coisas do lar…

Existem algumas coisas que só quem é do interior pode sentir o gostinho. Uma delas é o sabor que tem chegar em casa depois de uma semana inteira vivida na capital. Desde 2004 eu vivo em Porto Alegre (durante a semana) e em Lajeado (nos finais de semana), devido ao curso de administração que curso por lá.

Eu gosto de Porto Alegre. É uma cidade intensa que proporciona uma realidade diferente e que, mais do que tudo, oferece o convívio com pessoas interessantes e com vivências diferentes. No entanto, como mencionei anteriormente, chegar numa sexta-feira ao “lar doce lar” é impagável!

Tudo isso porque no “acampamento” que temos em Porto Alegre é difícil ter alguma coisa que saia do comum. Normalmente é pizza, nissin, torrada e coca-cola. No almoço a gente varia, mas se fizesse uma lista das coisas que entram no apartamento provavelmente a partir do décimo item o negócio começa a se repetir.

Na última sexta-feira, após quase duas horas de sono profundo no ônibus que me trouxe a Lajeado, cheguei em casa. Caminhei sem pressa da rodoviária até meu destino, fazendo uma breve parada no estádio do Lajeadense para apreciar o final do treino da equipe. Ao chegar em casa, porém, é que tive a recompensa!

Entrei e fui direto pra cozinha! Sempre tem alguma coisa boa na cozinha! Eis que no fogão havia uma panela de pressão. Hummm. Uma panela de pressão normalmente representa feijão novo. Feijão é bom, mas naquele momento eu fiz uma associação diferente na minha cabeça. Estamos no final de abril, meu pai gosta de pinhão e, mais do que tudo, sabe que a gente (eu e meu irmão) adora pinhão.

“É pinhão! Tomara que seja pinhão! Tem que ser pinhão!”

É difícil descrever aquele momento. O tempo normal para abrir a panela não passaria de 2 ou 3 segundos, mas a expectativa fez com que aquela ocasião representasse a diferença entre o quente e o frio, alegria e tristeza ou o sim e o adeus.

Felizmente era pinhão! Era um “sim” que eu precisava naquele momento. E após aquele momento você me veria na sacada, com os pés para o alto e, mais do que tudo, comendo pinhão. Parece tão simples né, mas essa é a diferença que transforma um simples apartamento no “lar” que todo mundo deseja.

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