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batendo papo

In administração, gestão on 26 outubro, 2011 by zanatta Etiquetado: ,

Eu sempre fico surpreso quando eu percebo que existem revistas que insistem em reescrever os velhos jargões sobre liderança como se fossem novidades. O último que eu li dizia o seguinte:

“Você precisa ser um líder e não um chefe. O líder inspira, o chefe intimida”.

Falando sério agora: esse tipo de coisa ainda precisa ser dito?

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Hoje eu fiz questão de bater um papo com a minha equipe pelo momento diferente que estamos vivendo. O verão está chegando e para o nosso ramo de atuação isso significa um boom nas vendas e consequentemente nas demandas extras. Antes de entrar na sala, no entanto, parei por alguns segundos para pensar sobre qual abordagem que eu utilizaria na conversa, que poderia ser uma das duas a seguir:

  • Chefe: “Pessoal, o negócio é o seguinte: a partir de hoje a gente vai fazer isso, isso e aquilo e vou logo avisando, quem não seguir à risca o que eu estou falando sofrerá sérias consequências”
  • Líder (no meu entendimento): “Pessoal, a partir de agora teremos que mudar algumas coisas para que todos consigam desenvolver as suas atividades da melhor maneira possível (…explicação do que mudaria). Eu sei que não será fácil, mas se adotarmos uma postura séria desde o início conseguiremos atingir nossos objetivos(…explicação de como faríamos). Gostaria que vocês entendessem que essa é a melhor maneira de conduzir essa situação e por isso preciso que vocês “comprem” essa ideia.

Longe de mim ao menos tentar dizer que “sou um baita líder”, mas a questão nesse caso não é ser um líder completo, mas sim tomar uma atitude que demonstre que você está interessado no problema a ser resolvido, mas principalmente demonstrar que você está consciente das implicações que o processo vai gerar. Ou seja, oo invés de apenas comunicar o que mudaria daqui em diante eu fiz questão de apresentar a ideia e, após isso, ouvir o que os demais achavam dela.

Tenho plena convicção de que ainda existem muitas lacunas na minha liderança, mas momentos como hoje me fazem crer que posso estar no caminho certo. Escutar, no final das contas, é a alma desse negócio!

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Fica a dica: faça com que as pessoas comprem a ideia da mudança ao invés de simplesmente segui-la por obrigação. Tenho certeza que além de um trabalho bem feito você terá a oportunidade de escutar opiniões que irão agregar muito ao negócio e tornar todos os envolvidos realmente parte de um time.

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Durma tranquilo!

In administração, gestão on 21 julho, 2011 by zanatta Etiquetado: , , ,

Não há vitória sem trabalho, mas é bom saber também que às vezes, por mais duro que você trabalhe, a vitória pode não chegar…

Essa frase pode parecer dura, mas não deixa de ser verdade. Quantas vezes você dispendeu uma grande quantidade de energia em um projeto, envolvendo-se de forma verdadeira, mas que acabou não trazendo os resultados que você desejava?

No entanto, nessa hora eu sou obrigado a perguntar: por não ter chegado na vitória todo o seu esforço foi em vão? Você não aprendeu lições valiosas que poderão fazer a diferença para encarar os próximos desafios?

Para aprofundar um pouco mais o assunto recorro ao famoso treinador americano de basquete, John Wooden, que em seu livro comenta que já criticou jogadores que ganharam a partida e, da mesma forma, aplaudiu seus jogadores em momentos de derrota. Para ele, o que define se merecem ser criticados ou aplaudidos não é o RESULTADO do jogo em si, mas a iniciativa que eles possuem para colocar toda a sua energia e o seu talento a favor da equipe e do resultado que ela deseja alcançar.

Ou seja, ganhar ou perder torna-se secundário em uma realidade onde o que importa é os “100% de entrega” que o treinador exige de cada um da sua equipe.

A frase “Durma tranquilo” vem daí. O adversário pode ser difícil de ser batido ou o mercado pode estar ruim pra negócio, mas uma pergunta JAMAIS pode ter um “não” como resposta:

No dia de hoje eu coloquei toda a minha energia e utilizei todo o meu talento para chegar à vitória?

Isso vale para um time de futebol, uma equipe de trabalho ou até mesmo para um profissional liberal. A certeza que deve imperar, no entanto, é que o resultado alcançado é fruto do pleno envolvimento que tivemos com os nossos desafios para, aí sim, sermos merecedores do aplauso que o treinador Wooden mencionou.

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PS: a fórmula do sucesso do treinador Wooden é a seguinte:

Trabalho + Talento = SUCESSO

Não por acaso a palavra “trabalho” vem antes do talento. Assim como o treinador, prefiro pessoas dispostas a dar o seu máximo todos os dias do que “talentos” preguiçosos que não sabem utilizar todas as suas potencialidades. (mas isso já é assunto para outro post…)

 

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O risco do “Crédito de Bandeja”

In brasil, economia on 4 julho, 2011 by zanatta

Não deve ser novidade para nenhum brasileiro (ou não deveria ser) que o nosso famoso crescimento está sendo alavancado por vultuosas somas de crédito tomado tanto por órgãos públicos quanto por grandes grupos privados. Esses empréstimos financiam grandes obras estatais (estradas, barragens e portos) e o aumento da capacidade produtiva das empresas (novas fábricas, instalações modernas, etc).

No entanto, uma fatia muito grande dos empréstimos tomados em 2010 não foi feito nem pelos governos nem por empresas, mas sim pelos milhões de consumidores que descobriram que poderiam ter tudo (ou quase tudo) que quisessem desde que apresentassem sua carteira de trabalho e um comprovante de residência.

Até aí tudo bem para quem vive de comissão. As propagandas escreviam em letras grandes e garrafais as inúmeras possibilidades de consumo que o acesso ao crédito oferecia, mas se esqueciam de informar ao cliente que em determinado momento a conta de todo esse desejo reprimido chegaria.

Resultado: a conta chegou.

As Casas Bahia e o Cartão de Crédito trouxeram a triste notícia que a geladeira nova e as compras no shopping teriam que ser pagas e aquele “jurinho” que parecia tão pequeno dobrou o preço de tudo que as pessoas compraram. A Caixa Econômica Federal, por sua vez, também quer a sua parte e afirma que avisou que o prazo era de 30 anos para pagar, mas que a primeira parecela já começa a contar a partir de hoje.

Ou seja, brasileiro que é brasileiro gastou o que não tinha e agora, como mostrou a Exame (ver aqui), precisa pagar uma quantidade de contas que ele não somou lá no início. E aí a bola de neve começou a rolar…

Como bem mostrou a reportagem os efeitos dessa situação já começaram a aparecer no percentual de inadimplência e no aumento dos juros cobrados pelas financeiras. Minha principal preocupação, no entanto, é que o famoso “novo mercado consumidor pujante da economia brasileira” seja apenas um fogo de palha, assim como uma criança que ganha 10 reais e gasta tudo ao comprar balas na padaria da esquina. Ou seja, os brasileiros ainda não compraram tudo que precisam para de fato viver melhor, mas já estão tendo o crédito cortado porque não souberam utilizar ele corretamente.

Eta vidinha…

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Reclamação X Insatisfação

In cotidiano on 12 maio, 2011 by zanatta Etiquetado: ,

É incrível como o tipo de reação das pessoas diante das dificuldades determina “como” e “quanto tempo” será necessário para transpô-las. Há alguns dias estava conversando com um amigo que se dizia profundamente chateado com algumas situações que estavam acontecendo e que, por esse motivo, “ele se achava no direito de reclamar”.

Com toda a delicadeza, como se pisasse em ovos, fui obrigado a discordar dos argumentos que ele apresentava e aos poucos, percebendo que ele estava me dando atenção, tentei mostrar os problemas que ele enfrentava sob uma outra perspectiva…

Começou mais ou menos assim:

“Fulano, eu até acho que tu tenha razão em estar INSATISFEITO com a situação que está se apresentando, mas se você ficar só RECLAMANDO não vai chegar a lugar nenhum!”.

O papo continuou e fui expondo a maneira como enxergava esses acontecimentos, tentando passar a mensagem de que não bastava ele ficar chateado com a situação e espalhar aos 4 ventos que não concordava com a maneira como as coisas estavam sendo feitas.

Bem pelo contrário.

Não somos obrigados a aceitar ou concordar com tudo que nos passam, mas quando isso acontece não basta sair reclamando. O que precisa ser feito é desenvolver o sentimento de Insatisfação.

Insatisfação, como falei pra ele, é uma combinação de “reclamação” com “atitude”. É perceber que algum ponto não está condizente e trazer argumentos para tentar corrigi-lo, mostrando com fatos e dados que aquela maneira de pensar pode estar equivocada.

O bom nesse processo é que, em alguns casos, você vai perceber que aquele bicho de sete cabeças sobre o qual você estava prestes a começar a reclamar nem é tão feio assim e, em outras oportunidades, vai conseguir negociar com o seu superior o que está em desacordo.

Por isso, quando acontecer algo desse tipo tente pensar com essa lógica e depois me diga como foi… isso aqui pode ser uma tremenda bobagem e por isso quero saber se posso deixar postado ou devo deletar. :)

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ps: frase de um funcionário: “Falar do difícil é tão fácil, que o difícil fica parecendo ridículo”. Acho que se aplica a esse post.

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O melhor Fórum para a Discussão

In cotidiano on 1 maio, 2011 by zanatta Etiquetado:

É incrível como a emoção pode alternar quem era vilão para mocinho (e vice versa). Nos últimos dias tenho presenciado situações nas quais, guiadas puramente pelas emoções, as pessoas perdem os argumentos que até então lhes favoreciam e passam “para o outro lado” a razão da discussão.

Ou seja, de vítimas de uma situação mal interpretada elas acabam se enchendo de razão e partindo para o ataque, quando na verdade deveriam retroceder e conduzir as coisas de outra forma, deixando claro como as coisas são e como elas deveriam ser.

Acredito que este tipo de atitude é uma daquelas que mais prejudica um profissional. Nada pode ser discutido no calor das emoções porque os argumentos que lhe favorecem acabam se tornando irrelevantes perto do que representam as atitudes daquele que se julga injustiçado. Desta forma, por mais que possa ter razão a pessoa não consegue dar credibilidade aos argumentos e acaba perdendo ótimas oportunidades para sair ainda mais forte de um momento ruim.

É por isso que eu digo: situações difíceis devem ser discutidas com calma, bons argumentos e principalmente em particular com o líder da equipe.

Não adianta fazer um “show” diante de todos os colegas, demonstrando publicamente a sua indignação com o momento. Esse tipo de atitude vai jogar todos contra você e, no final das contas, só haverá um prejudicado.

A verdade, que poderia ter sido exposta de uma forma clara e com bons argumentos, permanecerá escondida por uma triste decisão entre qual tipo de discussão deveria ter sido escolhido.

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Os “professores” de cada empresa

In administração, gestão on 13 abril, 2011 by zanatta

Imagine a seguinte situação:

João, responsável pelas compras de uma empresa média, decidiu sair da empresa. Em 15 dias ele vai viajar e no seu setor, atualmente, não há ninguém que conheça a sua rotina de trabalho. Além dele integram a equipe de compras o Gerente de Compras (antigo no cargo, mas sem conhecimento do processo em si) e um estagiário que auxilia nas demandas gerais.

Daí a questão: Quem colocaremos no lugar de João e como capacitaremos essa pessoa em tão pouco tempo?

São nessas horas que aprendemos, num traumático processo, que não podemos ser reféns das pessoas que trabalham para a gente. Qualquer empresa que não queira passar por dificuldades no momento de perder ou promover seus profissionais deve olhar atentamente a quantos “professores” ela forma no seu dia-a-dia. Não estou falando de oferecer bolsas de estudo nem cursos rápidos para aperfeiçoamento. Estes aspectos, obviamente, são muito importantes para a manutenção e aperfeiçoamento das práticas utilizadas por qualquer tipo de departamento, mas neste caso refiro-me especificamente à formação de profissionais que estejam capacitados a repassar de uma maneira simples e eficaz o que os mais novos precisam saber para que o negócio como um todo não seja prejudicado.

Quando temos mais “alunos” que “professores” colocamos a operação em perigo porque não conseguimos responder com a mesma agilidade às demandas de outras áreas e, consequentemente, tornamos uma simples transição de pessoas de um setor específico em um problema geral para todos os demais.

Nenhuma organização pode aceitar ser refém do conhecimento dos seus colaboradores. Para isso ela precisa motivar os funcionários mais antigos a repassar os seus conhecimentos e dividir as tarefas porque, no médio ou longo prazo elas poderão ser promovidas ou até sair da empresa e alguém será responsável por realizar as suas funções.

Óbvio que isso não é tão simples quanto essa meia dúzia de palavras, mas é preciso que se pratique esse exercício diariamente. Uma equipe que conhece o processo como um todo é, sem dúvida nenhuma, uma equipe mais completa e apta a encarar novos desafios todos os dias.

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O prazer de Promover as pessoas

In administração, gestão on 30 março, 2011 by zanatta Etiquetado: ,

Liderar uma equipe é algo gratificante, mas não existe sentimento que se compare à sensação de promover os seus melhores colaboradores.

Para minha alegria hoje tive o prazer de realizar a primeira promoção após ter assumido um cargo de supervisão. Posso afirmar: nenhum atingimento de metas é tão gratificante quanto ver alguém que merece sendo reconhecido pelo seu trabalho.

Digo isso porque acredito muito na meritocracia. Acredito que este é o valor que deveria nortear qualquer cultura de empresa, porque é ela que traz e mantém os melhores funcionários. Para minha satisfação hoje a meritocracia mostrou-se mais uma vez presente e levou uma ótima notícia a um funcionário que faz o seu trabalho com postura de dono, que enfrenta as dificuldades com profissionalismo e acima de tudo sabe expor o seu ponto de vista de maneira clara. Costumo dizer que as coisas não acontecem por acaso e para receber alguma coisa você precisa merecer. Meu vendedor mereceu a promoção e mesmo sendo ele um dos melhores da minha mesa não cabe a mim “barrar” o seu crescimento.

E é assim que vai continuar acontecendo. Tenho esperança que muitos outros façam por merecer e possam receber boas notícias. No que depender de mim estarei sempre 100% focado no desenvolvimento de meus liderados para que eles possam estar prontos para aproveitar as oportunidades que apareçam.

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A Missão da Revista Exame para salvar o Brasil

In brasil on 9 março, 2011 by zanatta Etiquetado:

De todas as publicações brasileiras, na minha opinião, a Revista Exame é aquela que mais se importa com o cenário econômico brasileiro e, sem dúvida, a entidade que mais pesquisa alternativas para que o nosso país de fato comece a caminhar rumo ao desenvolvimento.

É por esta opinião que eu não me surpreendi com a matéria de capa da última edição da Revista (09-03-2011), na qual, mais uma vez, ela joga na cara daqueles que acreditam que o Brasil já está num nível aceitável de desenvolvimento todos os problemas que ainda enfrentamos, dia após dia, pela falta de vontade das entidades públicas em transformar nossa Nação em um verdadeiro pólo de competitividade global.

Não adianta. Não é às custas de riquezas naturais e uma população no auge do seu poder de consumo que conseguiremos competir com países como Japão, Estados Unidos, União Européia, China… e segue a lista…Cláudia Vassalo fala com muita propriedade quando enfatiza o seguinte aspecto:

Um país não herda sua capacidade de competir…A capacidade de competir de um país é uma maniferstação de vontade, uma construção obsessiva, a opção de um povo.”

É tão óbvio que deve ser por isso que Governos começam e terminam sem perceber que Desenvolvimento = atacar as fraquezas + reforçar as vantagens. Qualquer análise SWOT ilustra isso, qualquer empresa faz isso, só o Governo que não…

É ridículo: ocupamos o 58º lugar no Ranking de Competitividade Global, oneramos nossas empresas com uma carga tributária e um peso absurdo das leis trabalhistas e, ainda por cima, deixamos as contas públicas nas mãos de pessoas completamente desqualificadas “que além de gastar muito ainda gastam mal”, como comentou Cláudia Vassalo.

Faço a seguinte pergunta: eu estou falando alguma novidade?

Eu duvido que alguém nunca tenha falado que essas barreiras impedem o nosso país de ser a pintura que estamos sendo levados a crer que o Brasil está virando.

ESTAMOS LONGE! Alcançamos avanços incríveis, mas não podemos acreditar que isso é suficiente. Mais uma vez: competitividade não é herança!

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