos para construirmos estádios para 60 mil pessoas quando a média não passa de 30% disso. Ou seja, gastamos BILHÕES DE REAIS construindo estádios que são, para ser bem camarada, sub utilizados pela sociedade.

Se você ainda não se convenceu pense da seguinte forma:

  • Faz sentido um empresário contratar 3 funcionários se ele só precisa de 1 para fazer o serviço?
  • Faz sentido contratar 3 empregadas domésticas para limpar um apartamento de 50m2?

A resposta é NÃO!

Não estou dizendo que os estádios não devem ser modernizados, mas não faz sentido eles serem do tamanho que são. O fato de ter dois ou três clássicos no ano que vendem todos os ingressos não justifica os outros 60 jogos que o estádio está vazio.

Nunca vi um hospital sub utilizado, uma escola com professores sobrando, mas estádio de futebol com cadeiras vazias, isso eu vejo todo o domingo. Vale a reflexão.