Foi grande a minha satisfação por ter a oportunidade de participar do 23º Fórum da Liberdade, realizado em Porto Alegre nestes dias que se passaram. A importância do evento traduz-se na qualidade dos debates que foram realizados e o seu compromisso em discutir temas que realmente impactam a nossa vida, tais como as mudanças econômicas e políticas que estão acontecendo ao redor do mundo, o poder do Estado diante do capital privado, mas principalmente o papel que nós, a partir de agora, devemos assumir para que a sociedade tome de fato decisões inteligentes diante do seu futuro.
É impossível imaginar que a discussão de ideias é algo sem importância, porque o que se mostrou mais verdadeiro nesse Fórum é que o Liberalismo puro não existe. Na minha opinião, os Governos DEVEM ser preferencialmente Liberais e guiar suas decisões a partir desse conceito, mas há determinados fatores que não podem ser deixados nas mãos do mercado porque nem ele é capaz de lidar com a tamanha inescrupulosidade que domina o ser humano.
Desta forma, deve-se destacar as ideias que o Presidente do CADE, Arthur Badin, trouxe para discutir diante de uma plateia totalmente contrária à intervenção. No entanto, no auge da sua inteligência, Badin conseguiu demonstrar que é preciso mecanismos que evitem a formação de cartéis e que defendam o consumidor de abusos que possam ocorrer quando empresários sem escrúpulos desenham modelos de negócios que prejudicam a sociedade na qual atuam.
Na sequência dos debates, o empresário David Neeleman, presidente da Azul Linhas Aéreas, buscou passar uma mensagem clara: para que o Brasil possa trazer investimentos estrangeiros ele precisa adequar a sua legislação e melhorar a sua infra-estrutura. Caso contrário, vai continuar sendo um país no qual é tão difícil para um estrangeiro colocar os pés e implantar uma operação de sucesso. O empresário, que é um apaixonado por este país, deixou claro que o Brasil não oferece condições para investidores que desejam trazer o seu dinheiro, criar empregos e ajudar no desenvolvimento do país.
Já no último Painel, o discurso enfático de Jorge Gerdau ao defender uma gestão pública mais eficiente foi aclamado pela plateia que, assim como eu, está cansada de ver políticos realizarem uma gestão tão podre com o seu dinheiro. O que o empresário deixou claro é que o modo como os políticos estão governando nosso país está defasado e já não é suficiente para assegurar nosso crescimento.
O ex-presidente boliviano Jorge Quiroga, por sua vez, nos deu uma aula de história e desmistificou vários aspectos que nenhum petista gosta de admitir: o Brasil cresce em grande parte porque fez reformas importantes no período de Fernando Henrique, o primeiro Presidente brasileiro que entendeu que medidas liberais seriam (e de fato foram) a única maneira do nosso país desenvolver-se e ganhar competitividade internacional.
Por fim: o gênio Fernando Henrique Cardoso dividiu sua sabedoria nos 20 minutos de fala e nas questões respondidas durante o debate. No encerraramento do Fórum, FHC disparou a mais pura verdade: os jovens, e ele mesmo, não se interessam mais pela política porque ela deixou de ser debatida para virar página policial e motivo de manchetes sensacionalistas.
A mensagem que eu vou transmitir depois desta experiência é que o Liberalismo continua sendo o melhor modelo para os governos basearem as suas decisões. No entanto, não pode haver exageros em nenhum dos discursos. Além disso, cabe a cada um de nós prestar muita atenção no que está acontecendo na América Latina. Os regimes que estão surgindo representam uma ameaça incrível para a liberadade e a igualdade de oportunidades.
Em breve escrevo sobre cada palestrante individualmente. Abraços!










Na primeira colocação temos uma situação na qual uma crise normalmente funciona como um balde de água fria nos planos de longo prazo. Isso porque os tomadores de decisão já não prevêem mais aquele aumento de consumo esperado e com isso freiam os investimentos, com medo de que eles não atinjam o retorno esperado.
O desenvolvimento de uma sociedade próspera, com empresas que busquem produtos diferenciados passa, sem sombra de dúvidas, pela qualificação. Desta forma, é preciso ter uma clara noção de quais são os centros universitários e mapeá-los dentro da área em estudo. Em uma análise preliminar é possível perceber que a região concentra as mais importantes universidades do estado, sendo elas:
Um dos melhores livros que já li com certeza é “O Mundo é Plano”, de Thomas L. Friedman. A conseqüência da leitura foi uma profunda reflexão sobre como o processo de globalização está fazendo com que os países estejam cada vez mais interligados e como essas relações estão interferindo na vida das pessoas e das companhias.
