Raízes da Inovação

As variáveis que interferem no processo de inovação
por Rafael Zanatta

umagotaPor que são poucas as pessoas que optam por tomar um caminho empreendedor? Dentre estas poucas, por que somente uma pequena parte delas decide criar empreendimentos que realmente desafiem a concepção do status quo?

Para responder estas perguntas poderíamos recorrer a todos os estudos já realizados dentro da psicologia no campo do comportamento, tomada de decisões ou então a vertente que busca entender quais são os fatores que tornam um indivíduo mais ou menos avesso ao risco. No entanto, este estudo tem por objetivo compreender como funciona a dinâmica da inovação para os indivíduos que não têm medo de perturbar a sua zona de conforto. São estes indivíduos que terão a ousadia de buscar o desconhecido através de novos conhecimentos e que terão um papel predominante na transformação da sociedade. Os demais, que se comportam como engrenagens ou, no máximo, como copiadores, terão uma parcela mínima dentro deste processo.

Antes de qualquer coisa cabe apresentar o conceito de inovação, para que fique bem claro sobre qual linha de raciocínio está apoiado este texto. Inovação, em linhas gerais, pode ser considerada como a combinação de conhecimentos com o objetivo de gerar um novo, desde que seja economicamente viável. O cerne da inovação, por consequência, está na resposta que é dada diante de uma necessidade de mercado.

O que deve ser compreendido, no entanto, é que a inovação dificilmente terá raízes no conhecimento do cotidiano. As maiores descobertas dos últimos anos foram e continuarão sendo feitas dentro de universidades e laboratórios de pesquisa científica, principalmente no ramo da nanotecnologia, robótica, redes de inteligência artificial e por aí vai. Desta forma adiciona-se mais uma variável ao processo: conhecimento científico.

O indivíduo pode ser o “maior empreendedor do mundo”, mas se ele não possuir um conhecimento científico que o diferencie dos demais ele criará apenas negócios que já existem e, por consequência, competirá num universo no qual as regras já foram ditadas onde normalmente a mais importante delas é o preço. Neste ponto é possível perceber o porquê da primeira pergunta: não basta apenas o conhecimento em um ramo de negócio e a “cara de pau” necessária para a abertura de uma empresa. Para que ela possa realmente ser inovadora ela precisa ser embasada em conhecimento, necessariamente novo, para que o mercado não tenha a capacidade de realizar simples comparações lógicas e no final avaliar de acordo com o preço.

A partir do momento que se quebra esse parâmetro de decisão – preço – existe espaço para uma curva de rentabilidade realmente atraente e que terá a capacidade de fomentar novas descobertas. Este é um dos pontos finais que necessariamente deve estar claro ao final desta breve discussão. Uma inovação tende, com o passar do tempo, a ser um conhecimento rotineiro porque a rentabilidade que está sendo alcançada será mirada pela concorrência que entenderá o processo e levará novamente a decisão para a esfera do “preço”. Inteligente será aquele que souber gerir esse processo de maneira adequada, criando um “círculo vicioso” de inovação que, aí sim, será difícil de ser copiado.

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2 comentários sobre “Raízes da Inovação

  1. Pingback: A “Inovação” está BOMBANDO « blog do zanatta
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