Ter a mentalidade de uma empresa de Mídia (artigo traduzido)


social-mediaComo eu já comentei em outras ocasiões eu gosto do discurso do norte-americano Gary Vaynerchuk. No último texto que eu li de sua autoria encontrei ideias interessantes que gostaria de compartilhar com todos. Desta forma, dei-me o trabalho de traduzir o texto para que todos possam conhecer um pouco das ideias do Gary.

IMPORTANTE: O artigo abaixo foi traduzido e não é de minha autoria. O texto original se encontra AQUI

Este é um assunto que eu tenho pensado a respeito por um bom tempo. É a razão de eu ser um sucesso. E a verdade é que não há razão para não agir como uma empresa de mídia na atual era digital.

Nunca as marcas e consumidores tiveram a capacidade de criar e consumir conteúdo em escala. Por causa dos Smartphones, da Internet e das mídias sociais qualquer um pode produzir e distribuir conteúdo. Há apenas 15 anos, se você quisesse criar um comercial e promover a sua marca você teria que gastar centenas de milhares de dólares em mídia e marketing. Hoje, você pode literalmente usar o seu smartphone para gravar um clipe de 2 minutos e anunciá-lo no Facebook. O custo de entrada caiu vertiginosamente.

Para mim é tudo relacionado a participação. Usuários são agnósticos sobre onde eles consomem a sua história. Mas se você se concentrar em conteúdo e tentar construir uma marca você vai vencer.

E é por isso que eu penso que esse post é tão estratégico. Pensar como uma empresa de mídia implica em duas coisas: Conteúdo e Distribuição

Não existe desculpa para você não estar criando conteúdo em torno da sua marca, seu produto, seu serviço ou seu negócio. Se você não tem nada a dizer, documente o que você está fazendo. Este é o conselho que eu passo para minha comunidade. Crie um podcast, comece um blog, faça um programa de Perguntas e Respostas. Tudo isso funciona.

Mostre-me o seu dia a dia, entreviste funcionários, entreviste a sua mãe. Faça uma selfie no Instagram. Escreva três frases sobre o que é novidade na sua indústria. Compartilhe postagens de outras pessoas. Tudo o que você precisa fazer é começar.

Se você está pensando como uma empresa de mídia e/ou editor você vai começar priorizando a marca. E não me entenda errado, nenhuma quantidade de dinheiro será capaz de fazer você vender um produto ruim. Mas a marca é tudo se você está tentando criar um negócio de valor.

O triste é que nós crescemos num mundo no qual nos últimos 70 anos todos os negócios eram criados com mídia tradicional com o único objetivo de vender. E a razão disso é que as empresas tinham apenas um “gancho de direita”. Custava muito criar um comercial. Custava muito fazer um letreiro. Custava muito criar um comercial de rádio.

Mas agora na era digital você pode produzir muito conteúdo. Você tem acesso a uma multidão enquanto consegue manter a qualidade.

Esta oportunidade sozinha tem criado uma forma completamente diferente de ativar consumidores. Ao invés de tentar vender, agora você pode se dar ao luxo de criar conteúdo de entretenimento e útil focado numa possibilidade de venda de longo prazo. Esta é a diferença de construir uma marca versus focar em vendas.

Esta é a chave. Não é preciso vender.

O conteúdo que você cria não precisa estar relacionado ao seu produto. Você pode postar os seus artigos favoritos dizendo “Estes são alguns artigos que você precisa ler˜. Você pode postar a respeito do clima, das notícias, dos seus usuários ou mesmo sobre você! Enquanto você estiver focado em trazer valor para o seu consumidor você estará construindo reputação e relacionamento.

Por exemplo: uma oficina falando sobre o jogo dos Yankees num post do Facebook não vai confundir os seus consumidores fazendo-os pensar que eles vendem bolas de baseball. Mas esse mesmo post pode se conectar com torcedores fanáticos do time e fazer com que eles queiram usar os serviços da empresa. Isso cria um relevante conteúdo que humaniza a marca e cria relacionamento. Portanto, nem todas as palavras que saem da empresa precisam ser do tipo “50% de desconto nos serviços˜.

E por fim, isso proporciona uma maneira simples para qualquer um, em qualquer lugar, criar conteúdo de forma orgânica para o seu produto, serviço, negócio ou marca.

Mas esse também é o ponto onde a maioria das pessoas subestimam a distribuição. Conteúdo nem sempre é suficiente. Qualquer um pode criar alguma coisa interessante, mas se ninguém enxergar, isso se torna irrelevante.

Quando se fala em distribuição existem somente 2 maneiras: Entendendo o sistema ou comprando anúncios.

Comprar anúncios é simples. Coloque 100 dólares no seu conteúdo do Facebook, Instagram, Snapchat ou Google e você alcançará pessoas. No entanto, não existe garantia que as pessoas irão seguir ou comprar o seu produto, mas é 100% garantido que as pessoas irão ver o seu anúncio.

Você pode focar uma audiência específica por idade, localização, gostos e muito mais. As possibilidades são praticamente infinitas. No Facebook, por exemplo, você pode literalmente colocar o endereço do seu negócio, delimitar um raio ao redor dele e todo mundo do código postal XXX verá o seu anúncio no feed de notícias. Simples assim.

A primeira, no entanto, é mais difícil e trata-se de entender o sistema. Muitos de vocês não sabem o que isso significa, mas deixe-me explicar.

Dissecar e entender o que é realmente relevante em uma cultura é um talento único que cria uma tremenda oportunidade.

Como você consegue atrair a ATENÇÃO do CONSUMIDOR? Quem no seu espaço é relevante e potencialmente interessado em promover a sua marca. Como você pode nutrir essa relação para ajudar o seu negócio a se desenvolver?

O conselho que eu posso oferecer é “explore os influenciadores”.

Envie uma mensagem direta para qualquer pessoa que tenha mais de 500 seguidores na sua área e tente prover valor para ele.

Se você é um restaurante ofereça comida. Se você é uma startup do ramo de vestuário ofereça uma camiseta. Se você é uma oficina ofereça uma revisão grátis.

Se conecte, colabore e crie valor. Em retorno eles podem promover a sua marca, trazendo visibilidade para o seu produto, serviço ou negócio.

Um comentário de um influenciador pode ser tão valioso quanto o dinheiro que você investiu em publicidade. É tudo relacionado a distribuição.

O problema é que isso é bem mais difícil de fazer. Nenhum influenciador vai falar sobre o seu produto de graça a menos que ele seja muito bom. Tudo está relacionado a prover valor. Essas são as ferramentas e táticas que podem ajudar. É a oportunidade número 1 desta geração e eu penso que todos vocês deveriam estar fazendo isso.

Se você não começar a pensar como uma empresa de mídia e priorizar a sua marca com conteúdo relevante você vai perder. Esta é a maneira que o mundo funciona e onde a atenção está. Conteúdo é o custo de entrada. Se você está iniciando um novo projeto e espera que outras pessoas o conheçam esse artigo é para você.

Boa sorte! Gary Vaynerchuk


IMPORTANTE: O artigo acima foi traduzido e não é de minha autoria. O texto original se encontra AQUI

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Precisamos de um ambiente empreendedor


Todas as vezes que escuto as pessoas falarem que nossa região precisa investir mais em setores ligados à tecnologia para que possamos gerar mais riquezas eu faço a mesma pergunta: o que a nossa região está fazendo para fomentar o “ambiente empreendedor”?

Faço essa pergunta porque novas empresas ligadas à tecnologia não surgem porque alguém simplesmente decide que isso vai acontecer. Para que uma região se torne uma exportadora de produtos e serviços ligados à tecnologia é necessário que ela respire esse assunto 24 horas por dia, 365 dias por ano. Isso significa que não são esforços específicos que trarão os resultados esperados, mas sim um conjunto de ações realizadas por toda a sociedade. Literalmente toda a sociedade.

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Temos que entender que para que seja possível o surgimento de novas start-ups é necessário toda uma cadeia que incentive o empreendedorismo, desde os indivíduos com as suas ideias passando pelos investidores que serão propensos ao risco de investir o seu dinheiro em um segmento que pode não se concretizar até os clientes, que muitas vezes são reticentes ou até preconceituosos com a ideia e postergam o sucesso de determinado produto por não compra-lo.

Essa breve explicação, no entanto, ainda é muito simples para descrever todos os fatores que influenciam o sucesso de uma cultura empreendedora em determinada região. Essa decisão em alguns casos pode até ser motivada por determinado setor, mas é necessário que toda a sociedade “compre a ideia” e abrace os riscos para um futuro promissor. Ou seja, as novas ideias precisam ser encaradas de maneira positiva e serem inclusive reforçadas para que possam ser melhoradas com o conhecimento de outros indivíduos que não necessariamente participam do empreendimento. A partir do momento que toda a sociedade está comprometida em desenvolver as capacidades da região será possível vivenciar, por exemplo, uma situação na qual o empresário da região divulgue um serviço prestado por uma empresa iniciante para o seu parceiro de outro estado. Ou então um consultor, ao ler uma entrevista de um empreendedor, pode entrar em contato não para prestar um serviço de maneira gratuita, mas sim informar sobre outras possibilidades que o jovem empresário possa estar deixando passar.

Esse tipo de movimento é fundamental para que a região possa criar negócios de alto impacto e que de fato tragam resultados. Estamos acostumados a pensar que as grandes ideias surgem nas garagens durante a madrugada ou então trancafiadas dentro de centros tecnológicos. No entanto, precisamos envolver toda a sociedade para que cada um possa dar a sua contribuição, seja financiando a nova ideia, mostrando novas perspectivas, testando o produto ou então comprando o mesmo na prateleira para demonstrar que ele é viável. Provavelmente grandes ideias se perderam no caminho porque os responsáveis não foram capazes de visualizar um caminho mais adequado para o seu negócio. Em uma sociedade que respira o empreendedorismo as chances de isso acontecer diminuem porque ao invés de invejar o (possível) sucesso do outro as pessoas se ajudam porque sabem que todos ganham quando uma nova empresa nasce e prospera.


Quer falar mais sobre isso? Entra em contato pelos comentários mesmo. Forte abraço.
Rafael Zanatta

Planejar e Empreender


No mundo desenvolvido as pessoas costumam chamar os empreendedores de corajosos, desbravadores ou até “aqueles que não tem medo de arriscar uma vida tranquila no presente para colher frutos no futuro”.

Gerenciar uma empresa, grande ou pequena, requer uma dose extra de energia seja onde for.

A carga emocional daquele que tem a responsabilidade de conduzir o barco pelas “águas do mercado” é algo que poucos imaginam, porque esse barco contém uma série de variáveis que interagem entre si e ao mesmo tempo exercendo influência em todos os aspectos do negócio.

O fato é que o empreendedor, ao transformar a sua ideia inicial em um negócio estabelecido, percebe que precisa estruturar suas operações de modo a poder se preocupar com o crescimento do empreendimento.

Nesse ponto aparecem as tradicionais funções que precisam ser desempenhadas dentro da empresa:

  • Gestão de Pessoas: ter as melhores pessoas é o passo inicial para ter um projeto de sucesso.
  • Marketing: atividades e estratégias relacionadas a vendas e promoção do negócio.
  • Finanças: controles relacionados ao fluxo de caixa e às estratégias financeiras do negócio.
  • Operações: todos os aspectos relacionados à produção da empresa.

É claro que observadores de plantão dirão que a vida de empreendedor envolve muito mais do que esses aspectos e que é praticamente impossível colocar as situações do dia a dia em “caixinhas tão arrumadinhas” quanto essa simples classificação.

No entanto, acredito que a maioria dos problemas de gestão encontrados em pequenos negócios são frutos justamente dessa falta de organização para, pelo menos tentar, categorizar os problemas. Por mais que essas atividades sejam desempenhadas normalmente pela mesma pessoa é preciso entender que cada situação envolve uma abordagem diferente e por isso precisam ser entendidas como atividades distintas e com tratamentos independentes.

Vale ainda lembrar a importância que o planejamento que cada uma dessas áreas merece para que o seu negócio possa aproveitar todas as oportunidades que eles apresentam. O erro dos empreendedores está no momento que eles pensam que por ser pequeno o seu negócio não precisa ser planejado:

“Quando a empresa crescer eu me preocupo em planejar”

Não faça isso por favor!

Existem inúmeras ferramentas de planejamento que se adequam a cada tipo de empresa e tamanho. Com o passar do tempo essas ferramentas podem adquirir complexidade, mas é fundamental que elas existam desde o início. Controles financeiros básicos, previsão de vendas necessárias para atingir os objetivos, um bom controle para realizar as compras e manter a qualidade. Essas e tantas outras práticas são simples de serem aplicadas e garantem, sem dúvida nenhuma, mais oportunidades para o negócio prosperar.

Lembre-se sempre: não ter um “norte” de onde se quer chegar é
bater na porta do fracasso.


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Os dilemas de Contratar


Numa época na qual as pessoas estão falando em “demissões” você pode até estranhar o título deste post. No entanto, independente do momento econômico que o país possa estar passando as empresas jamais devem dar-se ao luxo de negar mão de obra qualificada e GENTE BOA que  possa melhorar os seus resultados. Obviamente em momentos de incerteza o líder fica com o pé atrás na hora de trazer mais pessoas para dentro do barco, mas se ele tiver certeza que esta pessoa vem para “remar junto” a contratação vale a pena e ao término da crise a empresa sai ainda mais fortalecida.

É sempre importante ressaltar que em épocas de diminuição nas vendas pode ser um momento interessante para “tirar do barco”, usando a mesma linha de pensamento anterior, aqueles que não gostam tanto assim de “remar”. Digo isso porque sabemos que quando a demanda está aquecida acabamos aceitando alguns comportamentos de funcionários por entender que a sua reposição pode ser cara e danosa para o bom funcionamento da empresa. No entanto, a partir do momento que a demanda sofre um baque, podemos (e DEVEMOS) olhar para dentro da empresa e avaliar o que precisa ser feito para manter, ou então colocar, a empresa no rumo que ela deve estar.

Normalmente nestes períodos aparecem “boas oportunidades de contratação” porque líderes precipitados acabam demitindo pessoas qualificadas que podem desempenhar um papel de destaque na sua empresa. É exatamente sobre esse assunto que gostaria de falar nesse post. Vamos lá!

Quando a empresa opta por contratar um novo funcionário ela precisa assumir que a tarefa não é simples e que os resultados desta empreitada, por mais “curto prazo” que possam parecer, não são. A nova contratação normalmente atende uma destas duas realidades:

  • demissão ou saída de algum funcionário;
  • exigência de aumento no quadro de colaboradores.

A tarefa de contratar normalmente é deixada para os profissionais de Recursos Humanos que, em teoria, deveriam entender as exigências que a vaga apresenta e encontrar no mercado algum indivíduo que atenda aos requisitos. No entanto, o quesito “qualificação” já não é o único indicador que deve ser utilizado nas contratações e desconsiderar os “valores individuais” que o candidato traz consigo é um erro grave (e comum) que pode ter consequências para ambas as partes.

Para o indivíduo, trabalhar em uma empresa que não vai de encontro ao que ele acredita fará com que o trabalho seja penoso psicologicamente, colocando-o em situações que farão com que se questione todos os dias sobre a continuidade e, eventualmente, o levará a sair para algum lugar onde sinta-se melhor.

Para a empresa, no entanto, os riscos de contratar mal podem ser prolongados, sobrecarregar um setor e, muito provavelmente, fazer com que tenha perdas financeiras por não possuir o quadro necessário para a manutenção e desenvolvimento do negócio.

É por esta razão que as empresas precisam dar mais atenção na hora de contratar para que depois a área de Recursos Humanos não seja a culpada quando algo der errado. Considerando que o sucesso da empresa é o resultado dos esforços de todas as partes da organização, não é nada mais justo que na hora de contratar outros setores ajudem no processo para diminuir as chances de erro, principalmente o setor no qual esta pessoa vai trabalhar. Pode parecer bobagem o que eu estou dizendo, mas inúmeras empresas deixam a cargo do Recursos Humanos ou empresas de Consultoria as contratações sem fazer com que os candidatos à vaga conversem com aqueles que serão seus colegas no futuro.

“Rafael, mas isso é coisa que só empresa grande faz!”. Não, não é!

Não é o fato de a empresa ser grande o requisito para ela fazer isso. É o fato de ela ser BOA. Provavelmente ela entendeu que os resultados de uma contratação de sucesso são maiores que uma boa avaliação de desempenho, mas parte do processo de melhoria que empresa precisa ter a cada dia.

Uma sequência lógica para a condução de uma contratação deveria seguir os seguintes passos:

  1. Avaliação do currículo e provas conceituais (português, inglês, raciocínio lógico);
  2. Entrevistas com o departamento de RH buscando conhecer os candidatos, mas apresentando também a empresa, para que eles tenham a perspectiva correta para qual ambiente de trabalho e que tipo de empresa eles estão se candidatando;
  3. Entrevista com os responsáveis e alguns funcionários do setor onde há a vaga;
  4. Entrevista final com Diretoria para validação dos nomes.

Com base no que eu já vivi os passos 1 e 2 não mudam muito de uma empresa para a outra. Em algumas as provas serão mais difíceis, em outras haverá praticamente um show apresentando a empresa e as tremendas oportunidades que o indivíduo terá ao seu juntar ao time.

No entanto, o segredo do sucesso de uma contratação reside no passo 3.

É nesta etapa que os membros da empresa tem a oportunidade de conversar com os candidatos que já possuem chances reais de contratação porque passaram nos requisitos técnicos exigidos para o cargo. Pode até acontecer (e acontece) de aparecer um “perdido” no meio dos demais, mas supõe-se que nesta etapa estejam pessoas tecnicamente preparadas e que desejam trabalhar na empresa depois do que ouviram sobre ela.

Neste momento você me pergunta: “Se ele é tecnicamente capaz e quer trabalhar na empresa, por que não contrata logo?”

Respondo. Até essa parte do processo não foi avaliado se o candidato possui um dos fatores mais essenciais para o seu sucesso na empresa: “Alinhamento de cultura”. Por mais que ele seja tecnicamente preparado, um indivíduo que não se encaixa no modo como a empresa trabalha não vai durar. Ele precisa “funcionar e pensar” da mesma maneira como a empresa e os seus valores precisam ser, no mínimo, parecidos.

É por isso que, ao ficar frente a frente com um candidato, os atuais funcionários conseguem oferecer um ponto de vista próprio que o RH não percebe porque não vive o dia a dia da função. Eles farão perguntas relacionadas ao cotidiano do qual o candidato fará parte e sobre quais são as motivações que o levaram a escolher aquele setor. Ao final, digo-lhe com certeza: suas opiniões serão de grande valia para direcionar os candidatos que devem ir para a entrevista final com a Diretoria.

Por fim, na última etapa, a Diretoria já terá a certeza que o indivíduo na sua frente tem as capacidades técnicas, gosta da empresa e foi aprovado pelos seus futuros colegas. No entanto, seu aval é extremamente necessário porque a Diretoria normalmente consegue ver além do presente, até por toda a bagagem que já possui na empresa. Ela chancela a contratação porque entendeu que o candidato se adequa ao estilo de pensar da companhia.

Se você é responsável por uma contratação tenha sempre em mente que o candidato precisa estar alinhado à “cultura e valores” da empresa e que esse fator é tão importante quanto ter o conhecimento necessário para exercer uma função. Parte-se do princípio que o conhecimento específico se aprende com cursos, mas os valores individuais são carregados pelo indivíduo há muito tempo e a tentativa de muda-los é, de tão difícil, desnecessária/descabida/impossível (ou tantos outros adjetivos que você possa encontrar para este tipo de situação).

batendo papo


Eu sempre fico surpreso quando eu percebo que existem revistas que insistem em reescrever os velhos jargões sobre liderança como se fossem novidades. O último que eu li dizia o seguinte:

“Você precisa ser um líder e não um chefe. O líder inspira, o chefe intimida”.

Falando sério agora: esse tipo de coisa ainda precisa ser dito?

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Hoje eu fiz questão de bater um papo com a minha equipe pelo momento diferente que estamos vivendo. O verão está chegando e para o nosso ramo de atuação isso significa um boom nas vendas e consequentemente nas demandas extras. Antes de entrar na sala, no entanto, parei por alguns segundos para pensar sobre qual abordagem que eu utilizaria na conversa, que poderia ser uma das duas a seguir:

  • Chefe: “Pessoal, o negócio é o seguinte: a partir de hoje a gente vai fazer isso, isso e aquilo e vou logo avisando, quem não seguir à risca o que eu estou falando sofrerá sérias consequências”
  • Líder (no meu entendimento): “Pessoal, a partir de agora teremos que mudar algumas coisas para que todos consigam desenvolver as suas atividades da melhor maneira possível (…explicação do que mudaria). Eu sei que não será fácil, mas se adotarmos uma postura séria desde o início conseguiremos atingir nossos objetivos(…explicação de como faríamos). Gostaria que vocês entendessem que essa é a melhor maneira de conduzir essa situação e por isso preciso que vocês “comprem” essa ideia.

Longe de mim ao menos tentar dizer que “sou um baita líder”, mas a questão nesse caso não é ser um líder completo, mas sim tomar uma atitude que demonstre que você está interessado no problema a ser resolvido, mas principalmente demonstrar que você está consciente das implicações que o processo vai gerar. Ou seja, oo invés de apenas comunicar o que mudaria daqui em diante eu fiz questão de apresentar a ideia e, após isso, ouvir o que os demais achavam dela.

Tenho plena convicção de que ainda existem muitas lacunas na minha liderança, mas momentos como hoje me fazem crer que posso estar no caminho certo. Escutar, no final das contas, é a alma desse negócio!

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Fica a dica: faça com que as pessoas comprem a ideia da mudança ao invés de simplesmente segui-la por obrigação. Tenho certeza que além de um trabalho bem feito você terá a oportunidade de escutar opiniões que irão agregar muito ao negócio e tornar todos os envolvidos realmente parte de um time.

Durma tranquilo!


Não há vitória sem trabalho, mas é bom saber também que às vezes, por mais duro que você trabalhe, a vitória pode não chegar…

Essa frase pode parecer dura, mas não deixa de ser verdade. Quantas vezes você dispendeu uma grande quantidade de energia em um projeto, envolvendo-se de forma verdadeira, mas que acabou não trazendo os resultados que você desejava?

No entanto, nessa hora eu sou obrigado a perguntar: por não ter chegado na vitória todo o seu esforço foi em vão? Você não aprendeu lições valiosas que poderão fazer a diferença para encarar os próximos desafios?

Para aprofundar um pouco mais o assunto recorro ao famoso treinador americano de basquete, John Wooden, que em seu livro comenta que já criticou jogadores que ganharam a partida e, da mesma forma, aplaudiu seus jogadores em momentos de derrota. Para ele, o que define se merecem ser criticados ou aplaudidos não é o RESULTADO do jogo em si, mas a iniciativa que eles possuem para colocar toda a sua energia e o seu talento a favor da equipe e do resultado que ela deseja alcançar.

Ou seja, ganhar ou perder torna-se secundário em uma realidade onde o que importa é os “100% de entrega” que o treinador exige de cada um da sua equipe.

A frase “Durma tranquilo” vem daí. O adversário pode ser difícil de ser batido ou o mercado pode estar ruim pra negócio, mas uma pergunta JAMAIS pode ter um “não” como resposta:

No dia de hoje eu coloquei toda a minha energia e utilizei todo o meu talento para chegar à vitória?

Isso vale para um time de futebol, uma equipe de trabalho ou até mesmo para um profissional liberal. A certeza que deve imperar, no entanto, é que o resultado alcançado é fruto do pleno envolvimento que tivemos com os nossos desafios para, aí sim, sermos merecedores do aplauso que o treinador Wooden mencionou.

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PS: a fórmula do sucesso do treinador Wooden é a seguinte:

Trabalho + Talento = SUCESSO

Não por acaso a palavra “trabalho” vem antes do talento. Assim como o treinador, prefiro pessoas dispostas a dar o seu máximo todos os dias do que “talentos” preguiçosos que não sabem utilizar todas as suas potencialidades. (mas isso já é assunto para outro post…)

 

Os “professores” de cada empresa


Imagine a seguinte situação:

João, responsável pelas compras de uma empresa média, decidiu sair da empresa. Em 15 dias ele vai viajar e no seu setor, atualmente, não há ninguém que conheça a sua rotina de trabalho. Além dele integram a equipe de compras o Gerente de Compras (antigo no cargo, mas sem conhecimento do processo em si) e um estagiário que auxilia nas demandas gerais.

Daí a questão: Quem colocaremos no lugar de João e como capacitaremos essa pessoa em tão pouco tempo?

São nessas horas que aprendemos, num traumático processo, que não podemos ser reféns das pessoas que trabalham para a gente. Qualquer empresa que não queira passar por dificuldades no momento de perder ou promover seus profissionais deve olhar atentamente a quantos “professores” ela forma no seu dia-a-dia. Não estou falando de oferecer bolsas de estudo nem cursos rápidos para aperfeiçoamento. Estes aspectos, obviamente, são muito importantes para a manutenção e aperfeiçoamento das práticas utilizadas por qualquer tipo de departamento, mas neste caso refiro-me especificamente à formação de profissionais que estejam capacitados a repassar de uma maneira simples e eficaz o que os mais novos precisam saber para que o negócio como um todo não seja prejudicado.

Quando temos mais “alunos” que “professores” colocamos a operação em perigo porque não conseguimos responder com a mesma agilidade às demandas de outras áreas e, consequentemente, tornamos uma simples transição de pessoas de um setor específico em um problema geral para todos os demais.

Nenhuma organização pode aceitar ser refém do conhecimento dos seus colaboradores. Para isso ela precisa motivar os funcionários mais antigos a repassar os seus conhecimentos e dividir as tarefas porque, no médio ou longo prazo elas poderão ser promovidas ou até sair da empresa e alguém será responsável por realizar as suas funções.

Óbvio que isso não é tão simples quanto essa meia dúzia de palavras, mas é preciso que se pratique esse exercício diariamente. Uma equipe que conhece o processo como um todo é, sem dúvida nenhuma, uma equipe mais completa e apta a encarar novos desafios todos os dias.