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23º Fórum da Liberdade – comentários gerais

In economia,mundo on 15 abril, 2010 por zanatta Etiquetado: , ,

Foi grande a minha satisfação por ter a oportunidade de participar do 23º Fórum da Liberdade, realizado em Porto Alegre nestes dias que se passaram. A importância do evento traduz-se na qualidade dos debates que foram realizados e o seu compromisso em discutir temas que realmente impactam a nossa vida, tais como as mudanças econômicas e políticas que estão acontecendo ao redor do mundo, o poder do Estado diante do capital privado, mas principalmente o papel que nós, a partir de agora, devemos assumir para que a sociedade tome de fato decisões inteligentes diante do seu futuro.

É impossível imaginar que a discussão de ideias é algo sem importância, porque o que se mostrou mais verdadeiro nesse Fórum é que o Liberalismo puro não existe. Na minha opinião, os Governos DEVEM ser preferencialmente Liberais e guiar suas decisões a partir desse conceito, mas há determinados fatores que não podem ser deixados nas mãos do mercado porque nem ele é capaz de lidar com a tamanha inescrupulosidade que domina o ser humano.

Desta forma, deve-se destacar as ideias que o Presidente do CADE, Arthur Badin, trouxe para discutir diante de uma plateia totalmente contrária à intervenção. No entanto, no auge da sua inteligência, Badin conseguiu demonstrar que é preciso mecanismos que evitem a formação de cartéis e que defendam o consumidor de abusos que possam ocorrer quando empresários sem escrúpulos desenham modelos de negócios que prejudicam a sociedade na qual atuam.

Na sequência dos debates, o empresário David Neeleman, presidente da Azul Linhas Aéreas, buscou passar uma mensagem clara: para que o Brasil possa trazer investimentos estrangeiros ele precisa adequar a sua legislação e melhorar a sua infra-estrutura. Caso contrário, vai continuar sendo um país no qual é tão difícil para um estrangeiro colocar os pés e implantar uma operação de sucesso. O empresário, que é um apaixonado por este país, deixou claro que o Brasil não oferece condições para investidores que desejam trazer o seu dinheiro, criar empregos e ajudar no desenvolvimento do país.

Já no último Painel, o discurso enfático de Jorge Gerdau ao defender uma gestão pública mais eficiente foi aclamado pela plateia que, assim como eu, está cansada de ver políticos realizarem uma gestão tão podre com o seu dinheiro. O que o empresário deixou claro é que o modo como os políticos estão governando nosso país está defasado e já não é suficiente para assegurar nosso crescimento.

O ex-presidente boliviano Jorge Quiroga, por sua vez, nos deu uma aula de história e desmistificou vários aspectos que nenhum petista gosta de admitir: o Brasil cresce em grande parte porque fez reformas importantes no período de Fernando Henrique, o primeiro Presidente brasileiro que entendeu que medidas liberais seriam (e de fato foram) a única maneira do nosso país desenvolver-se e ganhar competitividade internacional.

Por fim: o gênio Fernando Henrique Cardoso dividiu sua sabedoria nos 20 minutos de fala e nas questões respondidas durante o debate. No encerraramento do Fórum, FHC disparou a mais pura verdade: os jovens, e ele mesmo, não se interessam mais pela política porque ela deixou de ser debatida para virar página policial e motivo de manchetes sensacionalistas.

A mensagem que eu vou transmitir depois desta experiência é que o Liberalismo continua sendo o melhor modelo para os governos basearem as suas decisões. No entanto, não pode haver exageros em nenhum dos discursos. Além disso, cabe a cada um de nós prestar muita atenção no que está acontecendo na América Latina. Os regimes que estão surgindo representam uma ameaça incrível para a liberadade e a igualdade de oportunidades.

Em breve escrevo sobre cada palestrante individualmente. Abraços!

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As relações entre o Consumo e o Investimento

In brasil,economia on 6 maio, 2009 por zanatta Etiquetado: , , ,

Há alguns meses eu escrevi sobre a importância que o consumo deve ter para que as medidas que os governos estão tomando tenham realmente efeito no combate à crise. O fato é que, de lá para cá, tenho feito algumas considerações sobre o que eu julgo ser importante em uma economia que deseja de fato crescer, mesmo com as intempéries que uma crise como esta, de escala mundial, pode proporcionar.

Para entender como estas duas variáveis estão ligadas gostaria de realizar algumas relações simples, como por exemplo:

  • Consumo gera Investimento: quando há aumento na demanda, normalmente em períodos positivos da economia.
  • Investimento gera Consumo: em épocas de crise e reorganização da economia, na qual a demanda deve ser instigada por produtos que satisfaçam plenamente suas necessidades.

investimentoNa primeira colocação temos uma situação na qual uma crise normalmente funciona como um balde de água fria nos planos de longo prazo. Isso porque os tomadores de decisão já não prevêem mais aquele aumento de consumo esperado e com isso freiam os investimentos, com medo de que eles não atinjam o retorno esperado.

Na segunda colocação, no entanto, temos uma situação na qual a necessidade de buscar mudanças torna-se uma realidade latente, fazendo com que a gerência tome medidas que combatam a lentidão, os processos mal organizados, mas sobretudo arrumem a casa para se preparar para o momento seguinte.

Dito isso, resta discutir o que prevalece nessa história. Alguns dirão que as empresas devem investir quando possuem a certeza de que terão seus investimentos recuperados, enquanto outros tomarão o partido de que só o investimento pode fazer com que o consumo recupere os níveis anteriores.

Na minha opinião, existe um pouco de cada um nessa história. É claro que nenhuma empresa deve investir sem uma noção clara de qual serão os rendimentos do produto no futuro. No entanto, esperar que a demanda volte a aquecer para retomar ou iniciar os investimentos pode ser uma atitude ainda mais insensata. Investimentos não surgem da noite para o dia e esse intervalo de inércia pode afastar um concorrente terrivelmente, a ponto de não ser mais possível alcança-lo.

O que de fato eu defendo é uma visão de longo alcance a respeito do que acontece. Uma empresa, por menor que seja, precisa saber quais são as variáveis que atingem o seu negócio e, além disso, entender as tantas outras que atingem seus clientes e fornecedores. Organizações que conseguem fazer isso de forma clara (com menos erros possíveis) tendem a não se deixar envolver por períodos de euforia e trabalhar para que as necessidades de amanhã possam ser supridas por reservas feitas desde agora. As crises vêm e vão, mas é preciso estar preparado para elas. Nesses casos podemos perceber empresas que hoje, mesmo na crise, estão com suas reservas de capital nas alturas, prontas para abocanhar concorrentes que não souberam lidar com a euforia.

Mais do que isso, são as empresas que se preparam num momento pré-crise aquelas que serão capazes de realizar investimentos visualizando o futuro. Neste caso, por exemplo, podemos citar a rede de lojas Casas Bahia que mesmo sabendo que o consumo tende a baixar vai investir na abertura de aproximadamente 30 lojas num novo mercado – Nordeste – e ainda por cima desbravar o mercado das vendas online, hoje dominado pelo Submarino e Americanas. Quais as lições que podemos tirar? O presidente da empresa não espera aumentar os lucros neste ano, mas sim “empatar” com o do ano anterior, mesmo com esses novos canais de venda. No entanto, quando todo este furacão passar a empresa estará fortalecida nesses mercados que praticamente não receberam investimentos, saindo com vantagem na corrida por novos clientes.

Outro exemplo ainda mais latente são as empresas do ramo da infra-estrutura, responsáveis por obras no campo da energia, transporte ou saneamento. Investimentos nessas áreas demandam tempo e não podem ter o seu start num momento pós-crise porque neste caso já iniciarão atrasados. O momento para realizar investimentos nestas áreas é agora, ainda mais com os valores das matérias-primas caindo a cada dia. Trata-se de uma oportunidade fantástica tendo em vista que, no momento que a empresa estiver pronta para operar, ela terá diante de si um mercado pronto para consumir a energia elétrica, combustíveis, as estradas ou estações de tratamento.

Neste momento não devemos pensar que tudo está perdido e que as empresas irão ruir como castelos de areia. Algumas já ruíram, tantas outras possivelmente ainda ruirão porque tem um preço a pagar pelos erros sucessivos que cometeram no decorrer dos últimos anos. No entanto, é preciso visualizar também que há muitas empresas bem administradas que darão novo fôlego para a economia com os investimentos que estão planejando. No atual momento, as empresas devem valer-se de um bom uso de cenários e um choque de inovação. Isso sim é capaz de driblar crises e fortalecer ainda mais uma organização.

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Será o Encontro do G20 uma piada de 1o de Abril???

In economia,mundo on 1 abril, 2009 por zanatta Etiquetado: ,

O mundo vai focar seus olhos de maneira atenta para os resultados do Encontro do G20, que começa amanhã na cidade de Londres. Este, de forma especial, será sem dúvida nenhuma um dos eventos mais importantes para todas as nações do mundo, tendo em vista que importantes decisões DEVEM ser realizadas por lá se o objetivo for realmente trabalhar.

Minha principal preocupação nesta fase da crise é a maneira como os países estão interpretando a ideia de “proteger sua economia”. O protecionismo voltou a ser o grande vilão da história e se os líderes não voltarem de Londres com acordos devidamente regularizados o Mundo pode sofrer consequências graves. Uma matéria no site The Economist explica muito bem a situação: não estamos mais em um momento no qual “fechar as fronteiras” é algo positivo. Muito pelo contrário! O processo de globalização que vivemos nas últimas décadas fez com que o protecionismo fosse algo impensável, no sentido de levar a cada país uma parte do processo produtivo. Neste sentido, quando você corta um elo da cadeia, você perde competitividade.

O Brasil foi um dos poucos países que rejeitou medidas protecionistas quando o Governo tentou fazê-las. Seria um tiro no pé porque as indústrias brasileiras dependem de produtos estrangeiros para manter-se ativa, fato este que o próprio site enfatizou como um exemplo a ser seguido.

Desta forma, resta-nos torcer para que tudo dê certo e que este encontro não seja apenas mais uma piada de 1o de abril.

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Diamante Gaúcho – Características do ensino superior

In diamante gaúcho on 19 março, 2009 por zanatta Etiquetado: , ,

No segundo texto da série “Diamante Gaúcho” busca-se analisar a força que esta região possui no sentido acadêmico.
por Rafael Zanatta

livroO desenvolvimento de uma sociedade próspera, com empresas que busquem produtos diferenciados passa, sem sombra de dúvidas, pela qualificação. Desta forma, é preciso ter uma clara noção de quais são os centros universitários e mapeá-los dentro da área em estudo. Em uma análise preliminar é possível perceber que a região concentra as mais importantes universidades do estado, sendo elas:

  • UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Porto Alegre)
  • UFSM - Universidade Federal de Santa Maria (Santa Maria)
  • UFPEL - Universidade Federal de Pelotas (Pelotas)
  • FURG - Fundação Rio Grande (Rio Grande)

Estas universidades caracterizam-se por um intenso volume de pesquisa e uma grande oferta de cursos, sendo as mais procuradas pelos estudantes. Em seguida, vêm aquelas universidades e centros universitários privados que se destacam regionalmente, sendo elas:

  • Unisinos - Universidade do Vale dos Sinos (São Leopoldo)
  • PUC-RS – Pontifícia Universidade Católica (Porto Alegre)
  • ULBRA - Universidade Luterana Brasileira (Canoas)
  • UCS - Universidade Caxias do Sul (Caxias do Sul)
  • UPF - Universidade Passo Fundo (Passo Fundo)
  • Unisc - Universidade Santa Cruz do Sul (Santa Cruz do Sul)
  • Univates - Centro Universitário Vale do Taquari (Lajeado)

Estas universidades possuem uma grande oferta de cursos, mas suas linhas de pesquisa normalmente são focadas em aspectos regionais, de acordo com as demandas de suas comunidades. Esta característica as torna ainda mais importantes porque elas podem aprofundar-se em determinado campo de estudo específico. Além destas instituições de ensino citadas até aqui temos a presença de dezenas de outros centros universitários que oferecem cursos de graduação nos mais variados campos.

Sendo assim, o cenário criado por estas instituições de ensino é muito positivo para o contínuo desenvolvimento da região. À medida que os alunos são formados cria-se a possibilidade para que sejam desenvolvidos novos negócios, principalmente aqueles ligados à pesquisa, normalmente nascidos no seio de uma universidade.

Não deixe de ver também:

post: O Diamante Gaúcho

post: Um Exemplo de Brasil – O Quadrilátero Paulista

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As lições que o Brasil não aprendeu

In brasil,economia on 23 dezembro, 2008 por zanatta Etiquetado: , , , ,

Notícias nos telejornais informam que a crise não afetará o crescimento do Brasil em 2008 e que o vigor da economia mostrou-se mais forte do que qualquer analista poderia prever. O engraçado é que este vigor teve um grande impulso pelos principais motivos que levaram o mundo a entrar nesta crise. A grande oferta de crédito facilitou os investimentos no Brasil e a onda das IPO’s só foi possível justamente porque os investidores internacionais aterrissavam vorazes pela magia do dinheiro fácil.

Com pesar, no entanto, informo que assim como subimos, também vamos descer. Ao contrário do que afirmam os governos, o Brasil não vive uma situação tão favorável como eles dizem. É o dever deles fomentar a economia, sei disso, mas a minha preocupação é que eles se isentam da culpa. O vigor do nosso mercado consumidor não será suficiente para suplantar todas as tarefas de casa que deixamos de fazer enquanto a situação era favorável.

A “Carta ao Leitor” da última Revista Exame (03/12/2008) deixou claro que medidas que deveriam ser tomadas há vários anos terão a partir de agora a suas mais graves conseqüências porque, na euforia que vivíamos a algum tempo atrás, imaginamos que elas não seriam necessárias. Segundo Claudia Vassalo nossos problemas com a burocracia, o sistema tributário e leis trabalhistas, sem contar a infra-estrutura caótica com a qual precisamos conviver tiveram uma surpreendente época para serem superados e nosso Governo, feliz com os números, deixou de avaliar com profundidade nossas deficiências e deixou-se levar…

Acredito que só o amadurecimento da nossa população é que fará nosso país crescer. Isso porque os governantes, por melhor intencionados que sejam, só fazem aquilo que angariam votos. Nossas leis trabalhistas, por PIOR que sejam, iludem os trabalhadores e fazem com que os governantes não tenham coragem de nelas mexer. Infelizmente (no nosso caso) os governantes de um país são o reflexo da sua população. Antes que ela mude, teremos que amargar esse crescimento lento e sem fundamentos com os quais já estamos quase acostumados a viver.

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Os dilemas de fomentar o crescimento

In brasil,economia on 18 dezembro, 2008 por zanatta Etiquetado: , , ,

O último post (A crise é plana também!) gerou um comentário que, a princípio, pareceu-me irônico. Imaginar que os países são “bonzinhos” e que juntos buscarão a solução para que todos cresçam de mãos dadas é um tanto equivocada e eu não seria ingênuo a ponto de acreditar nisso. Pensando sobre o assunto lembrei de uma das aulas de macroeconomia que pode explicar a necessidade de agir de forma conjunta.

Se buscarmos na macroeconomia a explicação para que um país demore a tomar medidas contra a crise fica fácil entender. O fato é que a idéia de “crescer juntos” é a mais adequada, mas a mais barata é com certeza ACOMPANHAR o crescimento do outro. É melhor exemplificar:

Vamos isolar dois países, A e B, e imaginar que os dois estejam em crise. A crise, seja por qualquer natureza, fará a demanda diminuir e consequentemente teremos diminuição da produção e aumento do desemprego. O país A exporta para o país B. O país B exporta para o país A. Sendo assim, a diminuição da demanda em ambos países afeta a produção dos dois, pelo fato de estarem interligados (globalização????). Bem, o que isso tudo tem a ver com a crise?

O histórico das crises que o mundo já viveu mostra que sempre o crescimento voltou a existir. Voltando ao nosso exemplo, se o país A resolver enfrentar a crise tomando medidas que ativem a liquidez, fomentem a produção e o emprego e o país B NÃO TOMAR estas medidas quem será o maior BENEFICIADO no curto prazo é o país B. Estranho? Nem tanto…

Tomar medidas contra a crise são, na maioria das vezes, caras. As ações do governo A repercutirão pelos dois países, tendo em vista que os mercados são interligados e o crescimento de A fará com que as exportações de B aumentem novamente, iniciando um ciclo de crescimento que pode tirar ambos da crise.

Sendo assim, embora apenas o governo A tenha investido para sair da crise, ambos os governos foram beneficiados. A questão que fica é a seguinte: que país não gostaria de sair de uma crise sem gastar nada? TODOS!!! O fato é que, esperando que o outro país tome uma providência, normalmente deixa-se escapar o momento oportuno para tomar uma medida capaz de abafar a crise, tornando-a ainda maior!

Na atual crise que estamos vivendo não podemos trabalhar com a hipótese de apenas dois países. É o MUNDO INTEIRO que está interligado esperando que as medidas tomadas por um passem a surtir efeito em outro. No entanto, as proporções deste desafio não serão transpostas por medidas isoladas. Os países não podem se dar ao luxo de esperar que os pacotes dos países desenvolvidos tragam benefícios grátis aos subdesenvolvidos. EUA, União Européia e Japão, foram os principais afetados e tomaram a frente na luta contra a crise, mas Brasil, China, Índia e tantos outros devem ter em mente que está nas suas mãos a continuidade do trabalho para que os estragos possam ser amenizados e a curva de crescimento possa ser novamente positiva.

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E a crise é plana também

In economia on 17 dezembro, 2008 por zanatta Etiquetado: , , ,

mundo_planoUm dos melhores livros que já li com certeza é “O Mundo é Plano”, de Thomas L. Friedman. A conseqüência da leitura foi uma profunda reflexão sobre como o processo de globalização está fazendo com que os países estejam cada vez mais interligados e como essas relações estão interferindo na vida das pessoas e das companhias.

O objetivo deste post não é resumir a obra, mas apenas chamar a atenção sobre como ela está relacionada à atual crise global. As premissas do livro defendem que o desenrolar da tecnologia proporcionou às empresas que trabalhassem em diversos pontos do globo sem que isso afetasse sua produtividade. Pelo contrário, a diversificação nos pontos geográficos trouxe vantagens quando reduziu custos e aumentou os lucros. O ganho tecnológico fez com que as cadeias de suprimentos das empresas sofressem um choque, passando a operar em redes cada vez maiores e mais confiáveis.

Essas mesmas redes, que trazem confiabilidade e rapidez para as transações, no entanto, atuam com a mesma intensidade num momento de crise. Desta forma, os problemas deixam de ser específicos de um país porque normalmente a sua cadeia de produção envolve inúmeros outras regiões, que sofrerão igualmente os estragos.

O pequeno esboço criado aqui apenas justifica a necessidade de os governos continuarem a tomar medidas conjuntas para enfrentar a crise. Se os Estados Unidos não estiverem em sintonia com a União Européia, por exemplo, nenhuma das ações terá efeito positivo. Todos os governos devem ter a plena convicção de que não arrumarão a casa sozinhos e só a soma de suas ações é que realmente trará algum resultado.

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O Diamante Gaúcho

In administração,brasil,diamante gaúcho,economia on 9 dezembro, 2008 por zanatta Etiquetado: , , , ,

Em uma matéria recente da Revista EXAME que eu resumi em artigo publicado aqui foi ilustrada a situação de uma região de SP que abriga uma realidade econômica exemplar para o nosso país. A região é referência em vários setores e o fato de ser única é o único ponto negativo nessa história toda.Partindo desta idéia eu resolvi imaginar como seria estruturada uma região como essa no estado do Rio Grande do Sul. Inicialmente tratei de eleger as cidades mais importantes e traçá-las no mapa. Desta forma, a região seria formada por cinco extremidades, sendo elas: Rio Grande, Porto Alegre, Caxias do Sul, Passo Fundo e Santa Maria.

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O que percebemos é que a região compreende basicamente o centro econômico do Estado. É nesta região que se concentram as maiores indústrias e por onde escoa a maior parte da produção agropecuária e industrial. O ensino é impulsionado pelas dezenas de Centros Universitários e Universidades e o grande potencial para navegação é impulsionado pela Laguna dos Patos e pelos rios que se ligam a ela.

Com essa breve introdução eu pretendo dar início a uma série de posts que vai apontar porque esta região demarcada é tão importante para o Estado e quais são alguns dos motivos para que o desenvolvimento não seja ainda mais presente. A primeira idéia eu já deixo registrada: a região possui muito potencial e é bem servida de diversos fatores fundamentais para o progresso. No entanto, o fato de não haver pesados investimentos públicos faz com que o crescimento não seja impulsionado da maneira que deveria e cria um cenário onde a infra-estrutura está completamente desarrumada, com portos inoperantes e estradas esburacadas quando deveriam, no mínimo, estarem duplicadas.

O primeiro desafio é levantar as questões relacionadas à educação!

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