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Por que eu não gosto do Governo Lula…

In brasil on 23 abril, 2010 por zanatta Etiquetado: ,

Antigamente era mais comum, mas ultimamente não tenho discutido muito sobre política. A explicação mais óbvia para isso talvez seja um sentimento de “desprezo” pelo assunto, tendo em vista as tamanhas barbaridades que estão acontecendo ultimamente. No último Fórum da Liberdade, até Fernando Henrique Cardoso mostrou-se completamente esgotado com esse lixo que virou nosso cenário político nos últimos anos. Ao invés de discutirmos maneiras de alavancar o crescimento, constatamos dia após dia a farra a céu aberto que se tornou nossa sede do governo.

Talvez seja essa a razão que me faça detestar o Governo Lula.

As condições macroeconômicas que favoreceram nossa economia transformaram nosso país em uma estrela brilhante no cenário mundial. A classe C, D e E, que nunca tiveram condições de ter uma conta de luz em seu nome, agora possuem cartão de crédito e compram em 24 vezes sem o medo da inflação ou de perder repentinamente o seu emprego. As sementes dessa estabilidade econômica foram plantadas lá no passado e foram mantidas de maneira inteligente pelo atual Governo, mas isso não é justificativa para o que nossos representantes estão fazendo lá pelas bandas de Brasília.

Por que eu vou perder o meu tempo discutindo essas coisas se eles vão continuar roubando e criando instrumentos para se manter no poder?

Responder o que para uma pergunta como essa? Eu mesmo por diversas vezes evitei discussões que poderiam ser produtivas por aceitar a realidade de que os governantes estão no poder para eles mesmos, e não para quem os elegeu.

O PT então… “nunca antes na história desse país” se viu um Estado tão inflado, indo na contramão das novas práticas de gestão pública. Jamais vimos tanta roubalheira ser abafada por um Presidente que se esqueceu de onde veio e, principalmente, de que maneira se propôs a governar.

Vou utilizar as palavras de J.R Guzzo, colunista da Exame, quando ele afirma:

Seja em qual for o lado que o PT escolher, em qualquer questão, o cidadão pode estar certo de uma coisa: é o lado ERRADO

Foi assim no caso da Honduras, foi assim no caso da Venezuela, foi assim nas ridículas declarações de Lula quando mencionou a “burrice” dos cubanos que faziam greve de fome. No entanto, para coroar o Governo da Safadeza, era preciso fazer algo ainda maior. E fizeram.

Nem mesmo 1,6 milhões de assinaturas foram capazes de impedir os representantes de PT e PMDB de derrubar o projeto de lei que impedia políticos condenados a se reelegerem. Um projeto simples, que exigia apenas uma ficha limpa como qualquer outra que é exigida em um concurso público para aqueles que vão cuidar do nosso dinheiro e do futuro de nosso país. No entanto, nada é tão simples quanto parece…

Assim como em outras ocasiões, juntou-se a corja majoritária e se decidiu pelo regresso ao invés do progresso. Votou-se pela manutenção de instrumentos políticos que privilegiam os milhares de ladrões que estão soltos por aí ao invés de sinalizarem, em pleno ano eleitoral, que ainda vale a pena se interessar e discutir política. Infelizmente, do jeito que está, assim continuará.

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Política é para quem entende

In brasil on 3 maio, 2009 por zanatta Etiquetado: , ,

por Rafael Zanatta

Uma das maiores vitórias que a cidade de Lajeado teve na última eleição municipal foi a vitória do agora vereador Ito Lanius.

Ito Lanius (D) - Compromisso assumido

Ito Lanius (D) - Compromisso assumido

Este personagem, conhecido como um exemplo de empresário e uma liderança dentro da sociedade vem contrapor a realidade que tomou conta do legislativo lajeadense, marcado por profundas evidências de corrupção e, mais do que tudo, falta de habilidade para lidar com as questões que a cidade necessita.

Eu, particularmente, conheço Ito Lanius desde a época que ele se tornou presidente da ACIL (Associação Comercial e Industrial de Lajeado) na qual eu tive a oportunidade de ser um dos diretores de sua gestão. Mesmo sendo jovem e talvez com uma capacidade de discernimento não tão apurada quanto agora, já percebia que Ito Lanius era mais do que um líder empresarial. Ele possuía preocupações que ultrapassavam a esfera empresarial e que agora, finalmente, serão apreciadas no âmbito da sociedade como um todo.

Uma das questões que o vereador vem debatendo nas últimas semanas é a falta de agilidade para a concessão de alvarás. Essa é uma realidade brasileira, mas criar o debate a respeito disso e propor alternativas (Alvará Expresso) é o que fará uma cidade ser referência ou não. A burocracia brasileira deve ser combatida em todas as esferas, mas é dever dos municípios fazer a lição de casa porque a gente sabe: mudar as coisas lá em Brasília normalmente é demorado!

Parabéns Vereador! Espero que a sua postura seja um exemplo para os demais!

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O caso Battisti

In mundo on 11 março, 2009 por zanatta Etiquetado: ,

Mais um texto da série “deveria ter publicado isso um bom tempo atrás”, mas vá lá…

Brasil não deveria desviar os seus princípios por questões ideológicas

Brasil não deveria desviar os seus princípios por questões ideológicas

Estou acompanhando com perplexidade o tratamento que o Brasil está dando ao refugiado italiano Cesare Battisti. Mesmo sabendo de todos os crimes que este homem cometeu e tendo conhecimento que ele já foi julgado e condenado pela Justiça Italiana o nosso Governo, com seus nobres petistas de coração tão nobre, insistem em utilizar valores ideológicos de seu partido para embasar o asilo político oferecido.

Uma das questões chave deste caso e que ainda não consegui decifrar é por que o Governo resolveu assumir um problema que não é seu? Já não temos problemas suficientes? Nosso tão aclamado ministro Tarso Genro é o grande defensor da causa, mas se esquece que o nosso poder judiciário, o qual é responsável no cargo de Ministro da Justiça, possui pilhas e pilhas de processos que estão atrasados e que precisam de tratamento. Entre eles, alguns de extrema urgência pública, como o aborto para bebês anencéfalos, que infelizmente perderam o lugar na fila.

Por que tem que ser o nosso país a se meter nessas confusões? Deixem que Chaves e seus amigos sejam os responsáveis por abrigar terroristas! Ou melhor, enviem esse assassino de volta ao seu país para que cumpra a pena que recebeu.

Para ser sincero sinto-me envergonhado, como cidadão brasileiro, por ações como essa que mancham nossa imagem no exterior. Estamos no centro de uma discussão que toma proporções cada vez maiores e se não agirmos de acordo seremos alvo não apenas dos italianos, mas de todos aqueles que tiverem conhecimento do caso.

Está na hora da própria população brasileira se manifestar. Não quero que meu país seja abrigo para este tipo de pessoa. Quero que o Governo defenda primeiramente os nossos interesses, mas pelo jeito, mesmo depois do carnaval, Lula, Tarso e seus companheiros ainda cantam um enredo que dá vergonha.

Atualização:

Em uma notícia do Estadão tem alguns comentários interessantes. Veja um deles: (cortei umas partes)

“O que é lamentável é a perda de tempo e dinheiro para um julgamento que não precisaria existir se Lula e Genro não abraçassem sua causa ideológica. Os nossos problemas ficam na fila esperando para serem atendidos enquanto os juízes pagos com nosso dinheiro julgam coisas que não nos dizem respeito. Cada país tem sua lei e sua cultura: na Itália é de um jeito, em Cuba de outro, e no Brasil vaga-se em ziguezague como bêbado. Só espero que devolvam o italiano, senão será mais dinheiro nosso jogado no lixo.”

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Um circo chamado Venezuela

In mundo on 9 março, 2009 por zanatta Etiquetado: , ,

Este texto foi escrito a um tempo atrás, mas só agora estou tendo a oportunidade de postá-lo. O tema segue atual e ainda vai gerar muito o que falar

Os últimos acontecimentos políticos ocorridos na Venezuela estão mostrando que a América Latina como um todo está muito longe de ser uma área politicamente organizada, principamente após as urnas constatarem um dos piores golpes já vistos na frágil democracia do país. O “golpe” que Chavez desferiu aprova uma emenda que muda a Constituição do país e permite ao presidente reeleger-se quantas vezes quiser, utilizando todos os tradicionais artifícios que a máquina corrupta pública oferece. (por falar nisso tem mais presidente usando esse artifício por aí)

A população, que vai sofrer no osso os resultados deste referendo, não pode ser considerada vítima. Foi ela quem foi às urnas e garantiu a vitória do “sim”. No entanto, a única certeza que eu tenho nesta história toda é que os frutos da tal Revolução Bolivariana não serão tão bons como o presidente promete. Para um presidente que não consegue promover reformas necessárias e retirar a população do estado da miséria com o barril de petróleo a US$ 130 será difícil fazer algo diferente num momento de crise, no qual o barril vale menos que um terço do valor antigo.

Mesmo assim, com seu perspicaz tino para alcançar poder, Chavez conseguiu aprovar a emenda antes que as reservas internacionais secassem. No entanto, quando elas acabarem, veremos nos noticiários o mar de lama no qual o país estará mergulhado, com os velhos programas sociais que fundamentam o apoio ao Governo sem um pila sequer para distribuir à população. Será neste momento que aqueles que votaram “não” apontarão o dedo para todos aqueles que aprovaram o regime imbecil de Chavez e irão dizer: “ta vendo, eu avisei”.

Nessas idas e vindas um dos maiores perdedores será a América Latina, que ao invés de caminhar para o desenvolvimento ainda precisa desgarrar-se de líderes sem qualquer conhecimento político e econômico. Líderes que ainda acreditam no velho palanque como forma de atrair popularidade, quando o que precisamos é uma legislação que fomente a criação de novos empreendedores e um ambiente próprio para os negócios gerados por eles.

Cá entre nós, tá mais do que na hora de acordar!

Atualização:

  • Fiquei sabendo que o Lula “parabenizou” seu companheiro Chávez pela vitória nas urnas. Espera aí!!! O que se busca num referendo são medidas que tragam “vitórias” para a população e não para uma pessoa em particular.

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As lições que o Brasil não aprendeu

In brasil,economia on 23 dezembro, 2008 por zanatta Etiquetado: , , , ,

Notícias nos telejornais informam que a crise não afetará o crescimento do Brasil em 2008 e que o vigor da economia mostrou-se mais forte do que qualquer analista poderia prever. O engraçado é que este vigor teve um grande impulso pelos principais motivos que levaram o mundo a entrar nesta crise. A grande oferta de crédito facilitou os investimentos no Brasil e a onda das IPO’s só foi possível justamente porque os investidores internacionais aterrissavam vorazes pela magia do dinheiro fácil.

Com pesar, no entanto, informo que assim como subimos, também vamos descer. Ao contrário do que afirmam os governos, o Brasil não vive uma situação tão favorável como eles dizem. É o dever deles fomentar a economia, sei disso, mas a minha preocupação é que eles se isentam da culpa. O vigor do nosso mercado consumidor não será suficiente para suplantar todas as tarefas de casa que deixamos de fazer enquanto a situação era favorável.

A “Carta ao Leitor” da última Revista Exame (03/12/2008) deixou claro que medidas que deveriam ser tomadas há vários anos terão a partir de agora a suas mais graves conseqüências porque, na euforia que vivíamos a algum tempo atrás, imaginamos que elas não seriam necessárias. Segundo Claudia Vassalo nossos problemas com a burocracia, o sistema tributário e leis trabalhistas, sem contar a infra-estrutura caótica com a qual precisamos conviver tiveram uma surpreendente época para serem superados e nosso Governo, feliz com os números, deixou de avaliar com profundidade nossas deficiências e deixou-se levar…

Acredito que só o amadurecimento da nossa população é que fará nosso país crescer. Isso porque os governantes, por melhor intencionados que sejam, só fazem aquilo que angariam votos. Nossas leis trabalhistas, por PIOR que sejam, iludem os trabalhadores e fazem com que os governantes não tenham coragem de nelas mexer. Infelizmente (no nosso caso) os governantes de um país são o reflexo da sua população. Antes que ela mude, teremos que amargar esse crescimento lento e sem fundamentos com os quais já estamos quase acostumados a viver.

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A seriedade de um presidente

In brasil on 21 dezembro, 2008 por zanatta Etiquetado: , ,

Assisti com tristeza a declaração de Lula no encerramento da reunião que o Brasil liderou junto aos países americanos. Ao realizar uma brincadeira com relação aos sapatos que foram atirados contra Bush, nosso presidente mostrou que está mais para bobo da corte que para um governante responsável.

Os mais de 80% da população que apóiam o governo só podem sofrer de algum lapso mental. Nossos problemas na área da saúde e segurança pública são lastimáveis, nossa legislação pune empresas e trabalhadores e os sucessivos problemas envolvendo corrupção já são até ignorados pela população, tamanha é a normalidade com a qual ocorrem.

O fato é que tudo está de cabeça pro ar! O publicitário do Lula consegue fazer com que ele seja exonerado da culpa, encontrando sempre algum bode expiatório que aceite levar a culpa. Onde já se viu a CBF doando dinheiro para campanhas políticas? Ao invés de criar projetos que incentivem a educação eles apenas perpetuam essa corja de sanguessugas que atormentam nosso país.

Percebam que o meu ponto de discussão não são as costumeiras gafes que nosso presidente comete. Essa dos sapatos não foi gafe, foi infantilidade. Ao invés de cobrar os empréstimos que o Equador deve ao NOSSO BNDES ele prefere fazer esse tipo de piadinha. Aí vemos na televisão o governo fazendo propaganda, dizendo que o BNDES gera trabalho. Esse banco foi criado com dinheiro do povo, o nosso FAT de cada dia, que agora vai se perder num país que abriga traficante e terrorista.

Chega! Tem alguma coisa errada nesse negócio! Não basta pintar o sete e após cada viagem ao exterior enfatizar que o Brasil está fortalecido, que os países desenvolvidos agora respeitam a gente. Respeitam NADA. Se continuar desse jeito continuaremos a ser a terra dos macacos, que com algumas bananas ficam quietos. Pior do que tudo, temos um macaco chefe que nem proteger nossa árvore ele consegue.

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