Comunicar

por Rafael Zanatta

Antigamente escreviam-se cartas quando se deseja enviar notícias para as pessoas. Daí veio o e-mail e acabou com a velha tradição, transformando em bits o que antes era expresso à mão.

Quando o e-mail ficou chato e as pessoas decidiram que era difícil demais escrever alguma coisa diretamente para alguém veio o Orkut, que fazia basicamente a mesma coisa. No entanto, a nova modalidade permitiu que a mensagem “pessoal” fosse vista, na verdade, por todo mundo. Essa característica permitiu que uma mensagem virasse fofoca, porque todo mundo no instante seguinte estava sabendo que a Luluzinha comprou um cachorro novo.

É claro que isso não duraria muito tempo e as pessoas, quando perceberam que havia fofoca demais, resolveram utilizar os testimonial’s. A partir de então existem dois tipos de mensagens: aquelas que são “só pra você” e aquelas que são pra você e “podem” ser para os outros também se eles quiserem.

Aí veio o Twitter. Agora sim nenhuma mensagem é pra ninguém. As pessoas seguem umas às outras, sabem o que elas estão fazendo, mas no fundo nem sabem quem elas são. Esse tipo de coisa só poderia acontecer num ambiente de encasulamento como o que estamos vivendo. O que será que vem depois?

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