Quando o menos arriscado tem mais possibilidade de dar errado

A complexidade do ambiente empresarial fez com que a necessidade de inovar se tornasse um imperativo para que as organizações continuem a existir. A partir desta realidade foi necessário inserir no dia-a-dia das empresas uma rotina que instigue a criatividade e a geração de ideias, partindo de um olhar crítico sobre o comportamento do mercado e da concorrência.

Caso a organização realizar uma boa interpretação do ambiente ela vai conseguir identificar o que de fato o cliente percebe como valor. Não o que ela acha “bonitinho” no produto, mas sim o que faz com que o produto seja escolhido em detrimento do outro na hora da decisão, por exemplo.

A partir desta interpretação deve-se chegar a um determinado número de alternativas de investimento. O problema, no entanto, reside exatamente nesta etapa: gestores tendem a privilegiar investimentos que apresentam o menor risco.

É claro que devemos escolher entre o investimento com menor risco, certo? ERRADO!

Este é o problema da maioria dos gestores e das empresas ao perceberem o “risco” como um inimigo mortal que deve ser mantido a quilômetros de distância. Investimentos com menor risco significam uma maior probabilidade de fazer o que já existe no mercado (igual à concorrência). Desta forma, focar os esforços “no que já existe” não diferencia a empresa, mas a torna igual a qualquer outra.

E neste ponto reside o pior problema: quando o produto é igual a qualquer outro a única diferença que o consumidor irá levar em conta na hora da decisão é o preço e, neste caso, uma empresa padrão poderá oferecer o produto até que o seu preço seja igual ao seu custo de produção.

É por isso que as empresas devem inserir em suas agendas o compromisso de desenvolver soluções novas pois ao trazer valor para o cliente de uma forma diferente dos demais concorrentes a empresa tem a possibilidade de lucrar mais!

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7 comentários sobre “Quando o menos arriscado tem mais possibilidade de dar errado

  1. Tu anda arrojado demais. Fosse tu um operador de crédito, eu diria que foi um dos responsáveis pelo crash americano do ano passado. Ou o subprime não era risco?

    “Tendendo ao infinito”, o que diferencia um produto de outro é o preço. Isso se aplica à agricultura e insumos, especialmente, mas não necessariamente a produtos vendidos ao consumidor final. Sou, em tese, indiferente entre tipos de arroz, mas não sou indiferente entre Coca-Cola e Pepsi, Palio e Gol ou entre Bohemia e Kaiser. E, olha, são produtos que existem há um bocado.

    Porém, é claro que não sou avesso ao risco e acho importante uma boa dose de ousadia. Conheço muitos empresários que caíram várias vezes antes do “pulo do gato” e hoje vivem muito bem. Ainda assim, acho natural que se privilegia atitudes conservadoras e, vez ou outra, se tome alguns riscos (caso contrário, o Hospício fica a poucos quilômetros). 😉

    Um abraço

  2. Rafinha:
    Você é indiferente aos tipos de arroz porque tu nao compra arroz, mas tu pode ter certeza que existem vários tipos diferentes hoje no mercado que diferenciam-se pelo “valor” que eles representam, e não pelo preço. Sobre a Coca-cola e a Pepsi, ou Gol e Palio, tu há de aceitar que no preço de cada um está o valor que eles representam (marca, atributos) o que também deve ser avaliado no fator “preço”.

    O que quero dizer é que não adianta você abrir uma empresa de refrigerante “cola” hoje e querer ser o líder mundial. No entanto, se você focar sua produção em bebidas com apelo natural, pode dar certo e em alguns anos vem a coca-cola comprar a sua companhia.

    Este artigo provavelmente será escrito novamente, mais embasado (mas ficará maior). No entanto, a ideia que eu desejo passar é que focar todos os esforços da organização em “coisas que já se sabe” não trará resultados exuberantes, porque você não está fazendo nada diferente que o vizinho.

    Vale a pena focar em inovação. Neste caso você “quebra” a expectativa de valor do cliente e tem a oportunidade de cobrar muito mais, chegando ao lucro superior (ou o Lucro Extraordinário do Schumpeter.. hehe)

  3. “O que quero dizer é que não adianta você abrir uma empresa de refrigerante “cola” hoje e querer ser o líder mundial.”

    Mas esse não é justamente um tipo de negócio arriscado, penetrar em um mercado com marcas consolidadas?

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