Arquivo da categoria ‘diamante gaúcho’

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Gargalos do Diamante Gaúcho – BR 386

In diamante gaúcho on 22 dezembro, 2009 por zanatta Etiquetado: , ,

Na semana passada eu iniciei uma discussão a respeito dos gargalos que o Estado do RS precisaria superar para que o Diamante Gaúcho pudesse realmente acontecer. O que me motivou a escrever sobre isso foi o incrível congestionamento que eu tive que enfrentar na última sexta-feira, quando voltava de Porto Alegre para Lajeado.

Pasmem: eu demorei 40 minutos para percorrer 5 km.

Embora a BR 386 seja duplicada a partir da saída de Canoas, existe uma pequena ponte que não foi duplicada e que obriga o trânsito a andar em fila simples, gerando, claro, PARALISIA TOTAL. Ou seja, realizaram uma obra de centenas de milhões de reais e esqueceram de colocar a cereja no bolo, criando transtornos e perdas para todo mundo que trafega pelo trajeto.

Enquanto eu dirigia eu ainda comentei com o meu irmão: “O pior de tudo é que se um grupo de empresas resolve se juntar para duplicar essa ponte provavelmente não será possível”. Nosso Governo não consegue promover as obras necessárias e nem mesmo busca criar mecanismos para que a sociedade possa se mobilizar. Resta-nos “apontar o dedo” e convencê-los de que a situação é ruim e precisa de ação imediata, para que talvez daqui a 10 anos as obras comecem…

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Esse foi apenas um pequeno exemplo do que eu pretendo com esses posts. Se você possuir alguma ideia de problemas que merecem destaque, por favor, entre em contao ;-)

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Diamante Gaúcho: ainda falta muito

In diamante gaúcho,Uncategorized on 15 dezembro, 2009 por zanatta Etiquetado:

Há algum tempo eu escrevi um post baseado em uma matéria da Revista Exame que tratava do “Quadrilátero Paulista”, uma região no estado de São Paulo que possui características de primeiro mundo e que tornou-se um dos pólos econômicos do país pela moderna infraestrutura que possui.

A partir daquele texto eu busquei adaptar a ideia para o Rio Grande do Sul, tentando encontrar no mapa do estado a região que poderia tornar-se uma novo exemplo de quadrilátero. Para minha surpresa, o que encontrei foi uma figura com 5 lados, que me lembrou o formato de um Diamante.

Daí surgiu o título para a região: Diamante Gaúcho! Nos primeiros textos eu procurei dar exemplos das características que tornavam esta região a mais importante do Estado, mas agora percebo que eu cometi um equívoco ao considerá-la um “novo quadrilátero”.

De fato, há inúmeras características que tornam a região importante, mas os problemas básicos que ela apresenta tornam difícil o seu crescimento. Daí, surgiu-me a ideia de investigar quais seriam os principais gargalos que impedem a região de crescer e se desenvolver e assim, já na próxima semana, vou começar a postar sobre os problemas que devem ser resolvidos se a região realmente deseja tornar-se referência nacional e internacional.

Ideias são sempre bem vindas, até porque é impossível eu conhecer os problemas de cada região. Aos poucos cada um pode dar a sua contribuição para resolvermos, de forma simples, os problemas que ainda emperram o nosso crescimento.

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Diamante Gaúcho – Características do ensino superior

In diamante gaúcho on 19 março, 2009 por zanatta Etiquetado: , ,

No segundo texto da série “Diamante Gaúcho” busca-se analisar a força que esta região possui no sentido acadêmico.
por Rafael Zanatta

livroO desenvolvimento de uma sociedade próspera, com empresas que busquem produtos diferenciados passa, sem sombra de dúvidas, pela qualificação. Desta forma, é preciso ter uma clara noção de quais são os centros universitários e mapeá-los dentro da área em estudo. Em uma análise preliminar é possível perceber que a região concentra as mais importantes universidades do estado, sendo elas:

  • UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Porto Alegre)
  • UFSM - Universidade Federal de Santa Maria (Santa Maria)
  • UFPEL - Universidade Federal de Pelotas (Pelotas)
  • FURG - Fundação Rio Grande (Rio Grande)

Estas universidades caracterizam-se por um intenso volume de pesquisa e uma grande oferta de cursos, sendo as mais procuradas pelos estudantes. Em seguida, vêm aquelas universidades e centros universitários privados que se destacam regionalmente, sendo elas:

  • Unisinos - Universidade do Vale dos Sinos (São Leopoldo)
  • PUC-RS – Pontifícia Universidade Católica (Porto Alegre)
  • ULBRA - Universidade Luterana Brasileira (Canoas)
  • UCS - Universidade Caxias do Sul (Caxias do Sul)
  • UPF - Universidade Passo Fundo (Passo Fundo)
  • Unisc - Universidade Santa Cruz do Sul (Santa Cruz do Sul)
  • Univates - Centro Universitário Vale do Taquari (Lajeado)

Estas universidades possuem uma grande oferta de cursos, mas suas linhas de pesquisa normalmente são focadas em aspectos regionais, de acordo com as demandas de suas comunidades. Esta característica as torna ainda mais importantes porque elas podem aprofundar-se em determinado campo de estudo específico. Além destas instituições de ensino citadas até aqui temos a presença de dezenas de outros centros universitários que oferecem cursos de graduação nos mais variados campos.

Sendo assim, o cenário criado por estas instituições de ensino é muito positivo para o contínuo desenvolvimento da região. À medida que os alunos são formados cria-se a possibilidade para que sejam desenvolvidos novos negócios, principalmente aqueles ligados à pesquisa, normalmente nascidos no seio de uma universidade.

Não deixe de ver também:

post: O Diamante Gaúcho

post: Um Exemplo de Brasil – O Quadrilátero Paulista

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O Diamante Gaúcho

In administração,brasil,diamante gaúcho,economia on 9 dezembro, 2008 por zanatta Etiquetado: , , , ,

Em uma matéria recente da Revista EXAME que eu resumi em artigo publicado aqui foi ilustrada a situação de uma região de SP que abriga uma realidade econômica exemplar para o nosso país. A região é referência em vários setores e o fato de ser única é o único ponto negativo nessa história toda.Partindo desta idéia eu resolvi imaginar como seria estruturada uma região como essa no estado do Rio Grande do Sul. Inicialmente tratei de eleger as cidades mais importantes e traçá-las no mapa. Desta forma, a região seria formada por cinco extremidades, sendo elas: Rio Grande, Porto Alegre, Caxias do Sul, Passo Fundo e Santa Maria.

diamante_gaucho_rs

O que percebemos é que a região compreende basicamente o centro econômico do Estado. É nesta região que se concentram as maiores indústrias e por onde escoa a maior parte da produção agropecuária e industrial. O ensino é impulsionado pelas dezenas de Centros Universitários e Universidades e o grande potencial para navegação é impulsionado pela Laguna dos Patos e pelos rios que se ligam a ela.

Com essa breve introdução eu pretendo dar início a uma série de posts que vai apontar porque esta região demarcada é tão importante para o Estado e quais são alguns dos motivos para que o desenvolvimento não seja ainda mais presente. A primeira idéia eu já deixo registrada: a região possui muito potencial e é bem servida de diversos fatores fundamentais para o progresso. No entanto, o fato de não haver pesados investimentos públicos faz com que o crescimento não seja impulsionado da maneira que deveria e cria um cenário onde a infra-estrutura está completamente desarrumada, com portos inoperantes e estradas esburacadas quando deveriam, no mínimo, estarem duplicadas.

O primeiro desafio é levantar as questões relacionadas à educação!

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Um exemplo de Brasil – O quadrilátero paulista

In brasil,diamante gaúcho,economia on 20 novembro, 2008 por zanatta Etiquetado: ,

Na edição número 21 da Revista Exame (05/11/2008)  foi publicada uma reportagem muito interessante a respeito de uma parte do Brasil que encheria de orgulho qualquer cidadão. A matéria “O país que precisa ser multiplicado” traz o exemplo de um quadrilátero formado dentro do estado de São Paulo, cujos vértices são as cidades de Ribeirão Preto, Taubaté, Santos e Botucatu.

Aparentemente não dei muita atenção, mas aos poucos a leitura e o estudo me fascinaram! A região produz mais de 25% do PIB brasileiro e se fosse um país seria a 27ª nação mais rica do mundo (na frente da Dinamarca, nossos hermanos argentinos e a Venezuela). Os dados que impressionam ao mesmo tempo criam um sentimento de tristeza, ao constatar que um país imenso e cheio de riquezas não consegue estender estes exemplos para outras regiões.

quadrilatero_paulistaClique para visualizar a imagem original

Os destaques

Dentro do quadrilátero estão algumas das maiores empresas do Brasil. Entre os setores mais relevantes estão:

  • Automobilístico: produziram-se mais de 1,3 milhões de carros em 2007, mais do que a produção inteira da Itália.
  • Petroquímico: quatro refinarias e dezenas de empresas neste ramo fazem da região o maior pólo petroquímico do país.
  • Têxtil: a região responde por 30% da produção de tecidos e confecção nacional. Cerca de 2170 empresas empregam mais de 43 mil pessoas.
  • Financeiro: os maiores bancos do país possuem suas sedes nesta região além da Bovespa, que realiza 80% dos negócios na América Latina.
  • Açúcar e Álcool: a região é uma das mais importantes do mundo neste setor, concentrando 15% do álcool e 10% do açúcar produzido no mundo.
  • Tecnologia de Informação: cerca de 15 bilhões de dólares são movimentados por ano nesta região que produz cerca de 70% da tecnologia de informação do país.

A infra-estrutura

Para possibilitar a criação destes pólos foi necessário oferecer uma infra-estrutura digna de primeiro mundo para que as empresas se instalassem. Neste sentido, os números também impressionam:

  • 100% da região possui cobertura de telefonia fixa, móvel e internet banda larga
  • 4 ferrovias cortam a região nas direções leste/oeste e norte/sul
  • 7 das 10 melhores estradas do Brasil encontram-se no quadrilátero, além de possuir outras 10 rodovias de boa qualidade
  • Possui 4 aeroportos de destaque: Guarulhos e Viracopos (internacionais), Congonhas e Campo de Marte (regionais), além de outros 21 espalhados.
  • O Porto de Santos é atualmente o maior porto do país

Os fatores que influenciaram

Não é à toa que a região do quadrilátero possui estes índices considerados de primeiro mundo. Os investimentos que vem sendo feitos em infra-estrutura durante décadas estão mostrando os seus resultados. Um ponto, porém, foi primordial para que as empresas desejassem instalar-se nessa região: o alto nível de educação.

Existem, no quadrilátero, 62 instituições de ensino, sendo 18 delas avaliadas como instituições de ensino de primeira linha, formando e qualificando cerca de 40% dos formados em engenharia, matemática e computação do Brasil. Além disso, cerca de 4 mil doutores se formam todos os anos – o México forma cerca de 1.800 por ano. Ou seja, as empresas buscam não só a infra-estrutura, mas sim a mão de obra qualificada que vai conseguir desenvolver as soluções que as organizações necessitam.

A principal questão que fica…

Ao terminar de ler a matéria duas coisas me vinham à cabeça: “eu preciso ir morar/trabalhar nesta região” ou “por que diabos esses quadriláteros não servem de exemplo para todos os estados?”.

O fato de exigir não apenas anos, mas décadas para que os resultados possam aparecer é a primeira resposta para que projetos como este não sejam encabeçados pelos políticos. Os primeiros que imaginaram o quadrilátero paulista não conseguiram finalizar o projeto e estampar em suas campanhas eleitorais que foram eles os responsáveis pelos resultados alcançados, mas deram o primeiro passo para este belo exemplo que hoje se apresenta.

Assim como eles, os políticos dos demais estados deveriam pensar de maneira conjunta em maneiras de criar os seus próprios quadriláteros. A discussão iniciada pela Exame deve ser continuada pelos Deputados, Governadores e Senadores dos respectivos estados para que todos, em conjunto, possam somar esforços para que os objetivos sejam atingidos. A sociedade jamais será contra projetos que tragam benefícios, principalmente os relacionados ao desenvolvimento e a busca por uma situação positiva no longo prazo.

Resta-nos a reflexão e as possíveis discussões que informações como estas podem levar. Enquanto isso não ocorre, fico imaginando como seria uma região como essa no Rio Grande do Sul…

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